FOGO MONÁDICO
Como está a ficar claro para alguns ambientes neste planeta, como está a ficar progressivamente límpido para alguns ambientes na Terra, o processo pelo qual o Planeta está a passar, o que está em acto, o que está a ser estimulado, é uma libertação da Luz retida, da Luz aprisionada, da Luz potencial em todas as partículas terrestres, em todas as partículas deste planeta.
Isto implica, como é do conhecimento geral, que cada partícula, cada veículo, cada árvore, cada consciência, cada órgão, cada governo, cada estrutura, tem a sua base, a sua sustentação, em níveis de Luz, que permanecem mais ou menos ocultos, em função da transparência da consciência, da transparência do tecido vivo, da transparência do governo, da transparência do indivíduo.
A base, a base de toda a existência, a base de manifestação, a base de exteriorização, seja do que for, é Luz.
E toda a realidade, toda a manifestação, toda a construção, toda a partícula, toda a célula, todo o átomo, seja uma realidade complexa, estrutural, seja uma realidade aparentemente simples, tudo é construído sobre uma contraparte luminosa. Tudo é construído sobre uma Luz oculta.
E este teu Planeta, este nosso Planeta, está a passar por uma fase intensa de libertação da Luz aprisionada no seu âmago. O Oceano de Luz-Vida-Consciência que existe no âmago, no centro da manifestação planetária - não no centro geográfico! Nós não estamos a falar no centro topográfico, no centro geográfico - no Centro, no sentido ontológico: o ponto mais secreto, mais alto, mais profundo - aquilo a que os ambientes teosóficos chamam o Logos, o Verbo Planetário. Ele está preparando-se para emanar uma Nova Sílaba. Um novo Som. Um novo Princípio ordenador do contínuo, dentro do qual nós existimos. É a engenharia planetária que está a passar por uma mutação. A crise humana é um aspecto da re-génese que o planeta está a viver. A crise humana é um fragmento, é um fotograma, de todo um imenso processo global, macrocósmico, que o planeta está a viver.
E ainda que, do ponto de vista humano, encarnado, tridimensional, consciente, a realidade à nossa volta seja uma experiência de percepção bastante estável e bastante sólida (quando é sólida), do ponto de vista Cósmico, este Planeta está a ser falado! Dito! Cantado!
Quando se diz que o Verbo manifesta a realidade, isso significa que existe um núcleo de uma incomensurável amplitude de Consciência-Poder que fala planetas. É comparável ao milagre eventual, de um poeta ler o seu poema, e ele materializar-se à frente dele. Isto é: É comparável à materialização das nossas palavras.
Um Planeta é possível porque existe uma Consciência que segura, aprisiona, convexiona, o grande fluxo, a grande corrente, o grande caudal de energia livre, num ponto. E aprisiona, prende, fixa, esse imenso caudal de energia livre, noutro ponto. Vocês reparem que, para vocês terem um som, numa corda, numa corda de uma guitarra, vocês precisam de dois pontos. Uma corda para produzir som, necessita de estar presa de dois pontos. No caso de uma guitarra, um ponto fixo - que é aquilo que na ordem de Melchizedeck se chama o ponto Alfa - e um ponto de progressiva afinação, até tu teres o som que corresponde à nota que tu queres tocar na guitarra - que é aquilo que na ordem Melchizedeck se chama o ponto Ómega.
E, o que o Logos, o Verbo deste Planeta faz, (deste ou de qualquer planeta) consiste em focar o seu poder estabilizador do Grande Caudal - e quando falamos do Grande Caudal, estamos a falar de todo o bombardeamento de Raios Cósmicos, de Energia Cósmica, que não se encontra aprisionada por ondas de gravidade, e que não se encontra aprisionada por nenhuma constante; trata-se de níveis de Luz e correntes de Fogo que não estão submetidas a nada. E o que este Verbo, o que este Criador Cósmico do teu Planeta faz, é segurar o Grande Caudal num ponto e noutro ponto: o ponto Alfa-Ómega. E é a estabilização do Caudal em dois pontos, que gera aquilo a que nós poderemos começar a chamar o Holograma Planetário. Ou seja, a construção de um sistema hermético, consciência-objecto: a nossa consciência está constantemente reflectindo e alimentado o mundo à nossa volta, e o mundo à nossa volta está constantemente reflectindo e alimentando a nossa consciência. É uma espécie de loop, um feedback de consciência.
E o que é que isto significa? Em que é que isto é pragmático para nós?
Pelo simples facto de que a velocidade do sangue nas tuas veias, a temperatura do teu corpo, o processamento mental, os estados neuróticos, os estados de tristeza, os estados de angústia..., tudo isso existe dentro de uma afinação do Holograma; ou seja: é porque o Logos decidiu cantar este Planeta e afiná-lo segundo um determinado diapasão. O que vocês têm, e sempre teremos, é um imenso Caudal de algo que ninguém sabe rigorosamente o que é, não está definido, não tem nome possível... Os nossos irmãos da Física usam a palavra energia, que é uma palavra que foram buscar à Filosofia Grega, aos pré-socráticos. Então, é uma palavra da Filosofia. Não sabemos o que é. É uma palavra que tem tanto significado como outra qualquer.
E este imenso Caudal - que não está definido e não se sabe o que é, e que não tem exactamente origem, por mais espacialmente que queiramos indicar um ponto algures por onde as Galáxias saíram, não se sabe exactamente de onde vem, como é que funciona... - este imenso Caudal é usado, num momento, pelos Logos para criar estruturas arquitectónicas. O nosso corpo é uma estrutura arquitectónica. O nosso corpo está dentro do Holograma. O nosso corpo tem um ponto Alfa, situado vinte centímetros abaixo do primeiro chakra, e um ponto Ómega, situado vinte centímetros acima do sétimo chakra. Ou seja, o nosso ponto Ómega está neste ponto, aqui, exactamente nesta região geográfica, acima da cabeça, e o nosso ponto Alfa está na base, entre as pernas.
E nós estamos a passar estar informação, porque, como nós vamos começar a estudar lentamente engenharia de Luz, e vamos começar a estudar lentamente o veículo Merkabah - aquilo a que biblicamente se chama a Carruagem de Fogo - nós precisamos começar a compreender, como é que esse Veículo Interdimensional configura a relação hermética, entre a nossa consciência e a realidade à nossa volta. Se o veículo Merkabah é activado - se ele fosse activado instantaneamente num dos seres desta sala, todos os outros transformar-se-iam em raios de luz, em fios luminosos. Instantaneamente! Ou seja: era uma questão de poucos segundos, até tu começares a ver fios de luz a dissiparem-se da impressão visual que os outros projectam sobre ti. A alucinação controlada, que é a visão - caso vocês não saibam, a visão é uma alucinação controlada. É uma alucinação mantida dentro de um nível de frequência. E caso nós ainda não tenhamos dado por isso, tudo o que te está a acontecer é uma alucinação controlada! E toda a realidade, o casamento hermético entre a consciência e a esfera, dentro do qual nós evoluímos, é uma alucinação controlada.
É quando a Carruagem de Fogo, o Veículo Interdimensional em torno do homem - que é o próximo assunto, ou seja, nos próximos quinze anos, todos os grupos esotéricos, que estão a fazer o contacto, vão começar a colocar esta questão no ar: a activação do Campo Merkabah. Primeiro, porque o campo Merkabah é o campo que faz conexão com as Auras de Resgate; que te permite ler a Nova Informação; que te permite ires tornando-te telepático em relação à Nova Terra. Depois, porque o campo Merkabah está em ressonância com o campo Merkabah do Planeta.
É porque o Planeta está ser gradualmente envolvido, também ele, numa Carruagem de Fogo, que nós estamos a ser envolvidos, microscopicamente, na nossa própria Carruagem de Fogo. Este Campo é a tradução local, individual, a Merkabah individual - Merkabah ou Holóide. Holóide é o termo que nós vamos começar a usar, porque, como vocês sabem, nós temos pouca tendência para o sincretismo e para fazer estudos comparados, e Merkabah é um termo Egípcio, é um termo Hebraico e Egípcio, e é óptimo em relação a uma certa tradição. Holóide, veículo do Todo, é o termo útil hoje. (Mas no final, são só palavras e também não nos preocupamos muito com isso.)
A activação deste campo em torno do homem, segue a par da activação da Merkabah do Holóide planetário como um todo, da Iniciação da Humanidade, e do fim da História. Tu tens esse Imenso Fluxo, que é comparável a um cilindro de Luz, totalmente livre. Mais livre que o fotão. Menos compactada, menos convexionada que um fotão.
Este Imenso Caudal não tem ponto de aplicação! Nós, para fazermos um círculo, precisamos de um ponto de aplicação: o centro. O compasso precisa de um centro. Para haver realidade, para haver as estruturas arquitectónicas planetárias, é preciso um ponto de aplicação: uma consciência.
Nós estamos em Infinito! É onde nós existimos! Essa é a dimensão que não pode ser desmontada! Que não tem categorias!... Essa é a dimensão Livre! E essa é a dimensão a que a nossa consciência aspira! A dimensão Infinita é a dimensão, à qual a nossa consciência se dirige! A nossa consciência não sabe fazer outra coisa, senão dirigir-se ao Infinito!
Porquê?
Porque ela foi criada para isso. Nós somos conscientes para nos dirigirmos ao Infinito. Somos conscientes, porque partimos de um ponto de relativamente alta ignorância, e sofremos todo este processo dialéctico até começarmos a navegar em dimensões mais altas. Mas a consciência no seu âmago, na sua configuração original, tal como ela foi realizada pelos Elohim, a consciência dirige-se, inadiavelmente, impreterivelmente, para o Infinito. Ela procurará, constantemente, inverter este anel, até que o anel tenha de novo a largura do próprio tubo.
Voltando atrás: Este anel vai-se estreitando e transforma o tubo do Infinito, da Energia Universal, que ninguém sabe o que é, e que não é feita de coisa nenhuma... - não se sabe o que é. É um facto ontológico inclassificável. Simplesmente existe - e este Imenso Caudal (e imenso já é uma expressão relativa), este imenso Caudal está ali, sem passado! Sem presente! Sem futuro! É coesão num estado Imenso!... E a estória da consciência é a estória deste anel que começa a afunilar o tubo no seu ponto de aplicação. Porque existem tantas realidades quanto consciências! Porque o tubo está disponível! O Grande Caudal está disponível, para quem quiser convexionar, que convexione! Quem quiser limitar a passagem do fluxo, que limite! Quem quiser sentir a realidade no nível em que puder, que o faça!
Então, nós somos Mónadas que estão a ter uma experiência no reino da limitação. Somos Mónadas que estão a aprender as delícias da limitação. Somos Centelhas Divinas que estão a usufruir do privilégio de estarmos aqui, todos tetraplégicos, na matéria..., ou seja: nós somos este aprendiz, aqui, em baixo, mas a nossa Mónada, no plano dela, ela é uma circunferência que tende para o Infinito. Não sei se vocês me estão a seguir: Ela não aprisiona o fluxo, nem faz realidades subjectivas. Nem faz sub-realidades. Ela está constantemente vibrando tendencialmente para não aprisionar o tubo.
Agora, observem: quando este anel da consciência se convexiona a partir dos vários planos - porque ele, lá, no nível da Mónada é equivalente (na verdade é no nível do Avatar que é equivalente), mas na Mónada é tendencialmente equivalente ao próprio fluxo. É isso que se chama in Glória. In Glória é a condição da consciência, cujo diâmetro (com muitas aspas, esta palavra diâmetro), é equivalente à própria amplitude do fluxo universal. Não há passado, não há presente, não há espaço, não há tempo, não há eu... Então, a Mónada está lá, nessa realidade, nessa imensa interpretação fiel do próprio fluxo. Por isso se usa a expressão Fogo. Quando se usa a expressão Fogo Monádico, Fogo Divino, dentro de nós, nós estamos a falar dessa realidade, que, por ser tão terrivelmente ampla, só pode ser compreendida pela nossa consciência como algo equivalente a um Fogo. Existe um Fogo, no sentido de uma Presença, que não admite mais nada senão ela mesma. É isto que significa Fogo Monádico: é uma Presença que exclui, ou sintetiza todas as outras presenças. Todas as outras realidades. Isto é o Centro do teu ser! Agora, este centro mantém-se aninhado, de certa forma oculto, porque, se ele se começa a desdobrar aqui para baixo, as pessoas começam a entrar num processo pós-histórico, supracivilizacional, transcultural. Este Fogo sintetiza as operações. Ele casa as operações. Funde as operações dentro de nós.
Nesse nível Monádico, que és tu mesmo - Mónada és tu! Mónada és tu!! Mas és tu idêntico, de amplitude equivalente, ao Grande Caudal. É o próprio Caudal com um pequenino ponto de aplicação. O suficiente para criar uma entidade Divina dentro do Caudal. Isto é a Mónada. E a Mónada está lá, in Glória! Ou seja, ela não limita o Caudal.
Quando saímos do plano Monádico para o plano Espiritual, então tu já tens uma razoável limitação. E portanto, aquilo que era o Grande Cilindro - se vocês quiserem ver - começa a formar gradualmente dois cones. Quando entras no plano da Alma, tu já tens claramente o Cilindro próximo do centro. E quando entras no plano do eu-consciente tridimensional, é como se esse anel, que é a nossa consciência, estivesse convexionado quase até um ponto. Um ponto tão minúsculo, que os psicólogos espirituais inventaram a expressão ego para definir este ponto extremamente minúsculo.
E nós somos conscientes em vários níveis simultaneamente. Ou seja: Assim como nós temos um núcleo de consciência nesta dimensão extensa em que existimos - um núcleo de consciência que nos dá a ilusão do espaço, do tempo, do outro, do corpo..., - temos, simultaneamente, os outros núcleos de consciência que, gradualmente, se vão dilatando até se tornarem equivalentes ao Grande Fluxo. Ao Grande Rio. Isto é a nossa realidade.
Nós somos compostos, não por uma consciência, mas por múltiplas consciências em paralelo. Por múltiplas consciências, organizadas telescopicamente para dentro do Infinito. Nada de novo.
Agora, esta realidade, esta mecânica, como um predador, está em cima de ti, ao minuto! O tempo que nós estamos a viver é um tempo, em que os núcleos mais altos estão começando a absorver, a dissolver, os núcleos mais baixos.
