"Tanto quanto posso perceber a diferença entre uma obra escrita e uma obra em palavra falada seria essencialmente mântrica, o que se prende com a eterna questão da química do cérebro, etc... Mas existe ainda outro ponto interessante: quando ouvimos a gravação das ideias e sentimentos de alguém os nossos olhos e as nossas mãos estão livres ... livres para combinar o impulso da voz com a visão do mundo. Podemos ouvir e simultaneamente olhar para a paisagem, para o nosso ambiente, para o habitat, para as nuances do planeta... assim a luz da sala, a chuva, as nuvens, as pessoas movendo-se, as árvores ao longe, as cores e as distancias podem complementar o que o autor está gerando nos nossos ouvidos, coração e mente. É como se a paisagem comenta-se de forma subtil as ideias que escutamos. Quero dizer... o mundo - cosmética e energia envolvente - passa a fazer parte directa da experiencia de assimilação de ideias e impulsos evolutivos."
André