A nossa Alma está-se a preparar para assimilar o eu consciente. Assimilar, significa que o eu consciente com todas as suas qualidades, é absorvido pela Entidade Central, deixa de existir como um motor próprio, e a Alma instala-se à superfície da consciência. E, simultaneamente, a Alma está a ser preparada para se fundir com a Mónada. Claro, que isto tem uma longa história! Não pode ser dito, assim, em três palavras! Concerteza! Mas em termos muito amplos, muito gerais, esta é a temperatura da história neste momento. Esta é a temperatura do Planeta! O Planeta tem uma temperatura! Esta é a intensidade com que ele opera! É neste nível que as coisas reais estão a acontecer! É no nível da fusão, num grau, entre núcleos dentro de nós!
E tudo o que está em acto, é uma Escola Planetária de emergência, ou melhor: a Escola sempre esteve aí, só que nós não a víamos. Então, havia uns eleitos, que despertavam um pouco antes do que a humanidade - isto há mil, mil e quinhentos anos - e dirigiam-se a essas Escolas. Hoje, o processo é global. É maciço. Trata-se de a humanidade que está despertando, de uma forma sincronizada, aprender a reconhecer a Escola. A Escola está no ar! A Escola está, simultaneamente, na atmosfera e no teu íntimo! A Escola está a nascer para nós. Ou talvez se tivesse que dizer: nós estamos a nascer para a Escola.
E este despertar colectivo - o que é um despertar colectivo?
É quando o último ser, que tu estarias à espera que se abrisse para o conhecimento Espiritual, começar a falar justamente disso. Isso é que significa um despertar colectivo. É porque a rede de resistência, da inércia mental, da inércia dos seres humanos, está a começar a ceder. E à medida que essa rede cede, à medida que a inércia mental, a inércia da consciência, a inércia do ser, a capacidade do ser ancorar Luz, à medida que isso vai cedendo, os seres mais insuspeitáveis começam em busca da Luz. Os que tu menos esperares!
Quando se fala do Verbo Planetário, do Logos Planetário, da Palavra que estrutura o Planeta, nós estamos a falar de uma Entidade, lá, suspensa na inalterância - porque, Essa, então, está bem no Grande Caudal, e que, para efeitos de evolução, não sabemos exactamente como; é um nível que não está ao nosso alcance. Ela prende o Grande Caudal num ponto e noutro ponto. E tem com isso uma corda. E uma corda produz um som. Esse som é o ordenador profundo do nosso contínuo. Isto é a forma como, neste Planeta, a Energia está estabilizada num imenso Cristal - que é um palpitar na Eternidade... o Planeta, toda a História dele, é, assim, um palpitar no seio da Eternidade!... E a chave do contínuo é a Palavra Divina para este Planeta. Ou seja: é o Nome oculto do Logos Planetário. É o Som... Ele ao tocar o Imenso Caudal num ponto e noutro, tem uma corda (tudo com muitas aspas), através da qual gera um Som. Esse Som estabiliza espaço, tempo, matéria, energia, e todas as forças constituintes da matéria, do emocional e da mente.
Onde se quer chegar com isto, é que o Logos está a produzir uma reafinação do Planeta. Isto é, a transição planetária e a passagem do planeta para uma Nova Dimensão, significa que a Corda, que aqui é um símbolo dos quatro pilares que mantêm a dimensão terrestre - quais quatro pilares? Os Físicos conhecem-nos bem: são as quatro forças fundamentais do Universo - isso está a ser reajustado. É como se o Divino Tocador de Cítara, que tocava há algum tempo uma melodia, tivesse decidido tocar a melodia noutra oitava. Então, está a começar a afinar toda a corda, todas as cordas do seu instrumento, para, digamos, mais agudo. Nós não sabemos se á mais ou menos agudo. É qualquer coisa. É melhor não especular muito..., porque é assim: claro que há uma ressonância entre estas disciplinas! Entre a Mente Logóica e a Música. Há uma ressonância. Mas é difícil estabelecer princípios rígidos entre estas coisas. Mas sabe-se que o Logos está a mexer com as Leis Planetárias. O que significa que Ele está a afinar, está a aperfeiçoar a sonoridade dos elementos que constituem o nosso Planeta.
Em função de quê?
Em função de um Som, em função de um Timbre, que Ele contempla. Em função de uma Terra paralela. De uma Terra que existe - porque, se o Logos é capaz de organizar matéria, ao ponto de tu teres um Planeta, Ele é capaz de ter sonhos bastante potentes!... Talvez possamos mesmo definir que a Terra paralela, a Terra perfeita, existe algures na mente do Logos, e que essa Terra paralela é completamente visitável.
E em função dessa Terra Perfeita, dessa condição Edénica planetária, o Logos está a afinar o instrumento planetário. Ele está a afinar todas as cordas. Ou seja:
O Verbo está cantando, para este Planeta, outra Canção!
E à medida que Ele eleva a canção que sustenta o Planeta, o grau Luz aprisionado dentro de nós, é liberto num novo grau. Ou seja: nós existimos, porque somos uma combinação, um ponto de equilíbrio, entre substância e Luz; entre Consciência e substância. Entre Luz-Consciência e substância. Nós somos um ponto de equilíbrio. Somos um casamento possível.
Esta afinação, que o teu Planeta está a viver, e este aperfeiçoamento do Timbre, do Som Ordenador para o físico, do Som Ordenador para o grande mar astral da Terra, do Som Ordenador para o grande óvulo mental da Terra, o aperfeiçoamento do Som Ordenador para o nível Intuitivo da Terra, tudo isto está em acto, tudo isto está no ar... Este aperfeiçoamento do Som que sustenta a Terra está reflectindo-se em nós. Ou seja: nós começámos a gerar um novo grau Luz. Nós somos reveladores antropomórficos da Luz. Somos válvulas que disparam Luz-Consciência no Universo.
E esta condição de diafragmas da Luz, de seres que injectam Luz Cósmica dentro do espaço e do tempo - por isso é que nós temos uma Mónada. Nós somos diafragmas que injectam Luz - esta condição está a mudar. Ou seja, o diafragma vai mudar de velocidade. Vocês estão a ser reconfigurados em todos os planos para que o grau Luz, capaz de ser transmitido por um ser humano, aumente.
E esta aceleração, esta construção, esta auto-revelação, tem doze etapas. Nós, hoje, não as vamos estudar, mas no último encontro nós falámos desta construção do Corpo de Luz: A estabilização, em nós, de um veículo, que é o resultado da abertura da personalidade para a Alma. À medida que a personalidade adquire transparência - ela agora é opalina. Ela não é, nem opaca, nem transparente. Nem pensar!... Se vocês fossem personalidades transparentes, não conseguiam existir completamente neste Planeta. O grau de caos e de confusão em que a Terra se encontra, não permite o encarnar directo de uma personalidade que esteja num estado integralmente transparente. Então, nós somos estas superfícies leitosas, opalinas, que permitem a passagem de um certo grau de Luz. Não somos opacos, nem somos transparentes. Somos opalinos. Mas mesmo essa opalinidade está agora a entrar num ciclo de Purificação acelerado, que visa remover dos corpos (do físico, da mente e do emocional) tudo o que não está de acordo com a nova Luz nascente.
Então, à medida que o Logos começa a afinar os planos terrestres, à medida que o Logos começa a aperfeiçoar o acorde que é este Planeta, a realidade sinfónica que são as várias esferas deste Planeta, e à medida que um Novo Som, uma Nova Palavra, vai sendo soada pelos elementos da Terra: pela grande maça física, pelo grande oceano astral, pelo óvulo mental, pelas cortinas intuitivas..., tudo isto está a ser aperfeiçoado, está a ser elevado.
À medida que isto acontece, tu, gradualmente, vais-te tornado radioactivo.
Antigamente, chamava-se Iniciação. Iniciação são níveis de radioactividade humana. Isto é: o ser humano começa a disparar partículas de Luz desconhecidas; tipos de Energia que não são conhecidos. O estreitamento dos níveis subtis dentro de nós, o estreitamento do astral com o mental, o estreitamento do mental com o intuitivo, o estreitamento destes três com o Espiritual, o estreitamento deste quatro com o Divino..., este estreitamento, esta fusão, liberta radioactividade. Não a radioactividade dos Físicos, em princípio, se bem que pode ter, até, contrapartes mesuráveis; mas uma acção directa da radiação sobre a matéria.
O que é um Curador Cósmico?
Um Curador Cósmico é um ser que liberta um grau de radiação.
Radiação térmica? Radiação calórica? Radioactividade? Não. Não sabemos. É um tipo de radiação que altera a nuvem electrónica. Altera o comportamento da matéria. Altera o comportamento das partículas. Essa radiação é transmitida por um curador Cósmico, na proporção em que a chama Divina ancora no porto, que está preparado para ela, no centro do cérebro. No centro do cérebro, vocês têm essa câmara - onde está a pineal - que está preparada para receber o Divino. Nós temos zonas em nós, anatomicamente, que estão prontas, que estão preparadas, que foram criadas, para receber a descida do Divino. E nós nunca vamos saber o que elas são, se não começarmos esta aventura.
A estabilização da consciência num oceano de Luz implica um campo Merkabah. Um Holóide. Isto é, implica um grau, um veículo, capaz de ligar hermeticamente estar consciente e realidade. O nosso Holóide, o nosso campo em torno de nós, está regulado segundo a mesma frequência. Por isso, nós nos vemos uns aos outros. Por isso, nós somos tangíveis uns aos outros. Nós estamos todos dentro do mesmo contínuo.
A manifestação de um ser humano começa no útero materno, pela construção em Luz, de uma Estrela-de-David. Após a fecundação, a primeira coisa que acontece - não no nível físico, não no nível bioquímico, mas no nível etérico e nos níveis internos - é a construção, no útero materno, de uma Estrela-de-David. Essa Estrela-de-David é a estrutura Cristalina do Corpo Interdimensional. Do Holóide. E as células começam-se a configurar e a diferenciar, a construir um veículo, mas sempre absorvendo essa matriz Divina, que é a Estrela-de-David.
Todos nós existimos dentro de uma Estrela-de-David. Qualquer um de nós.
Essa Estrela-de-David é o tradutor entre consciência, e realidade envolvente. Ela mantém o ser dentro do programa Divino. Estamos bem longe das auras. Bem longe dos chakras. Bem longe do corpo astral. Não tem nada a ver com isso.
Esta Estrela-de-David, em torno do corpo, cujo polo inferior se encontra no tal ponto Alfa, abaixo do primeiro chakra, e o polo superior se encontra no ponto Ómega, acima da cabeça, essa Estrela-de-David é o Campo Divino, dentro do qual nós existimos. Ele tem uma contraparte electromagnética, tem uma contraparte luminosa, tem uma contraparte energética..., mas principalmente, ele é o Espelho da Mente Divina local. Em torno de ti. Ele espelha Energia Divina para todo o teu ser.
Nós estamos a começar a ser falados de outra forma. Nós, até agora, temos vindo a ser falados, a ser cantados, de uma forma. A tua fisicalidade, a tua astralidade, a tua mente, é Som Cristalizado. É Verbo estabilizado. Nós somos Luz a caminhar muito devagar. E o que faz com que ela caminhe muito devagar são certas constantes harmónicas. Por isso é que se diz O Verbo - é a afinação através da qual os nossos corpos foram estabilizados.
O que é que se segue? O que é que vem a seguir?
Como desde a década de oitenta foi mandado este decreto solar para a libertação, num grau, da Luz oculta na Terra, da Luz aprisionada, foi liberto todo um novo ciclo da reconfiguração dos corpos. Portanto, nós temos vindo a ser reconfigurados a uma velocidade muito elevada, e o nosso tecido, o teu corpo, está a ficar saturado de Luz. Quando vocês observam situações como Padre Pio olhar para uma fotografia, e um indivíduo, noutro continente, ter um cancro completamente resolvido em dois segundos... Padre Pio, que é um curador Cósmico, não? Um Intraterreno que se manifestou na superfície do Planeta. E quando vocês têm este ser, que olha para uma fotografia de outro indivíduo que está noutro continente, e ele é instantaneamente curado, o que acontece é que houve realmente uma intervenção, directamente, da Luz sobre os corpos do ser. Mas essa Luz precisou de usar a consciência de Padre Pio.
Porquê? Porque é que a Luz não actuou directamente sobre a pessoa que estava enferma? Porque é que ela precisou de um curador Cósmico para atravessar?
Porque (e é isso que nós vamos ver hoje) a Luz usa lentes, usa estabilizadores, para poder transitar entre planos. A Luz não viola os planos. Ela existe em Glória, lá, no plano Monádico, no plano Divino, mas para que ela possa chegar a uma célula - quanto mais ao corpo emocional... vocês sabem que há abraços, que vos deixam completamente curados, do ponto vista emocional? Um abraço! Não são três abraços, nem dois. Um abraço! Há beijos, que curam totalmente o veículo mental de um ser! E, assim como existem beijos que curam o mental, e olhares que curam o mental, existem abraços que curam o emocional! Assim como proximidades que curam o físico! Proximidades! Estamos bem longe da questão da imposição das mãos. É só proximidades!
E esta Luz, que existe lá em Glória, nos planos superiores, que não está a ser aprisionada pela consciência - porque a nossa consciência, à medida que vai fechando, vai criando objectivação, vai criando coisas extremamente objectivas, e, à medida que vai abrindo, vai libertando a parte da Energia Cósmica que nós estávamos a prender com a nossa consciência. Então, a consciência respira: ela dilata-se e contrai-se. Quanto mais ela se dilata, mais a energia que tu processas é equivalente, lá, à Glória. Quanto mais ela se contrai, mais o indivíduo se secciona dos planos de Glória.
A tua consciência é o instrumento de cura de centenas de pessoas.
A tua consciência é a única forma que a Energia Superior tem de atravessar as dimensões e entrar no circuito de distribuição de Força. É a única forma!
Aquilo a que este Planeta chama os Anjos (porque, assim que sais deste planeta, esse nome não existe), não podem fazer o circuito completo. A Lei não permite. Quando uma fotografia é apresentada a um curador Cósmico, e a milhares de quilómetros de distância, a pessoa passa por uma cura instantânea, é porque a Energia para curar aquele ser já existia. Já estava disponível. Em níveis internos, a Energia já estava disponível. O grau de oração - oração significa afinar, significa alinhar. Mais nada - o grau de oração, o grau de alinhamento daquele ser com realidades superiores, já existia. O trabalho de oração que a família fez, já estava feito. Estava tudo pronto. Aquele ser podia ser curado. E a Energia estava lá, potencial, como no caso de uma barragem hidroeléctrica, ela estava acumulada, mas ela não podia descer às células daquele ser, senão passasse por uma consciência encarnada - é aqui que nós queremos chegar!
É que a Lei não permite a Energia ultrapassar o elo do eu consciente. A Lei implica que haja sempre um ser consciente, encarnado, na zona em que ela vai actuar. Ela pode fazer tudo até chegar aos níveis intuitivos. Mas do intuitivo, entrar e actuar à distância sobre as células de um outro ser, a Energia/a Lei implica que haja uma consciência lúcida, aberta, alinhada com propósitos superiores, capaz de reconhecer o Divino. E como essa energia está lá, acumulada, no momento em que o curador Cósmico entra em contacto com a fotografia - a fotografia não serve para mais nada, senão para o curador tomar consciência de que aquele ser existe. E, no momento em que ele toma consciência, como no âmago de um Curador Cósmico o que se instalou é o Divino - sabes, o Próprio, a Luz, a Realidade Central - assim que aquele ser entra na consciência do Curador Cósmico, a Energia tem um diafragma, tem uma forma de atravessar os planos, e ir ter com o corpo doente dele.
A Energia precisa da consciência encarnada para circular.
Isto traz-nos uma questão muito simples: é que, até agora, nós temo-nos alimentado de comida, descansamos dormindo, equilibramo-nos uns aos outros de forma afectiva - o afecto é bem um sistema de equilíbrio, também. De harmonia e de equilíbrio - e a nossa fonte de Energia tem sido material, a maior parte do tempo. Ou material, ou emocional. Ou material, ou através do sentimento. Essa etapa terminou.
Se um ser não faz o trabalho de alinhamento com os núcleos Centrais, com o nível Real do seu Ser, se um ser não se abre, e não constrói uma ponte com os núcleos Centrais, não adianta comer, dormir... Chega! Não adianta! Ele entra em exaustão!
A nova fonte de equilíbrio é a Luz contactada pelo consciente.
Fora desta Luz, as pessoas vão entrar - ou já estão a entrar - em exaustão acelerada.
A próxima fonte de alimento é a Luz que o consciente contacta!
Existem vários níveis de activação do Corpo de Luz. Existem doze níveis de activação do Corpo de Luz. Aquilo a que se chama (de um forma um pouco retro) os 144.000, que são um grupo de milhares de seres que pode responder à Nova Energia, antes que a humanidade aprenda a responder como um todo - quer dizer: eles são pioneiros; são como um cavalo de Tróia, que encarnou dentro do seio da humanidade, para fazer esse contacto mais cedo - estes seres estão agora a ter aquilo a que nós chamamos o terceiro nível do Corpo de Luz activado. Esse terceiro nível do Corpo de Luz corresponde a uma nova economia energética em nós. Quando apenas o primeiro nível estava activado, nós comíamos, e sentíamo-nos fortes. Dormíamos, e restabelecíamos as forças. Ou seja, os processos normais: bioquímicos, metabólicos, etc., funcionavam. A partir do momento em que o terceiro nível do Corpo de Luz foi activado, (a partir de 1995), na humanidade que serve, na humanidade que sabe servir, na humanidade que se autoconvocou para ser um servidor, a partir do momento em que o terceiro nível de Luz foi activado em nós, os processos normais não funcionam mais. A Lei mudou.
Não há como um ser se manter energizado, equilibrado, alinhado, nutrido, se não estiver constantemente consciente de que o principal dele, não se encontra encarnado. De que a parte encarnada é um pequenino, um minúsculo, é um infinitesimal do seu ser total. É o tal pontinho do círculo que convexiona o tubo.
A química comum deixou de funcionar, meus irmãos! Nós entrámos em Química oculta! As leis normais da matéria não funcionam mais!
Funcionam em nível mecânico. Agora, isso é ainda em nível de ilusão. Nos níveis mais profundos, nos transportes, nas sinapses, nas transferências de Energia, lá no fundo, a química normal está a deixar de funcionar...
O que é que isto significa?
Acabou a alimentação através da comida!
Já está! Está superado! Se eu me alimento apenas de comida, eu morro de fome! Eu mirro! Eu murcho! Eu desapareço! Se eu me alimento apenas de emoções, eu desapareço! Se eu me alimento apenas de ideias, eu desapareço! Quer dizer, a antiga alimentação humana: física, emocional, mental, terminou!
Terminou, muito especialmente, para os autoconvocados. Isto é, para aqueles seres que estão fazendo a experiência de começar a ligar o arquétipo, dentro desta confusão, que é este Planeta. Vai ser uma coisa muito louca, os próximos anos!
Trata-se de despertar códigos que estão em nós, adormecidos, e reconfigurar tudo: o emocional, o mental e o físico.
Esta acção da Luz é a próxima forma de o ser se alimentar.
Então, o convite que pode começar a ficar no ar, é para que eu comece a observar a oração - e oração é, o que cada um sabe que é, para si... Cada ser tem a sua própria linha orante, a sua própria linha de oração... Mas eu preciso de olhar para a oração, hoje, como uma forma de me energizar, como uma forma de me alimentar.
Então, nós precisamos de nos virar para o Eu Superior como uma Fonte de Energia.
Não tanto como um tribunal que julga. Não tanto como um Núcleo Supremo dentro de ti, que tem opiniões acerca de ti.
E, o que está no ar é este convite, para que as pessoas se virem para o seu Eu Superior, para o seu Núcleo Central, como uma Fonte de Alimento. E que eu comece a associar, de uma forma tão automática, como quando antes eu associava fome a frigorífico - que é um dos automatismos que as pessoas têm cá dentro - e comece a associar cansaço, exaustão, fome, confusão, desorientação, pretensão, o que tu quiseres..., que eu comece a associar isto a oração!
Ou seja: quando este terceiro nível de Luz é activado em nós, não existe equilíbrio fora da oração. Façam a experiência! Façam a experiência de ficar uma semana a repelir o Eu Superior! Mas tem que ser repelir a sério! Não é fingir que repele. É repelir mesmo! Façam a experiência de ignorar a voz, de seguir impulsos!
Cada um tem que percorrer o caminho da autodecifração. É muito fácil! Nós estamos na era de Aquário! Não há mais fórmulas passadas externamente. O ser tem que encontrar a senda de se decifrar a si mesmo, e descobrir qual é a forma, através da qual, ele bebe da Fonte Central. Eu espero que vocês não vejam nisto uma coisa especialmente mística, e percebam a pragmática da situação. Isto é uma situação extremamente pragmática: não há equilíbrio, não há nutrição, não há activação energética, inclusive, os alimentos vão começar a funcionar cada vez menos, se eu não tiver um contacto com o Núcleo do meu Ser. E as pessoas vão começar a energizar-se, a transferir a alimentação, gradualmente, do físico para a capacidade de assimilar Luz.
Entretanto, quando o grau Luz, dentro de ti, começa a ser liberto, quando a Luz dentro do ser se amplia, ela tem que atravessar a lente da consciência e a lente dos corpos. A Luz para irradiar, para chegar aos chakras/à aura, ela precisa de atravessar uma série de planos. Até hoje, observa-se que a Luz chega à intuição de uma forma completamente clara: todos nós somos intuitivos, todos nós temos visão, todos nós temos percepção, todos nós temos mais ou menos clareza sobre o que é a condição ideal para este Planeta. A menos que o indivíduo esteja um pouco alienado. Quer dizer, todos os seres são visitados, eu diria, são bombardeados por uma informação Cósmica de altíssima frequência.
Hoje em dia, não há nada mais simples, do que um ser sentar-se debaixo de uma árvore, alinhar-se com o seu nível interno, e receber a visão da Nova Terra. Isto é uma brincadeira!
Ser capaz de ficar quieto, alinhar-se, e receber a percepção de que há um outro Planeta que está a nascer dentro deste, e de que estamos em comutação e mutação entre civilizações - não há mais uma civilização! Há mutação entre civilizações - e perceber que isso está no ar, não significa nada, hoje! Quer dizer: ter a percepção intuitiva, e responder ao plano intuitivo, não é o trabalho. Isso já está feito. Isso é uma coisa que está instalada em todos nós. Isso é trabalho em nível intuitivo.
O que Eles procuram hoje, é que o indivíduo consiga levar a sua consciência para o plano Espiritual (nós já vamos ver o que é isso) de forma a que o Fogo - porque o intuitivo ainda são imagens, ainda são percepções... - o Fogo, que é a própria radiação do Eu Superior, desça do nível Espiritual para a intuição; da intuição para a mente; da mente para o plano astral; do plano astral directamente para o físico... Só assim, é que este Planeta muda! O Planeta não muda, porque alguém teve uma percepção! Isso são estágios preparatórios...
O trabalho é este ser, ser visitado, possuído, assimilado, pelo Fogo que se liberta do Centro dele! Este é que é o trabalho! O trabalho é ser assimilado! Fundido! É ser transformado! Transformado! É o indivíduo ser incapaz de vibrar na sexta, como vibrava na segunda! Este é o trabalho! É transformação!
E a transformação não se faz, porque se quer transformar.
A transformação faz-se por ritmo. Porque o indivíduo tem o ritmo constante de confirmar a Luz que está a descer sobre ele.
A consciência precisa de estar recebendo o impacto da Luz!
Senão, isto não muda! Senão, ficamos em nível de poesia! Que é onde o processo planetário parou, em nível de humanidade. Nós estamos em nível poético, do ponto de vista da Hierarquia. As pessoas têm uma ideia acerca da coisa. Mas a coisa não está a encarnar entre nós. É absolutamente necessário - e as portas estão completamente abertas..., ou seja: para cima todos os santos ajudam, não é para baixo... - é absolutamente necessário, que estes seres passem da etapa contemplativa, intuitiva, poética, reflexiva..., para a etapa de ancorar a Luz!...
Como é que eu me autoconvoco para a Luz? Como é que este processo de casamento secreto acontece?
Eu preciso de um ritmo, de uma constância, de uma persistência, para dentro do impossível! Eu preciso ter os meus olhos colocados no impossível! O meu sentimento colocado no impossível! A minha mente colocada no impossível! É só quando eu coloco o ponto de concentração do meu ser no impossível, que a coisa, lá de cima, se torna possível! Eu preciso levar, ritmicamente , todos os dias, três vezes, cinco vezes, vinte vezes por dia, o tempo que for necessário..., eu necessito levar os meus corpos àquele ponto vibratório. É um ponto vibratório!
E o que está a acontecer é uma transformação de hábitos culturais, por hábitos Espirituais. Ou seja, nós temos hábitos culturais: temos hábitos mentais, hábitos físicos e hábitos emocionais. E isso forma um jogo de forças em nós. Esse jogo de forças mantém a nossa consciência num binário - prisioneira naquele ponto. E eu necessito transformar hábitos culturais em hábitos Espirituais.
Isto é: eu preciso de, ciclicamente, todos os dias, tantas vezes quantas forem necessárias, trazer a vibração dos meus corpos para o Templo no Centro.
E isto tem que deixar de ser uma prática, e passar a ser um facto perene! E os nossos corpos aprendem! Imagina, se o corpo mental não aprende a assimilar Luz! Ou se o corpo astral não aprende a assimilar o Amor do Cristo! Ou se o físico não aprende a transformar a alimentação comum numa alimentação que precisa da Luz para se completar! É todo outro Universo! Toda outra construção!
Agora, quando esta Luz começa a descer, ela encontra a consciência. E o que acontece é que, quando a consciência não foi transformada, e quando certos compostos estão nas emoções e no mental, pelo facto de a Luz que está a nascer dentro de ti estar a aumentar, todas as reacções, que estavam latentes no físico, são aceleradas. Então existem inúmeras doenças que as pessoas vão ter no futuro. E essas doenças acontecem, porque a Luz que está vindo da Alma, e a voltagem acrescida que essa Luz produz, ao atravessar a lente da consciência, encontra a consciência distorcida.
Quando se está no primeiro nível do Corpo de Luz, a consciência pode estar distorcida, pode estar entretida, pode estar alienada, que não há despoletamento de doenças, ou despoletamento de estados potenciais, que podem ser fobias, podem ser tipos de ansiedade, podem ser gripes que duram dias e dias e ninguém sabe de onde veio, podem ser febres altas... No primeiro grau da activação do Corpo de Luz, a consciência pode fazer o que entender, o astral pode fazer o que entender, o mental também, que não há o despoletar de situações latentes no corpo.
Mas desde 95 que todos nós entrámos nesse terceiro nível do Corpo de Luz. No terceiro nível do Corpo de Luz, se a consciência não estiver alinhada com os níveis internos, e se os veículos não forem trazidos, ciclicamente, todos os dias, a essa vibração - repara: trata-se de aprender a pôr a natureza do teu ser, isto é, o físico, o emocional e o mental, numa vibração. Numa vibração secreta. Só tu sabes qual é. Isto é extremamente íntimo. É uma coisa que não deve ser verbalizada excessivamente (parece-me). Mas cada um sabe muito bem, sem sofismas, como e onde se leva o físico, o emocional, a mente... Como se pousa a nossa natureza no Altar.
Quer dizer, a oferta que está em acto, a oferta que está a ser colocada à nossa frente, não é mais a oferta de joelhos a sangrar em Fátima!... Nem é oferta de vela!
A oferta és tu!
Isto é o que significa, os seres que estão coligados com a rede Melchizedeck. Toda a oferta. Não há nada que tu faças que substitua este facto simples. Terminou a religião, começou a espiritualidade. Não terminou para todos. Terminou para alguns. E no fenómeno religioso, nós temos formas de fazer a oferta, temos instrumentos de oferta, temos modos de oferta... No nível Espiritual do trabalho, a oferta és tu! É melhor eu deixar de atirar areia para os meus olhos! Eles não aceitam mais nada, abaixo do próprio ser! Isto é real para os autoconvocados. Não é real para a humanidade comum. À humanidade comum, eles aceitam tudo.
O nosso trabalho é, em vez de pôr lá, alguma coisa, no Altar, pôr o próprio ser. Eu tenho que pôr o meu físico no Altar. Eu tenho que pôr o meu emocional no Altar. Está aberto eu pôr o físico no Altar! Está aberto!... É o momento! Este é o sinal, a característica, do nosso tempo! O PH do nosso tempo é este! É a capacidade de grupos humanos se colocarem eles mesmos no Altar. Colocar o físico, colocar o emocional e, principalmente, colocar a mente no Altar, que é o mais difícil de todos.
O ser, ao entregar o seu corpo físico à Energia Superior, ele está a entregar o seu corpo, a sua fisicalidade, aos construtores do próprio corpo. E ao entregar o emocional, a mesma coisa. Muito do emocional não se cura, porque o indivíduo não põe aí a concentração. As energias emocionais já têm tendência para viverem por si, para retornarem sozinhas à consciência, para interromperem a nossa vida o tempo todo. O nosso emocional já tem essa qualidade de estar constantemente insistindo em puxar a atenção para ele. E é muito importante que eu possa entregar o emocional e que tire daí a consciência. Mas eu não tiro a consciência do emocional, para pôr no mental... Eu não vou substituir os sentimentos e a emoção por ideias... Isso seria uma fraca troca. Nem vou tirar a consciência do emocional para pôr no físico...
Eu tenho que aprender a tirar a consciência do emocional, no momento, por direito, por lei, porque, legitimamente, eu estou a começar a colocar a minha consciência acima do mental. Ninguém se liberta do emocional, ninguém tira a consciência do emocional, ninguém supera o emocional, se a consciência estiver no mental ou no físico. Impossível! Eu supero os meus nós emocionais, porque eu insisto em colocar a consciência acima da mente.
É quando eu coloco a consciência num nível mais alto - como uma criança que precisa de beber água, sabes, e que põe o copo levantado, para ver se os adultos vêem que ela tem sede. Tem que chegar a este nível! É porque eu ponho o copo levantado, para o intuitivo, para o espiritual, que eu passo a ter, por lei, o direito kármico de não me ocupar mais do meu emocional. Se eu não faço esta entrega mais alta, não funciona! Eu vou parar às terapias de grupo. Mais ainda: se eu tento fintar o meu emocional, sem fazer essa busca, sem ter consciência de que a minha sede não é emocional, de todo..., a tua sede não é emocional! Parece, mas não é! A tua sede é de Totalidade! De Absoluto! De Plenitude!
Agora diz-me: como é que tu vais chegar à Plenitude através de outro ser humano?
E quando eu tomo consciência de qual é a minha sede, de qual é a minha verdadeira necessidade, eu preciso de, tomando consciência, erguer o meu ser..., sabes, Corações ao Alto! O que é que significa esta expressão Corações ao Alto!? Significa a capacidade que um servidor tem de segurar o seu coração e de o entregar, lá, à Fonte de toda a Plenitude! À Fonte de toda a Saciedade! Mas isto necessita de ser um movimento consciente, assumido, vibrado, sentido!
E é quando, pela Lei do Corações ao Alto!, eu consigo levar a minha consciência ao nível mais profundo, que eu tenho o direito kármico, psicológico... Não há dano psicológico, se eu passar a tirar totalmente a minha consciência das coisas emocionais. Donde que, isto é um diálogo de aperfeiçoar a entrega. A nossa entrega - não sei se vocês estão a ter consciência disto no dia-a-dia - a nossa entrega precisa de ser renovada diariamente. Quando se fala em entrega, nós temos a sensação de que acontece uma vez; é uma espécie de Iniciação... Não. Isso chama-se Votos. Votos, é quando o indivíduo se organiza para, naquela noite, naquele dia, naquele fim de semana, naquele retiro, tomar a entrega dele, totalmente consciente, para ele mesmo. Isto é: ele vai entregar o consciente, vai entregar o físico, vai entregar o karma, vai entregar a família, vai entregar a saúde... Votos é isto. E renovação de Votos pode acontecer de dois em dois anos, de três em três anos... Agora, Votos é um ponto de partida. Depois, a entrega necessita de ser renovada todos os dias.
Todos os dias eu tenho que entregar mais profundamente o meu mental. Entregar mais profundamente o meu emocional...
Porque, se não há esta manutenção - por isso é que nós falámos de ritmo - se não acontece esta manutenção, se não acontece este retorno àquele ponto essencial da entrega, diariamente, persistentemente, começa-se a acumular, de novo, a mesma sonolência. A mesma indiferença. A mesma sensação de que alguém vai fazer isto por nós. A mesma sensação de que estamos dispensados do acto Sagrado perante nós mesmos. Começa-se a acumular esta demissão.
Agora, actualmente, no terceiro nível do Corpo de Luz - que é onde está a entrar o grupo mundial de servidores - neste terceiro nível do Corpo de Luz, não é mais possível manter os corpos fora da Energia. As consequências são instantâneas. Então, as pessoas falam em exaustão, falam em cansaço, falam em desvitalização, falam em desorientação, falam em medos, falam que querem começar já a fazer qualquer coisa, (já chega de ver a coisa, agora é preciso fazer qualquer coisa...), falam de esgotamento, de depressão...
Quanto mais subtil, quanto mais luminoso, é o potencial de um ser, quanto mais refinamento ele pode manifestar na sua natureza, pior ele vai se sentir, se não fizer o trabalho. Vocês não podem sentir-se bem, se não fizerem o trabalho essencial.
E à medida que eu vou para dentro, eu começo a atravessar uma zona desconhecida de sentimento - que não é, nem alegria, nem tristeza. Que não é, nem preenchimento, nem vazio... É uma zona de indefinição. Mas está lá. É um estado.
E agora, tu vais mais fundo, para dentro do teu ser, até que chegas ao denominador comum de todos os Corações: O Cristo. Nesse denominador comum, é onde eu sou UM com todos vocês! E é onde vocês são Um entre todos nós! E é onde o UM vibra!
Eu acho isto tão belo!... Quando eu consigo conceber que eu tenho um Coração em mim, que é o Coração de todos os seres vivos..., não o meu!...
Mas eu preciso de praticar a conquista do meu Coração Único. Eu preciso de praticar o rumo ao Coração Único. Eu preciso de praticar isto!.
Muito obrigado pelo vosso contributo. Até breve.
UM ENCONTRO COM ANDRÉ
Belém, 9 de Novembro de 2001
(Transcrição por Emília Simões)
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17 de Novembro
Uma das principais acções destes grandes seres que nos acompanham consiste no despertar sincronizado destes 144.000 que trazem no seu interior a frequência, o código que eclipsa, adormece e supera toda a matriz de controlo enraizada no modo de viver comum da maior parte de nós.
Estes operadores Melchizedeque estão entrando na etapa que se vai prolongar até 2003 e depois entramos noutra etapa até 2008 de circulação da luz entre eles, principalmente.
Nós tivemos uma etapa militante em que o ser procurava passar aquilo que ele estava a viver, às vezes de uma forma excessivamente activa – daí o termo militante – a toda a gente.
Este ser humano, que é um espectro de vibração, está agora aprendendo que não existe melhor forma de transmitir a luz contactada, que constantemente lançar a consciência para o infinito e que, quando um ser permite que a sua consciência se eleve, se amplie, hoje, não existe forma mais sintética de permitir que os centros se alinhem, que esta projecção da consciência para cima, para a luz superior e se um ser encontra este norte e o pratica, os centros dentro do corpo seguem esta direcção.
Um ser que não adora não se encontra.
Há em torno da cabeça um cinturão de anéis electromagnéticos (anéis de Saturno) que são responsáveis pela memória cósmica, pela memória pré natal, ou seja, pela consciência de quem tu eras antes de encarnar, pelo nível Bardo da consciência. Tenta lembrar-te de ti mesmo 3 a 4 anos antes de nasceres, essa memória está lá, no óvulo mental, na contraparte subtil do ser. Este cinturão electromagnético não permite a passagem da memória e quando um ser adora, encontra o fio dourado que conduz ao olho central do sistema ao qual tu pertences, todos os centros energéticos se alinham e encontram o seu norte.
Este lançar a consciência no infinito é a forma que eu tenho de entrar em contacto com o 8º chacra, com o centro onde a chama com a tua insígnia constantemente vibra. Esta região é de uma paz indiscritível. Tenta imaginar um reservatório com tinta branca, bem branca, ao qual adicionas uma colher de chá de azul, mistura, então tu ficas com este branco com uma suspeita de azul. Essa é a cor da paz. Esta paz planetária, que a civilização busca, a paz que reúne os sábios, encontra-se no profundo do coração e 20 cm acima da tua cabeça e ela está a começar a descer gradualmente para dentro da caixa craniana, para dentro do mental.
Para que esta intercepção sagrada e a paz cósmica possa penetrar na nossa estrutura eu necessito de adoração.
Muitos de nós fazem um belíssimo trabalho com o centro cardíaco, é necessário começar a complementar este trabalho amoroso com o trabalho de adoração.
A fronte do homem é a região etérica onde será inscrito, pelo mestre, na altura adequada, o teu nome cósmico. A lei chama “o baptismo”.
O baptismo acontece também pela aplicação da tua insígnia de fogo. Trata-se de cunhar o 7º sub nível do plano etérico – que está em correspondência com o divino – com a insígnia de fogo que corresponde ao teu nicho na eternidade.
Existe uma identidade na eternidade que te aguarda, um nome, um sentido de eu, um modo de ser.
E como é na Eternidade, já lá estás. Único. Original.
A glória da mónada é quando ela consegue trazer esta personalidade até ao contacto com o seu duplo, lá, na eternidade. E é um caminho de meditação eu me abrir para me sentir em mim mesmo no eterno. É um trabalho contemplativo mas extremamente poderoso porque as redes de eterno estão a ter a membrana, que separa o eterno do temporal, dissolvida. Por isso é que se fala em planeta, consciência de 4ª dimensão. É uma consciência híbrida entre o tempo linear e algo. Então o trabalho desses 144.000 é em activarem essa coluna de cristal que atravessa o centro onde está a insígnia de fogo – a espinal medula é uma tradução bioquímica da coluna de luz.
O trabalho destes operadores implica uma memória do futuro, da eternidade. Nós estamos a perder a memória, ninguém entra na 4ª dimensão com memória. A memória é um cemitério do que correu bem e do que correu mal. O que correu mal o indivíduo usa para evitar que se repita e o que correu bem faz com que ele desenvolva apego e desejo. A memória é esta actividade retrospectiva que nos prende ao que nós não somos.
Se estivermos já a trabalhar nas ilhas de luz temos uma consciência dum programa, do dia, da semana, mas o que ele era, fora da ilha de luz, ficou à porta, deixas lá a personalidade e vais fazer o trabalho com a entidade cósmica à qual estás ligado. O planeta está a entrar no cinturão de actividade electromagnética e está lá plenamente em 2012 e esse cinturão apaga a memória retrospectiva no nosso córtex.
À medida que Eles vão apagando esta memória, vão activando a memória do futuro. O indivíduo começa a ter desenhado, dentro dele, as estruturas das novas cidades de luz, das novas famílias, da nova Terra.
A etapa da inspiração por meditação também já não existe mais. As pessoas sentam-se, concentram-se e não acontece absolutamente nada. E as pessoas interrogam-se: O que é que eu fiz de errado, já não consigo ir para dentro, os Irmãos tiraram-me a meditação? A memória terminou e a meditação também porque à medida que o planeta entra na nova dimensão não há mais dentro nem fora, não há mais acção nem meditação, há um 3º estado que ainda não conhecemos muito bem no qual a força profunda se miscenizar com a actividade quotidiana.
Estes operadores Melchizedeque estão numa fase em que deverão aprender a transmitir a todos os irmãos da Terra, por osmose, por irradiação, de uma forma indirecta, excepto se o teu irmão, conscientemente solicitar uma clarificação, aí pode ser directo.
Nós entrámos numa fase em que Eles estão activando a matriz Melchizedeque na Terra e os operadores estão a despertar em sintonia com a activação deste campo e a ser atraídos para dentro dele. Este é um campo em que o indivíduo tem consciência simultânea do seu eu temporal e da sua identidade intemporal.
Este alento que vem do eterno começa por penetrar a humanidade através dos 144.000 e à medida que estes seres (este número não é exacto) assumem esse novo facto de que eles estão no tempo e no eterno simultaneamente e aprende a se equilibrar e a unir os dois pólos, eles vão-se transformando em portas vivas. Eles estão na fase de despertar sincronizadamente e de se consolidarem nas suas relações entre eles. Ao mesmo tempo que o campo crístico ou Melchizedeque é activado – antigamente sempre que um centro espiritual nascia fazia triangulação ou hexágono com os outros centros espirituais de forma que a malha crística tivesse os seus pilares a partir dos quais se ia formando – como preparação até 2008 essa malha crística vai-se tornando incandescente. A voltagem de um operador destes – se fosse há uns tempos atrás estes seres produziam pequenas implusões no tecido social, as pessoas fascinavam-se com eles porque são seres muito magnéticos. Há 10 anos não era possível, a sociedade não estava pronta e o processo é sincronizado porque são como que sinapses luminosas que se vão formando no limiar entre a cultura e a luz. E os operadores Melchizedeque operam no limiar, onde termina a cultura e começa a vida espiritual. Isto significa que eles conhecem os hábitos locais, regionais, conhecem e estão bem integrados no mundo, simplesmente a vibração deles não é daqui e este estar aqui sem ser daqui, completamente, qualifica uma consciência conectada com o campo Melchizedeque. Estou a falar de operadores (seres) que estão integrados ao campo de Sanat Kumara, de Melchizedeque, do Ancião dos Dias.
A humanidade como um todo, entrou na crise final. Começamos finalmente a ter uma voltagem que obriga o homem comum a reagir. O inerte vai começar a ler coisas nos jornais que o disparam para o nível do “alarmado”. O alarmado é um ser que faz perguntas que abaixo do espírito não têm resposta.
E esta crise é totalmente calibrada, equilibrada para produzir os primeiros impactos, os segundos, os terceiros, é como um processo de dilatação quando se dá à luz.
Isto é o ponto da humanidade como um todo. O ponto dos seres que estão coligados com o plano de ascensão é que eles estão a viver o translado da consciência dos níveis externos para os internos.
Nós chamamos eu básico ao pólo sul da consciência e todas as disciplinas chamânicas trabalham com o básico porque o eu básico tem um canal de contacto com o ser psíquico, que por sua vez tem um canal de contacto com o ser superior e com a mónada.
O eu básico é o pólo sul da consciência, a mónada ou Atman é o pólo norte da consciência.
Quando se diz: “fundo da alma” está-se a falar do eu psíquico, profundamente qualitativo, cuja memória é Eden – Paraíso. Nós somos um eu consciente que tem uma parabólica por detrás que constantemente irradia a harmonia profunda do universo.
O eu psíquico é a parte do eu superior que encarnou, participa das alegrias e das tristezas, ela experimenta, com o eu consciente, a encarnação com compromisso pela nossa plenitude. Há uma parte disto que não encarna e está perene na luz. Acima disto temos o pólo norte da consciência o Atman. Em que etapa é que estes operadores estão neste momento? Eles estão a viver o processo de introjecção da consciência a partir do coração.
Quando se fala de ascensão, fala-se de uma tremenda descarga energética entre o eu básico (cóccix) e a mónada. A ascensão é totalmente física no seu impacto e actua na matéria, mexe completamente com o processo físico do ser, envolve o corpo e nós estamos a começar a aproximar-nos duma compreensão da ascensão.
A energia de Seraphis, que é o ser que coordena este processo para a humanidade, é cristalina, totalmente transparente e quando se fala de uma coluna de vibração idêntica ao cristal, totalmente transparente, que vai limpando como que o calcário vibratório ao longo da nossa coluna vertebral e vai limpando as cores porque a coluna contém todas as cores: rubi em baixo, e na região de adoração, em cima, violeta eléctrico passando por todo o espectro luminoso. A região superior está a começar a ganhar vibração porque nós estamos a complementar o trabalho de amor com o de adoração.
É pela adoração que nós começamos a trazer para a hipófise o iode, a chama que está sobre a cabeça. Ela é um código que contém muita informação para a consciência, para os sentimentos, para a mente, para o código genético e vida celular e ela precisa de entrar e alujar-se na pineal. E à medida que o iode ancora no interior do crânio a consciência começa a sair, a luz entra, instala-se na pineal e a consciência sobe. As pessoas começam a ter clareza e percepção da paz, da inalterância, uma perfeita harmonia. E este trabalho faz-se através da oração. Cada ser tem uma linha de adoração ara explorar.
Os operadores estão a abandonar a consciência/mundo e a começar a entrar por etapas até ao sacrário onde se encontra o eu psíquico (a parte do eu superior que encarnou que está algures entre as omoplatas).
Nós estamos incluindo muitas expressões anatómicas, fisiológicas e químicas porque só estamos numa etapa em que o elemento fogo está a ligar-se ao elemento terra. É uma etapa muito seca no sentido esotérico do termo. A vontade do divino está a começar a ligar-se à própria matéria.
Estes operadores Melchizedeque estão a ser atraídos para o ser psíquico, para o fundo do fundo de si próprios porque não faz qualquer sentido falar em ascensão sem que esta travessia tenha sido feita porque a ascensão faz-se ao longo do eixo. Eles estão a fazer esta travessia para entrar no sacrário onde os espera o sábio (o ser psíquico) que tem com ele o tesouro (todos os momentos de uz da nossa existência desde que entrámos no reino humano).
P.: Qual a diferença entre adorar e amar?
R.: Na adoração existe uma progressiva realização da escala cósmica.
Ex. Existe uma estrela que por segundo emite a mesma energia que o Sol durante 6 anos – é a maior estrela conhecida. A nossa consciência não consegue dilatar até à compreensão do que seja isto.
A adoração é um processo através do qual o intuitivo e o mental superior se vão dilatando e consciencializando à escala cósmica.
Pelo amor conhecemos o Filho, pela luz conhecemos a Mãe mas não há como compreender o Pai senão através da adoração. A adoração é complementar ao amor.
Se nós tivéssemos acesso à glória do recinto onde os Conselhos se encontram para determinar o destino dos povos, só isso, um indivíduo cai, e essa sala não é nada em comparação com a sala solar e a sala solar não é nada em comparação com a sal…. e essa não é nada em comparação com o recinto…. então o que é a adoração? É um indivíduo saber que não é nada, não sabe nada, não vê nada e quanto mais profundamente ele vive esta genuflexão interna mais o Pai vai abrindo as comportas.
A adoração está profundamente ligada à revelação, às epifanias e ao contacto com a mónada. Esta é a função mais alta da mente que é aprender a adorar, esta função cura a mente.
Uma mente morre através das nossas certezas. Quando as pessoas só têm certezas muito sólidas, muito fixas, potentes, o tempo todo e não flexibilizam observando outros ângulos dessa certeza até que ela se transforme em incerteza para dar origem a uma certeza maior. Se as pessoas só têm certezas e o poder da certeza é tóxico, não é a certeza da fé, é a certeza mental, a ideologia, este ponto mata a mente. Se conseguirmos contribuir para que um neurótico adore, a neurose dele já fica por um fio porque a adoração penetra e limpa a mente. Aí nós começamos a compreender Aknathon que viveu em adoração, ou o que é que o melhor do mundo árabe sempre tentou ensinar ao resto do
Planeta: é que as pessoas devem-se lembrar do Pai três vezes por dia.
Uma ilha de luz deve ser fortalecida pelos operadores que vêem, pelos que sentem, pelos que amam. Uma ilha de luz tem dois níveis: fundação e serviço.
No nível da fundação, ela precisa de ser realizada por seres que estão unidos ao 1º centro, ou seja, não é através de seres desalinhados ou que ainda estão a desligar-se que se pode fundar uma ilha de luz, depois da fundação a ilha de luz manifesta-se e entra no nível do serviço e aí começam a chegar pessoas de todos os tipos e em todos os estados vibratórios.
À medida que a consciência vai entrando no coração, o caminho de retorno vai desaparecendo até que tu tens a consciência totalmente dentro do nível psíquico e a fusão pode acontecer. Tudo o que existe é um imenso centro de luz onde os vários níveis se fundiram.
Existe este sentido de a pessoa poder ficar e permitir observar o centro do seu ser a absorver a vibração exterior que emerja gradualmente à superfície. Trata-se de ficar claro, sereno e perceber o centro emergir, vibrar e ir aprendendo a viver com isto. Esta revelação progressiva da alma no centro do tórax e o despertar do ser psíquico e a sua ampliação.
Antigamente nós fazíamos meditação e agora estamos a começar a fazer permissão porque “ele” (o ser psíquico) está a bater à porta então nós estamos a aprender a permitir. Aprender devagarinho, suavemente, a abrir a porta para “ele” entrar.
E ele vai entrando e ocupando o seu lugar em nós e eu preciso ir permitindo e vivendo. Não é ficar sentado numa cadeira permitindo, isso é quando eu me esqueço de permitir, eu sento-me e permito.
P.: Se dois seres conscientes da sua espiritualidade se encontram e um deles sente que têm que construir algo juntos, independentemente de serem almas gémeas ou não, se necessariamente a outra pessoa sentirá essa situação? Se a vida terminar para ambos sem que tenham realizado o objectivo comum por não terem dado o passo nesse sentido, e se for essa a sua missão, tendo pelo menos um dos dois sentido claramente mas o outro não tendo respondido, o que acontece nos níveis internos?
R.: Actualmente o trabalho consiste em acender, vitalizar, estimular, o éter que reflecte o plano espiritual. O campo vibratório onde estamos imersos pode já estar qualificado, pode estar virgem ou pode ser requalificado.
Um campo vibratório qualificado estimula, amplia, multiplica, sustenta, um tipo de vibração e uma qualidade e tende a inibir, anular ou repelir vibrações e forças contrárias à qualidade e à energia que o qualificou.
A qualidade de um campo vibratório é conhecida profundamente em todos os meios da sociedade humana.
Quando se entra no edifício Gulbenkian a tendência é para baixar a voz porque é um ambiente que visa reflectir o mental superior, e há um conjunto de posturas, de linguagens que não tendem a emergir e outro conjunto de posturas, de linguagens e de associação de ideias que se torna expontâneo emergir. Então, o éter da Gulbenkian é qualificado no plano mental alto.
Estas atmosferas que se podem chamar: luminosas, carregadas, densas, esta qualificação do éter é algo que não há como existir sem emanar, estabilizar, uma qualidade à nossa volta e um dos principais trabalhos, hoje, consiste em criar meios, situações que qualifiquem o campo vibratório deste planeta no plano etérico, activem o sub nível do plano etérico que reflecte a vida do espírito.
O plano etérico é dividido em 7 sub níveis e cada um deles é um espelho. Entre dois seres, ou entre grupos de seres, existem sempre 7 campos vibratórios em simultâneo nos quais as pessoas estão imersas. Estes espelhos captam a irradiação na horizontal, reflectem vibração de cada um dos 7 planos da criação física (físico, emocional, mente, intuitivo, espiritual, monádico e divino).
Entre dois seres existem 7 tipos de possibilidades com múltiplas combinações, essas possibilidades começam no físico e vão até ao divino e o trabalho actual é colocar seres em estado activo num ângulo de consciência tal, que o éter que é activado é o que reflecte o plano espiritual – 5º plano.
Cada plano tem o seu perfume, a sua química, o seu segredo e a sua verdade.
A relação que eu estabeleço com um ser é das formas mais evidentes de nós percebermos que energia estamos a pôr em movimento quando nos encontramos uns com os outros.
Num ambiente desportivo é activado o físico etérico, uma boa parte do emocional, não são ambientes em que se procure estimular o mental superior, ainda que se estimule bastante o mental concreto e depois há muito de intuitivo na vida desportiva.
Num ambiente académico está-se procurando não estimular excessivamente o físico nem as emoções, o que se procura estimular é, tanto quanto possível, os níveis da mente que são ilumináveis. Nós temos níveis da mente que só respondem à influência do meio ambiente – os 3 primeiros sub planos da mente e depois temos 4 sub planos que estão à espera de ser impressionados pela vibração da alma e não respondem à influência do meio ambiente. A partir do 4º nível a mente não busca ser impressionada por acontecimentos exteriores, ela busca ser iluminada, transformar meta ideias em ideias.
O que não constitui um hábito na vida quotidiana é activar, no plano etérico em torno de nós, o nível que espelha o espírito. Isto significa apartamentos templo, automóveis templo, guarda roupas templo, salas de reunião templo… . É disto que estamos a falar. Quantos apartamentos, automóveis ou salas de reunião templo é que conhecem? Aqui temos bem claro onde a espécie é disfuncional. O ponto está em que, quando um subplano do éter é activado, ele inibe toda a vibração inferior. O plano etérico é uma membrana esférica electromagnética em torno da nossa consciência e que existe no planeta e as vibrações mudam de sala para sala, de casa para casa, de jardim para jardim, de bairro para bairro de cidade para cidade porque o filme electromagnético foi invocado o que está a captar e a responder é uma vibração, reproduz, transporta e irradia um plano energético e nós temos como próxima qualidade, desenvolver a espiritualização do espaço à nossa volta segundo a nota do espírito.
Eu necessito, constantemente, ter como modelo da minha existência o espírito, desejando o impossível. É através da capacidade de se ligar ao que nunca foi vivido que se criam veios dourados para que o espírito desça. E eu qualifico o éter à minha volta de forma a que ele reflicta o nível espiritual da vida porque eu espero o impossível.
Se eu vivo esperando o impossível, o desconhecido, aquilo que não tem mapa, nem nome, o que sopra quando, como e onde quer, quando eu vivo neste nível inefável de absoluto não controlo, eu estou a activar o nível espiritual à minha volta. O impossível é o poder do futuro sobre o presente. O possível é o poder do passado sobre o presente. Enquanto o ser tem como estado de consciência o que já foi feito, vivido e conseguido, ele está trabalhando nos níveis do possível, inclusive no primeiro quartel do séc. XX Eles tiveram que enviar alguns como Salvador Dali para romper com aquilo que a mente acha, pensa, e determina. O trabalho dos surrealista foi quebrar as associações comuns que a mente gera.
Existem condutos que ligam a eternidade ao tempo, e o espírito é esse fogo que liga a eternidade e o tempo por isso é que se observa pessoas curarem-se de leucemia em segundos e os médicos ficarem sem saber o que dizer. A pessoa tem leucemia no tempo porque na eternidade ela é um avatar. Esta membrana entre o tempo e a eternidade está a começar a tornar-se cada vez mais transparente.
A vibração do espírito é a energia que liga o tempo e a eternidade. Se eu tenho um espaço que é qualificado através da mente, isto é, se eu tenho um conjunto de mentes sentadas ali elaborando coisas mentais, aquele espaço fica totalmente submetido à lei do tempo. Acontecem coisas possíveis ali dentro. Se eu tenho um jardim que é vivido em consciência botânica, estética e ecológica, eu estou a fazer algo legitimo, belo, verdadeiro, mas que está dentro do possível. As plantas vão crescer ao ritmo possível.
Se eu faço um jardim com a consciência posta no facto de que existe uma realidade suprema dentro da qual esta existe, e se eu vivo invocando essa realidade em tudo o que faço, eu tenho que encontrar esse maravilhamento que se traduz na imensa esperança de Deus. Este estado de esperar e estar aberto para receber e invocar pelo vazio, pela receptividade é que define o estado que activa o sub plano etérico que activa a reflexão do espírito.
Os anjos podem fazer uma parte do trabalho, os devas, que estão ligados à evolução dos reinos da Terra também podem fazer uma parte do trabalho, assim como os elementais, mas isto não é o suficiente. O éter não é activável porque a lei do carma cósmico não permite que a região etérica seja activada sem que o homem contribua. O homem é uma parte inalienável da grande corrente, donde que, Eles necessitam de gerar este novo ser que vive em esperança profunda, sabendo que um deus vem quando eu o espero, mas para que eu o espere tenho que ter consciência dele, tenho que estar em atitude de oração.
Nós activamos o plano etérico que reflecte o espírito quando estamos orando, dourando a consciência. Então, se eu entro nesse estado Or (orar, dourar, Orion, ouro, origem, orifício/abertura) eu começo a activar o 5º subnível do plano etérico que começa a ganhar tonalidade ouro e essa frequência é ultra virulenta.
Quando eu encontro este estado de or, de serena expectativa do divino – porque se diz: “não tenhas expectativas excepto do divino” aí devemos ter todas as expectativas, que é a consciência de que ele está actuando, de que ele está descendo. E quando o or é activado tudo é possível, portanto o jardim torna-se o jardim do impossível que foi o que aconteceu no Norte da Escócia.
Quando tu chegas a um habitat activado nesse nível – 5º nível – a tendência do ser humano é reconhecer o nível vibratório onde a coisa está estabilizada e depois, ou se coliga, ou se retira.
Actualmente, dois seres que se encontram para uma tarefa, e é importante esta percepção porque geralmente quando é necessário activar esse sub nível do etérico que reflecte o espírito onde o impossível pode começar a descer, é usada a técnica da polaridade. Toda a manifestação concreta implica polaridade, um agente activo e um agente receptivo, isto é comparável ao badalo e ao corpo do sino. O badalo representa o elemento yang que confere o poder seminal, o poder de gerar o som numa caixa amplificadora, do impacto capaz de libertar, no éter, a sonoridade que o pêndulo activou. O sino é o agente receptor que tem o poder de irradiar o impacto que o pêndulo gerou. A forma como se fazia uma liga metálica para determinados sons de determinados sinos era mantida secreta entre os fundidores. A fórmula e a proporção dos metais que entravam na construção do sino para que ele tivesse uma sonoridade que actuasse efectivamente sobre a hipófise e a pineal das pessoas era cuidadosamente guardada entre a maçonaria e a alquimia.
Um sino é um instrumento de activação da hipófise a longas distâncias, é um processo de inibir todas as vibrações que não correspondem à vibração que reconhece o espírito. Isto que é verdade no nível acústico, é profundamente verdadeiro a nível oculto. Para que um plano de um mestre ganhe forma, geralmente há um casal implicado e há-o em todos os planos, até ao físico. O escotismo é um plano que veio dos mestres, a Cruz Vermelha Internacional é um trabalho de S. Paulo, a Amnistia Internacional é um trabalho que é estimulado pela hierarquia. Desde que haja manifestação é necessário um casal, isto é, um ser que contém o elemento pendular, que recebe a força vinda da câmara do mestre e aquele ser é o ser encarregado de concentrar o elemento yang activo do vórtice que irá manifestar o trabalho. Depois é necessário outro ser que contenha, nos seus veículos, uma fidelidade à vibração do pêndulo de tal forma exacta que, quando o pêndulo toca o corpo vibratório oculto daquele ser, isto é, a aura, o óvulo mental, os átomos semente, os chacras, a aura espiritual, os sistemas de irradiação e transmissão telepática à distância daquele ser feminino, todos eles se enchem de vibração daquele pêndulo que deverá emanar em ondas progressivas a qualidade que aquele pêndulo é, e essas ondas vão implantando no éter uma vibração.
No caso de Sri Aurobindo e de Mira Alfassa (a Mãe) temos um pêndulo encarnado e temos a Mãe que fornece toda a caixa de ressonância que vem do impacto de Aurobindo no éter planetário. Aurobindo produz uma rotura, um desnível vibratório (um avatar é uma rotura, se não é uma rotura é um instrutor. Um instrutor pode propor roturas dentro da continuidade mas um avatar produz uma rotura, a energia é outra, muda) Aurobindo é um agente seminal, é um elemento yang constantemente a irradiar de uma forma não intermitente, não adaptada, porque um ser deste nível não vem para se adaptar vem para transformar agrade a quem agradar.
A Mãe representava a consciência terrestre como um todo, ainda que fosse uma entidade de um nível mais alto, ela, ao descer, deve interagir com todos os níveis.
A Mãe quando se aproximou de Aurobindo ajoelhou e ele teve a clareza total de que a entrega perfeita na Terra era possível, que havia condições neste planeta para que a entrega total acontecesse.
Pureza é eu estar sob a influência do divino e não aceitar nenhuma outra influência.
A partir do momento em que estes dois seres se encontraram o campo Aurobindo começou a ser irradiado em dezenas de quilómetros à volta. Até então Aurobindo era uma singularidade que vivia lá, num 2º andar, a escrever os livros mais avançados da sua época e quando o outro ser chega, o som é possível. É que para haver som, do ponto de vista oculto, tem de haver pêndulo e corpo de reverberação e portanto este mistério da união com o pólo oposto é incontornável.
A partir do momento em que a Mãe encontrou este avatar, começou a nascer um centro espiritual, isto é, começou a nascer uma grande central de instrução a uma velocidade muito potente e houve um desdobramento e um alinhamento dos anéis de força. A Mãe, como sino, começou a organizar o éter desde níveis didácticos (era um dos poucos ashams na Índia que tinha escolas primárias), níveis desportivos (era o único asham na Índia, até hoje, onde se pratica ténis), até níveis muito avançados como a manifestação de Matrimandir que é um grande templo de contacto da energia de Sírius que existe, eventualmente, manifestado no sul da Índia.
Aquele grupo (Mãe/Aurobindo) começou a inflamar o éter no 6º nível – plano monádico – o ponto era tão serenamente poderoso que tu tinhas que ficar horas ou dias em preparação para entrares na zona onde eles viviam.
Quando se entra em contacto com um campo vibratório difícil de suportar é porque ali está a ser preparado o impossível.
Hoje, o trabalho que convoca dois seres de polaridade complementar para se encontrarem para a manifestação de uma obra ou de um trabalho coligado com os planos superiores tem como nota mínima o nível espiritual.
Sabe-se que há um casal interno em manifestação porque quando aqueles seres estão juntos a vibração inferior quebra. Tu sabes que há um casal cósmico ali presente porque a energia do possível não entra ali e há uma constante tensão espiritual criadora. Para que eles possam construir, no nível espiritual, ambos têm que ter um longo trabalho feito antes de se encontrar. Quando o carma coloca um ser que é um pêndulo e outro que é um corpo de reverberação juntos um do outro para uma tarefa cósmica, o universo não ia colocá-los à frente um do outro em que um já está a ver tudo e o outro não está a ver nada! Não ver é o que nós fazemos nos casais normais!
Quando vem do nível espiritual a coisa é totalmente clara. O que eu tenho que fazer, caso o outro ainda esteja a elaborar para ver e eu já tenha visto claramente que eu faço parte dum casal espiritual com aquele ser, primeiro eu tenho que ver se a minha vida afectiva é uma frustração ou uma realização, porque se é uma frustração, o que tu estás a fazer é a transferir frustração afectiva para coisa espiritual. Frustração e realização podem até coincidir, isto é, eu posso ser uma pessoa sexualmente, psicologicamente, afectivamente frustrada e por acaso surge um ser com quem eu tenho um trabalho cósmico, isto é uma excepção. O que acontece geralmente é que as minhas realizações eróticas, mentais e emocionais passam-se na vida comum com seres que surgem na minha vida de uma forma bela, legítima, decente, o dar e receber que caracteriza a relação a dois. Isto é um nível. O universo esperará sempre que eu atinja os mínimos de harmonia como um ser humano até ao momento em que me coloca perante uma coisa deste calibre. O universo não vai colocar frustrados em frente a frustrados para trabalho cósmico!
Quando tu tens estruturas psicológicas saudáveis, estáveis, harmoniosas, então é provável que surja o teu companheiro espiritual. Ou se tu tens uma conexão com um ser e tu és o pino e o outro é a caixa de ressonância, é provável que ele manifeste mas num patamar espiritual, ele é o coroamento da harmonia e não o recauchutar da frustração.
O companheiro espiritual é o coroamento da harmonia não uma tentativa de remendar frustração humana. Isso precisa de ficar claro porque vai haver companheiros espirituais. Vai haver também ligações a nível monádico e dessas nem se fala por enquanto.
A maior necessidade da humanidade hoje é situações, ambientes, jardins, centros de aprofundamento espiritual onde o 5º plano etérico seja acendido por uma expectativa constante do impossível, por um estado de oração através do qual eu sei, sem margem de dúvidas, que eu e o Pai somos UM e isto começa a acender e a programar o éter naquela zona e os níveis mentais, emocionais e físicos vão-se tornando instrumento do nível que foi activado.
Um casal espiritual é sempre um casal a três: ele, ela e um terceiro pólo que é a consciência do divino. E é porque este casal vive em triângulo o tempo todo, que ele é um motor do despertar do 5º plano etérico e então diz-se que é um casal criativo.
Se a vida de ambos terminar o que é que acontece nos níveis internos caso um deles não tenha visto?
Geralmente, se estes seres têm mesmo que trabalhar juntos, um deles fica nos planos superiores e o outro vem ter uma encarnação onde vai aprender a ver, e muitas vezes, encarnações em que se aprende a ver, são encarnações que até o corpo físico tem profundas dificuldades de visão porque o ser tem que levar o foco da consciência para o intuitivo profundo. Ele tem que corrigir a sua visão. Muitas vezes situações de invisualidade são situações em que aquele ser está a ser levado, pelas circunstância, a ver num outro plano ou, mesmo que o indivíduo não tenha esta experiência, é-lhe dada uma experiência que o leva a virar-se profundamente para dentro de forma que ele termine a etapa do intuitivo, que ele realmente saiba entrar na sua energia, corresponder à sua energia interna de forma que, depois deste encarnar e voltarem os dois, então ele vê. Mas isto é um caso extremamente raro. Para se dizer que é um par de almas que tem uma tarefa eles têm que estar no mesmo ponto.
P.: O que é a linguagem Irdin?
R.: Sempre que os oceanos de instrução do Filho necessitam penetrar as ondulações electromagnéticas da Mãe de forma a instituir escolas espirituais, o Filho terá que adaptar a linguagem de fogo do Pai, isto é, o fogo que existe no nível do Pai e que é transformado num alfabeto cósmico indescritível que só pode ser lido pelo Filho.
A linguagem do Pai é o alfabeto de fogo. Quem o lê, quem compreende o conteúdo último dessas ondulações de fogo puro? Quem sabe ler o Fogo? O Filho lê o Pai e o Filho transformam o alfabeto de fogo, as letras ígnias em luz. Esta luz já não é Verbo apenas mas informação construtora cósmica.
A radiação do Sol é: calor, luz e Verbo ou seja, informação. Lê-se o Sol, aprende-se com o Sol, ouve-se o Sol, assimila-se com a consciência profunda o Sol. O culto solar é o culto à informação divina que é bombardeada da estrela para dentro da criação.
Este alfabeto de fogo que existe entre o Filho e o Pai contém o Fiat, e a luz entre o Filho e a Mãe é o Verbo.
O Fiat é composto pela Vontade/Poder do Pai penetrando na capacidade que o Filho tem de adaptar vontade ao tempo. O Filho é o grande instrutor. O Fiat que reúne todo esse conhecimento extremamente profundo, transcendente, ligado às chamas que contêm a vontade do Pai constantemente desce, penetra os universos do Filho, os tais oceanos de luz e de instrução que transformam os alfabetos de fogo em luz criadora – o Verbo. Esta luz é também instrução. Então a relação do Filho com a Mãe é uma relação de instrução e poder criador e a Mãe vai traduzindo a luz que vem do Filho em cor e som, isto é, em ciclos pulsantes. Tudo o que é mesurável ondula, tudo o que ondula, ondula por ciclos.
Os ciclos são códigos de som e cor. Tudo à tua volta está saturado de cor e som.
Cor e som são a forma como a Mãe compacta a luz pura que vem do Filho até obter ilusões de óptica dentro de ilusões de óptica que são produzidas pela variação que constituem a malha de que o universo foi feito e essa malha é qualificada por som e cor no sentido oculto. Então tu chegas ao OM que é o primeiro som, a primeira ondulação entre o Filho e a Mãe.
O Om é linguagem e não linguagem, simultaneamente, ele corresponde ao horizonte entre a Mãe e o Filho. Quando nós entramos no OM estamos a conseguir levar a percepção à origem da criação.
A partir do Om temos defragmentações qualitativas alucinantes até teres hidrogénio, até teres tijolos para construir o universo e tudo está sustentado por esse primeiro e imenso som.
Do Om cósmico que é traduzido da acústica da humanidade pelas letras O e M, da primeira linguagem cósmica absoluta desprendem-se todas as linguagens do universo. Para que exista linguagem em nível causal, a raiz tem que mergulhar no OM. O português é uma entidade viva cuja raiz profunda mergulha no OM porque senão não produzia entendimento.
À medida que a força desce da primeira oscilação – OM – quando a força se vai desprendendo adquire linguagem para cada esfera da criação.
Então nós temos línguas Pai, línguas Filho e línguas Mãe.
Chamam-se línguas Mãe às línguas sagradas de um planeta, línguas que podem reflectir o divino, no caso da Terra, o Chinês arcaico, o Hebraico, O Egípcio, o Sânscrito, o Tibetano e o Itchua (língua dos Maias). Há uma língua que é o Senzar que é a língua da Atlântida, que desapareceu.
O Irdin é uma língua Filho. É a língua utilizada pelos Melchizedeque, pela frequência de instrução cósmica, ela está por detrás de todas as línguas sagradas da Terra. As línguas sagradas (línguas Mãe) são a tradução dentro do éter de superfície para a entidade humanidade do Irdin.
O Irdin corresponde à origem extraterrestre, supraterrestre de todas as línguas sagradas da Terra.
Se estas línguas descritas são as línguas Mãe porque têm poder mântrico sobre as forças terrestres, têm poder sobre o prana, sobre a consciência, sobre a química do sangue, sobre a força da gravidade, sobre uma série de forças ocultas, etc., o Irdin é uma língua extraterrestre usada pela Confederação intergaláctica e é a língua que é usada pela vibração Filho, isto é, sempre que existem tarefas de instrução cósmica e galáctica o Irdin está presente.
Uma raiz do Irdin muito conhecida na Terra é a palavra UR, donde vêm palavras como cultur, Uruguai, urano, urantia. A palavra Ur significa luz em Irdin e Uru significa Deus.
Sha é uma palavra Irdin relacionada com a vontade, o brilho e o explendor de Deus. Na palavra Shambala a 1ª raiz Sha está presente, depois temos Shanti, Shandai, Shakti… O Shá da Persia, do ponto de vista tradicional, reflecte o explendor do qual o supremo responsável pela nação deve ser o perfeito reflexo.
Um dos mantras mais amplos para desligar de toda a força involutiva terrestre é o mantra “Shamuna”. Isto são novos mantras. Não são os mantras indus, tibetanos que nós já conhecemos, esses lidam com línguas Mãe e têm um certo poder, e quanto mais sincera for a atitude mais poder tem sobre as forças em torno da tua consciência e dos teus corpos
Quando se começa a lidar com mantras Irdin (coisa que este núcleo não tem ainda vibração para fazer), está-se a lidar com vibração extraterrestre da Confederação intergaláctica e a introduzir vibração Filho dentro do seio prânico da Terra e isto é um processo de reflexão para nós.
O prana é o Deus ondulatório, mas é toda a ondulação na horizontal, alimenta os chacras. O prana é essa energia vital que satura a atmosfera à nossa volta e que é a base de toda a vitalidade.
O Irdin já se está anunciando em vários pontos na Terra (vários pontos na Perú, na Argentina, um ou dois pontos de muita qualidade na Brasil e vamos ver o que é que acontece em Portugal).
Esta língua está a chegar muito lentamente ao intuitivo das pessoas. E como é que eu sei que a palavra é Irdin e não uma fantasia da minha mente? Sabes porque a tua vibração muda.
Shamuna é uma frequência que envolve toda a Terra queimando e libertando-a de forças involutivas. É uma energia de 2 º Raio que funciona como uma mão luminosa que tira a Terra das redes dentro das quais ela tem estado agonizante.
Vão surgir mantras que dizem algo a umas pessoas e nada a outras, isso tem que ser respeitado, faz parte da circulação comum da energia num trabalho espiritual.
O dom das línguas está directamente relacionado ao poder que o ser humano tem de captar os níveis cósmicos da linguagem.
Os anjos têm a sua língua, os arcanjos têm a sua língua, a Confederação intergaláctica usa o Irdin porque é uma língua de instrução extremamente poderosa. As línguas angélicas são terrivelmente eficazes. O contacto com os mantras e a linguagem dos anjos só é possível após a 5ª iniciação, até lá é considerado perigoso, porque uma palavra dessas vibrada com a consciência certa, põe milhões de elementais numa direcção e para que isso não caia no nível da magia branca, como aconteceu na Atlântida, as línguas angélicas não são transmitidas antes da 5ª iniciação.
O dom das línguas é o que acontece quando a mónada se começa a aproximar da caixa craniana. A mónada está à volta do corpo e este está dentro da mónada e quando eu percebe que o meu corpo está dentro da mónada e não fora, eu transformo o mundo porque eu já levo essa vibração à minha volta o tempo todo. No entanto, em certos momentos de graça, esse campo monádico rompe os éteres em relação ao eu consciente porque o eu consciente é como uma pequenina parte do eu total que está aprisionado abaixo de certos pontos de prisão que são nós etéricos que actuam no cérebro, na rede nervosa, nos centros vibratórios e a graça é quando o divino percebe que pode afrouxar certos nós etéricos e portanto, o eu consciente pôr-se em comunicação mais profunda com o super consciente que é um campo vibratório em torno do corpo.
O falar línguas tem a ver com línguas Pai. Línguas Filho significa línguas que introduzam a vibração do Filho na matéria. Claro que o Sânscrito ou o Tibetano introduzem, mas introduzem dentro das leis terrestres para a transformação terrestre.
Quando as potências superiores se aproximam da Terra as línguas cósmicas sofrem uma adaptação para ancorarem no psiquismo da humanidade. É um ponto de encontro entre o cosmos e a vibração terrestre por isso é que se chamam línguas Mãe.
As línguas Filho é o impacto do cosmos para dentro da Terra sem adaptação.
Há muitas sílabas (sha, ur) de línguas cósmicas nas línguas sagradas da Terra. Na palavra Uruguai o g não se deveria ler. O nome do país é um mantra potente de trabalhos que estão a ser feitos naquela região.
O dom das línguas é a capacidade de, de repente, um ser ter contacto com correntes de vibração que não são da Terra e isso traduz-se, a nível verbal, por línguas desconhecidas, pondo de parte os médiuns desequilibrados, obviamente.
Até aos anos 50 havia autorização para haver trabalho mediúnico com transe, isto é, em que o consciente era desligado como quem desliga uma lâmpada, tirava-se aquela lâmpada e vinha a lâmpada de uma entidade, isto é, do casquilho que é o conjunto da personalidade, tirou-se o consciente e, momentaneamente, colocou-se ali outra lâmpada e aquele corpo serve para a expressão de uma outra lâmpada. Depois dos anos 50 essa autorização terminou e todo o trabalho é feito com plena consciência do indivíduo, ou seja, àquela lâmpada que está lá, soma-se uma outra lâmpada e as duas, uma pequenina que é a do ser e uma outra maior que é a do outro ser que veio exprimir-se justapõem-se, por isso se fala em canalização.
E o novo trabalho já nem passa por canalização, isto é, por conscientemente trazer a transmissão de uma entidade superior. O novo trabalho é nós ancorarmos a vastidão interior, é canalizar a própria mónada da 6ª para a 3ª dimensão – auto revelação. Eu tenho que começar a concentrar-me, e quando eu emito, é do cosmos superior e é a minha mónada que está a introduzir aquilo, porque os Mestres estão a actuar acima do plano das mónadas.
Tu sentas-te, ancoras a tua mónada e deixas que ela fale, e aí tu estás a canalizar o teu eu superior directamente, não há nenhuma entidade pelo meio e se houver, tem a ver com a potência da canalização que é um outro assunto.
Nós temos que ter muito amor por todo o trabalho que foi feito desde Blavatsky, Annie Besant, Alan Kardek, Francisco Cândido Xavier, devemos ter muito amor pelo trabalho mediúnico que foi feito porque ele foi feito no seu tempo, na sua altura. Agora quando se fala em campo Melchizedeque e a activação desse campo, é um convite para que as pessoas comecem a ancorar a vastidão e deixar que ela se exprima, isto implica uma desidentificação com a pequena parte quotidiana e burguesa do indivíduo.
P.: Até que ponto um acontecimento futuro eminente previsto em astrologia ou cartomancia partindo do princípio que se iria de facto realizar, poderá vir a ser alterado pelo poder da mente, do pensamento e pelo poder da oração?
R.: Este é um assunto pertinente porque muitas pessoas colocam, de uma forma consciente ou inconsciente esta questão: o grau de inevitabilidade, o grau de fatalismo de uma percepção profética, de um facto detectado através da astrologia ou de um facto que veio à tona da consciência através de significadores divinatórios como é o caso do Tarot ou da cartomancia em geral.
Primeiro necessitamos distinguir o poder da mente e o poder da oração.
O poder mental consiste na solidificação progressiva da contraparte etérica da mente. Trata-se da cristalização progressiva do elemental, no plano etérico, que reage à mente. O indivíduo quer, tem vontade, constrói com a mente uma imagem, um amuleto em material mental, vivifica esse amuleto que foi construído com a mente e com a sua força de vontade e, dependendo do ritmo, da intensidade e da concentração os elementais que respondem à vibração da mente ganham força, direcção, rotatividade até que inter agem directamente com o plano físico denso. Então, uma construção que foi feita no nível mental e que vivificou a forma pensamento que o indivíduo criou, dependendo do ritmo, da intensidade e da constância com que ele põe a vontade naquela forma mental, os elementos que no éter correspondem à mente começam a ganhar massa e a partir de um certo momento interagem com a matéria atómica.
Todo o trabalho mental hoje é considerado desactualizado em relação ao que está disponível e que é o grande impulso dos instrutores do homem para o novo nível de expressão.
Chama-se trabalho mental quando o ser constrói conscientemente, pacientemente, detalhadamente, com aplicação, essa forma pensamento. Quando eu construo com a minha mente uma forma, com detalhes e visualizo, e construo, e insisto, ela vai ganhando vida própria.
Este trabalho de o indivíduo construir a imagem detalhadamente, pacientemente, como um escultor, no plano mental e depois de ela estar bem definida, bem contrastada, bem estável, o indivíduo começar a pôr vontade e desejo humano naquilo, de repente aquilo rompe o plano etérico e desce e inter age com as pequenas vidas electrónicas que são a matéria densa.
Quando se vê um indivíduo pegar numa colher e torcê-la à vossa frente, isso foi um trabalho mental autorizado para impressionar o ambiente dos seres humanos. Quando vocês vêem um grupo fazer um trabalho de materialização de uma coisa mas ninguém está vivendo aquilo que eles pretendem materializar têm um exemplo dum trabalho mental grupal. A força mental daquele grupo conseguiu criar um amuleto e a coisa manifestou. Não há nenhuma garantia que aquela forma manifesta venha a ser vivificada, energizada pelos Irmãos maiores. E é assim que temos algumas dezenas de templos esotéricos construídos em Portugal, que não contêm energia de espécie nenhuma e também há templos construídos a partir de realidades que vieram de cima.
A oração é o caminho inverso e hoje temos muitos níveis de oração. O estágio ideal de oração é quando o ser ora sem saber. Por enquanto nós sabemos, até temos horas para fazer oração. Numa vida de oração o indivíduo abre-se completamente para ser habitado momentaneamente pelo divino.
Temos um nível de oração em que o ser pede coisas ao divino. Existe um outro nível em que eu começo a pedir eventos espirituais na minha vida. Então eu tenho duas formas de pedir que uma doença saia da minha vida: porque ela me incomoda; porque ela limita o meu serviço espiritual. Neste caso nós já estamos a estabelecer uma aliança com a fonte, estamos a dizer indirectamente que se esta doença me for removida eu entro numa profunda aspiração ao serviço. É um nível de oração superior porque eu oro para que me sejam removidos os obstáculos à minha evolução.
Este nível em que um indivíduo pede para ser liberto do que impede o serviço, do que impede a tarefa, isto é outro nível de oração. Até pode ser que a vontade do divino seja que tu não sejas liberto porque nós temos as virtudes e os defeitos necessários para cumprir a nossa missão. Um indivíduo pode manifestar um tremendo defeito mas que, culminado com uma certa qualidade dá o ângulo de serviço necessário naquele mês ou naquele ano.
Esse nível maior de oração em que o indivíduo diz: “faça-se segundo a vossa vontade” ele precisa primeiro, antes de usar este mantra mariano, de verificar se ele quer fazer a vontade do Pai porque senão temos duas vontades em conflito – a do Pai que ele invocou e a dele que não foi suficientemente trabalhada. Faça-se a sua vontade e não acontece nada, exactamente porque ele só está a fazer o trabalho de pedir que se faça a vontade do Pai, mas não está a fazer ele próprio o trabalho de se abrir para fazer a vontade do Pai. São dois trabalhos: eu tenho que pedir lá a cima que se faça a vontade dele e tenho que pedir cá em baixo que se faça a vontade dele.
Este mantra mariano que é um nível muito alto de oração, Maria deve ter tido várias vidas a preparar a vontade terrena para ter o direito de dizer este mantra. É a nossa qualidade, na vida, que justifica a utilização deste mantra.
Chegamos à oração mais profundo em que o indivídua não diz nada e não está em meditação nem em transe. Está bem consciente, bem presente, bem lúcido, mas não diz nada, ele simplesmente entra em consciência orante. Este nível profundo de oração que nós devemos todos aspirar a chegar lá, não está longe, basta que o indivíduo percorra as outras etapas bem. Se ele teve uma vida de oração profunda em vidas anteriores, em dias, semanas ou meses ele percorre as etapas que já não lhe correspondem.
Há um nível na oração espiritual em que o ser já não pede para ele mas pede para a Terra. Este é o nível de oração que interfere com a evolução colectiva.
Na oração de silêncio o teu campo é usado para orar, isto é, tu estás dourando o planeta em que vives. Quando eu chego à douração sem palavras, sem pedir, tu simplesmente pousas, emites e a outra realidade emerge a partir de ti.
Quando um ser se senta e se auto convoca para uma irradiação profunda da luz que vem das regiões superiores do universo para a cura da Terra, não há mapa astrológico, não há nada, agora cada acontecimento colectivo tem um grau de massa crítica. Temos as previsões feitas por Edgar Caice sobre a falha de S. André na Califórnia. Quando Plutão entrar em Capricórnio, imaginem! Capricórnio é o signo das instituições, do mineral, da solidez, da estabilidade, tudo o que é rígido. Plutão actualmente está em Sagitário, dentro de alguns anos entra em Capricórnio e tudo o que é rígido leva com o Plutão cósmico em cima. Ele agora está na área dos valores espirituais Plutão em Sagitário. Significa que há uma afirmação brutal e violenta de certos tipos de fé. Isto vai dar origem a uma profunda regeneração do que é que para os seres humanos significa fé. Plutão tem dois ciclos: Um ciclo destrutivo e depois deixa o caminho aberto para Neptuno e Urano construírem sobre o que ele destruiu.
Por volta de 2008 Plutão começa a entrar em Capricórnio, significa que tudo o que é rígido e condicionado por equivalentes da vibração mineral em oitavas e a nossa mente também fossiliza…
Quanto mais as instituições, os seres os ambientes estiveram enrijecidos, estruturados, cristalizados, mais a energia de Plutão vai actuar, mais destrutiva ela se torna, e está aí, no ar.
A sida, por exemplo, tem o seu grau de massa crítica, se aqueles que têm conecção cármica com o HIV fizerem o trabalho da oração profunda, atingindo a massa crítica, quando chega ali, quebra, eles reconfiguram o campo vibratório planetário e aquilo não pode continuar.
Da mesma forma uma grande inundação tem a sua massa crítica. Se um grupo orante da Terra (que inclui todas as religiões) consegue pôr a “coisa” lá, o acontecimento é remanejado. Para que isso aconteça eu tenho que levar a minha vida de oração para o nível da humanidade.
Quando eu começo a orar como UM da entidade humana, eu estou a gerar reversão no nível onde estão registadas as grandes catástrofes ou os acontecimentos previsíveis astrologicamente.
Eu não creio que pelo poder da mente estes acontecimentos possam ser alterados porque foi o poder da mente que colocou estas catástrofes em cima de nós.
O que fica aberto para nós é a oração.
A astrologia diz respeito aos movimentos na periferia da consciência e quanto mais rápido (pessoal) é o planeta, mais na periferia da consciência o movimento se refere.
Se sectores da humanidade se dirigem para o centro da consciência o poder do Logos é eminentemente benigno. Isto é, o Plutão em Capricórnio, se a humanidade fosse uma humanidade fluídica, ele viria como um libertador e não como um destruidor. Quando Plutão não destrói, inicia.
Se a humanidade ruma para a consciência profunda não há possibilidade do livro cármico se derramar sobre ela. O que os Logos celestes estão propiciando é as descargas das energias para dentro do circuito terrestre. Se a humanidade está próxima do centro a energia é progressivamente libertadora e iniciática, se ela se afasta do centro a energia torna-se instrutora e se ela se afasta muito do centro a energia torna-se correctora. A energia é sempre a mesma nós é que estamos no ângulo errado.
R.: Sim. Existem mestres que te acompanham até um certo grau de desenvolvimento, outros há que tomam o ser num ponto, entregue pelo mestre anterior, que se encarregam de o levar mais para o centro. Existem mestres que trabalham apenas em câmaras internas que é quando o indivíduo sai do corpo conscientemente à noite e é levado para esse ambiente que ele pode fazer contacto com os mestres que trabalham nos níveis realmente esotéricos da vida.
Existem os adeptos que se irão tornar mestres ascensos (são seres de 4ª e 5ª iniciação e os mestres ascensos estão na 6ª iniciação). Para nós, a partir da 4ª iniciação são sempre mestres e eles são mestres porque já não conseguem extrair mais nenhum aprendizado da Terra. Para o Homem ele é um mestre mas ele é também um aluno.
Existem mestres exotéricos, mestres intermédios e mestres profundamente ocultos. Por exemplo Thoth, Hermes, é um mestre profundamente interno, ele não lida com os discípulos até um certo grau. Por outro lado Jesus, S. Germain, Morya, Koot Hoomi, lidam com o momento em que o ser desperta para a espiritualidade, no pondo em que a deixou na vida anterior, quando Eles observam que tu és capaz de receber uma voltagem mais alta e permanecer neutro, transparente, sem se fascinar.
Quando tu entras em contacto com um mestre de 2º Raio, em pouco tempo tu tornas-te magnético e um ser que não sabe lidar com o magnetismo ampliado do Asham ao qual ele corresponde, fica naquele ponto meses ou anos. Ele está a ser estimulado por um discípulo do Asham. Um ambiente oculto é composto por um centro, uma chama que é uma energia de raio e essa energia de raio, naquele ciclo, é interpretada por um dos mestres. Ele recebe impacto da energia de raio directamente
e isso depois é levado aos discípulos mais próximos que são chamados “os discípulos no coração do mestre”, depois passa para os discípulos a seguir “os discípulos no fio que conduz ao mestre”, depois passa para os discípulos que foram aceites, que estão dentro do Asham
Sequência é:
O Mestre – e há ashams que são triângulos de mestres, inclusive;
Os discípulos no coração do Mestre – discípulos que já demonstraram ao mestre o que tinham a demonstrar;
Os discípulos no fio que conduz ao Mestre – são os discípulos que estão a passar pelo processo de paixão em relação à energia de raio que aquele mestre inicia;
Imaginemos um Asham de 2º ou 6º raio, muito comuns em Portugal, tu és integrado, gradualmente à voltagem de um mestre, se é um asham de 2º raio o teu magnetismo aumenta, as pessoas estão conscientes da tua acção e tendem para ti. Tu representas um ponto de convecção da força e se um indivíduo começa a receber essa voltagem num grau acrescido, o trabalho dele é ficar neutro perante o que está a acontecer e é na proporção em que o ser vai ficando neutro que a voltagem pode ir aumentando e quando ela atinge um nível de vibração específico para aquele ciclo, tu podes começar a tua tarefa. Um ser coligado a um asham de 2º raio torna-se extremamente atraente e faz parte do trabalho dele atrair, quer ele queira quer não. Se ele interpreta esse poder de atracção que vem do mestre a nível humano, ele começa a ter um harém à volta dele, começam a acontecer fenómenos de polarização que tendem a aproximar-se do plano físico, aí o mestre pára e começa a controlar a força e o discípulo precisa ver o que fazer com aquela energia magnética acrescida, até que ele começa a saber usar a força para atrair para o mestre, para libertar e aí o magnetismo terá de ser usado necessariamente. Isto era o que acontecia com Jesus ele sentava-se e passado pouco tempo havia 500 pessoas à sua volta, mesmo que ele não abrisse a boca.
Se o poder de um ser coligado ao 2º Raio é atrair um ser coligado ao 1º raio é um destruidor. Se ele encara o poder da destruição, do ponto de vista espiritual, equivale ao poder de libertação, do ponto de vista humano, ele torna-se devastador e aí a hierarquia pára até que ele aprenda a usar a partir de um ângulo superior o seu poder de destruição.
Se um ser de 3º raio usa a luz e a verdade a partir do ego torna-se insuportável porque ele usa grandes verdades para manifestar a agressividade do seu ego. Isto não é difícil de encontrar, pessoas que têm contacto com energia do 3º raio – luz – realmente têm acesso à verdade mas exprimem a verdade a favor de alguma coisa e contra alguém.
P.: Gostaria de saber se o Grego e o Árabe serão também línguas sagradas tendo em conta que S. João escreveu o evangelho em grego inspirado pelo espírito e que o próprio profeta Maomé lhe terá sido revelado o Corão em árabe pelo arcanjo Gabriel.
R.: Toda a expressão dum povo quando emerge da alma desse povo tende para o sagrado.
Quem ouviu Amália Rodrigues não foi pelo fado. O que foi permitido com Amália Rodrigues foi ser feito ali um canal para dentro da alma que vibra Portugal. O que ela fez a vida toda, foi canalizar o 6º Raio que anima Portugal, num grau humano que qualifica o corpo astral de muitos portugueses. Então o que ela fez foi captar, lá, parte da energia da alma num sub nível e exprimi-la através do canto tanto que à medida que ia envelhecendo já não dizia palavras nenhumas. Isso foi uma pequenina parte do 6º Raio que qualificou, até agora, a alma deste país sendo expressa por um canal nacional. Chama-se canal nacional a um indivíduo como Amália Rodrigues ou Wilson Churchil que conseguem fazer contacto com a força profunda que anima uma nação. Um canal nacional é o ser que consegue interpretar a realidade profunda de uma nação e conduz geralmente aos grandes artistas, governantes, pensadores de uma nação.
Neste contexto, todas as línguas são sagradas, todas exprimem um nível superior.
Quando se falou do Sânscrito, do Tibetano arcaico, do Hebreu, do Chinês, do Egípcio, estas línguas estão enraizadas no Irdin (língua cósmica). O Irdin é falado pelos Melchizedeques, pelo nível Filho do universo. Esta língua contém a vibração que traduz a vontade do Pai para os níveis da Mãe e são línguas supra planetárias. Planetas de 3ª dimensão não têm acesso ao Irdin e gradualmente estão a começar a chegar à Terra, através de shamans e de seres contacto no Perú, na Argentina e Brasil novos mantras em Irdin e isto para que nos comecemos a iniciar nessa língua superior. Há povos, nomeadamente os que vivem à volta do Lago Titicaca, na Bolívia, que são muito especiais principalmente os que vivem nas ilhas do lago, eles falam muito baixo, tem uma consciência muito diferente do espaço e do tempo, da passagem dos dias e nas línguas indígenas destes povos, há muito mais palavras em Irdin do que até mesmo nas línguas sagradas.
As línguas sagradas são as línguas que a consciência terrestre conseguiu criar para traduzir as línguas angélicas de que o Irdin é um dos nomes.
O grego, o árabe, o latim são muito mais recentes. O grego resulta de várias ligações entre línguas pré existentes. O árabe é o resultado da síntese de muitos dialectos de nómadas dos desertos. Estas línguas Mãe contêm o poder mântrico directamente ligado a línguas supra terrestres. A raiz duma língua Mãe não é o plano intuitivo é o plano espiritual enquanto que todas as outras língua nascem no plano intuitivo porque a língua deve traduzir a alma duma nação. Ela não pode nascer nem no astral, nem no mental, nem no físico.
O Sânscrito, o Egípcio, o Chinês antigo, o Tibetano arcaico, o Hebraico, a partir de um certo momento tendem para se assemelhar a fogo e perdem, graficamente, os seus contornos ideográficos porque o contorno ideográfico tem a ver com o desenho de uma letra que representa um objecto: o A é a cabeça de uma vaca ao contrário porque a palavra vaca começava pelo som A.
O grego e o árabe vêm do plano intuitivo, reflectem a alma de uma nação.
As línguas Mãe vêm do nível do fogo, quando as representamos graficamente elas tendem para representar fogo. Isto tem a ver com o facto de que elas não tendem para ser ideogramas mas para ser sinais e signos. É toda a diferença entre a língua de um povo criada no plano intuitivo que tende para se transformar em pictogramas e ideogramas ou uma língua sagrada que, mesmo visualmente, tende para assumir o desenho de sinais de fogo no espaço.
O som I é dos sons mais fecundadores em termos etéricos. Nós temos como instrumento de activação da hipófise o sino. Todas as letras que tendem para a vertical contêm um elemento fogo.
Quanto ao Corão ter sido revelado em árabe a Gabriel, nenhuma revelação é feita em língua alguma. A revelação passa-se ao nível da gnose. Gabriel começa-se a aproximar de Maomé sob a forma de luz, de mancha, de diferença na tonalidade no fundo da caverna onde Maomé se encontra em retiro. É uma luz que vai gradualmente ganhando uma forma antropomórfica que é a forma que os mensageiros têm de se aproximar de nós. O que quer que Gabriel tenha dito em árabe é secundário. Revelação é que, da mente cósmica de Gabriel, através da 3ª visão, mais o chacra acima da cabeça, são feitos disparos de línguas de fogo directamente para a pineal de Maomé, e são estas línguas de fogo que produzem gnose no interior de Maomé que depois as traduz para livro de uma forma extremamente fiel.
O mesmo com Moisés. Este” inscrever a letras de fogo na pedra” é a informação divina que fica inscrita a fogo no próprio Moisés e ele depois traduz e a tradução é muito mais fiel do que se possa julgar porque a região do córtex onde o vocabulário é processado, depende profundamente dessa região oculta. Se a pineal recebe um novo influxo de fogo divino, o vocabulário é extremamente fiel dentro dos limites semânticos das nossas línguas.
Portanto a revelação é um processo interno, ligado à gnose, e consiste na alteração total do estado de consciência do profeta. Por isso é que os profetas têm que fazer grandes retiros. Isso era antes, onde é que estão os profetas hoje? Em toda a parte! Que uma pequena língua de fogo seja traduzida sob a forma da obra do Bob Dylan foi essa a forma como ele traduziu essa língua de fogo, mas ele é um profeta do nosso tempo.
Agora existem grandes revelações que mudam épocas e revelações menos potentes, que fazem a manutenção da vida espiritual das pessoas.
P.: Quanto ao Islão, como encarar esta religião?
R.: Como não encarar o Islão? O Islão introduz pela primeira vez algo de uma extrema beleza que é a superação de toda a idolatria. Não existem representações de Deus no Islão e é um chamado muito potente dos povos para um grau de oração muito liberto da forma. É uma religião de 1º Raio, está toda dentro do signo de Escorpião – como toda a nação árabe – e concentra toda a sua força no mesmo pólo.
Existe um núcleo – os Sufis – que são sumamente sábios, belos, pacíficos, extremamente profundos em termos filosóficos, duma enorme elegância mesmo no sentido formal. Para compreendermos o Islão precisaríamos de ler Rumi (poeta místico), Kabir, etc.. Se observarmos como Yogananda se referiu ao Islão…. O Islão, realmente, ele é a mesma revelação adaptada a um povo extremamente difícil que viveu em ambientes extremamente hostis – o deserto.
A poligamia é um processo através do qual um homem se responsabiliza por 7 ou 8 mulheres e as protege, isto não tem tradução com o ocidente. O deserto não é um sítio onde pudéssemos viver muito tempo no entanto eles vivem lá há milhares de anos e tornam-se extremamente agrestes e criam uma psicologia de sobrevivência muitíssimo forte mas isto não pode ser comparado, de todo, ao pensamento islâmico erudito que está ao nível de qualquer pensamento erudito no mundo, até mesmo suplantando-o em certos momentos.
No século XVIII vem um teólogo que começa a criar o fundamentalismo, que é uma tradução literal de tudo o que é descrito no Islão e é a partir daí que começam a acontecer alguns acidentes.
Neste momento decorre o ano de mil trezentos e tal significa que eles estão a viver a sua idade média. Não podemos confundir o que acontece na periferia de uma religião com a qualidade do núcleo profundo.
Onde existe riqueza, petróleo, dá sempre jeito haver cristãos e muçulmanos, interesses na política internacional, eu vou tentar fazer uma guerra santa. As guerras santas sempre foram manipulações políticas.
Na Rússia há vastas regiões onde cristãos e muçulmanos vivem bem há séculos porque o território não tem interesse. Eventualmente podem acontecer fricções ligadas a radicalismos fanáticos mas isso nunca foi suficiente para fazer uma guerra santa. A guerra santa é um fenómeno profundamente ignorante.
P.: A Atlântida foi um espaço de tempo de aceleração evolutiva que não resultou?
R.: Sim. A Atlântida foi uma tentativa de aceleração evolutiva que produziu o seu resultado, só não resultou em número. Todas as escolas de mistério de hoje tiveram a sua fundação na Atlântida (tirando as de Vajdrayana? ou do Tantra que vêm da Lemúria). Não resultou em número mas em qualidade atingiu plenamente o seu objectivo.
Aceleração evolutiva é o que acontece quando a hierarquia cósmica faz encarnar, ao mesmo tempo vários mestres numa mesma zona e permite que uma nova expressão da verdade, mais sintética, mais poderosa, eventualmente seja apresentada aos povos, mas ao mesmo tempo, nos planos internos, destaca anjos e coloca energias de raio de uma forma extremamente activa actuando sobre aqueles povos. Em poucos anos observa-se a emergência de vários mestres não muito longe uns dos outros, de uma mensagem facilmente transportável de uns para os outros e uma acção de energias invisíveis muito poderosa. Então, há uma região que começa a florir do ponto de vista espiritual.
No caso da Atlântida era o próximo passo que toda a humanidade deveria dar, no entanto foi feito de uma forma muito intensa.
Muitos seres de elevada evolução estiveram encarnados na altura e que produziram um estímulo muito intenso sobre a consciência de superfície.
Na idade média observamos que há grupos, como os Cátaros, que passam por uma aceleração evolutiva muito específica, como também os Templários.
Deus Meru? é um Melchizedeque associado à região da Bolívia (Lago Titicaca) onde se encontra uma das principais escolas profundas da Terra. Dessa escola, que alguns ambientes chamavam “Fraternidade dos 7 raios” ou “Ametistina” vêm muitos dos seres que em Portugal, neste momento, devem ligar o éter de Portugal ao éter da América do Sul. Todo este tráfego de brasileiros e de portugueses é isso.
Há brasileiros em Portugal que trazem códigos ligados à ordem Ametistina – fundada por S. Germain na Bolívia e que é uma representação intermédia do “El dourado” ou Miz Tli Tlan. É preciso muita atenção com esses seres vindos de lá porque eles vão passar para muitos de nós essa energia ligada à América do Sul e que tem o seu fulcro na Amazónia peruana. Assim como alguns portugueses têm ido lá e ficam sentados a ver passar o tempo sem saber o que estão a fazer, e o que acontece é que códigos do plano etérico da América do Sul estão a ser introduzidos nos seus veículos e esses códigos contêm a vibração ligada ao programa da nova Terra e eles ficam acumulados no teu ser e quando retornas trazes essa outra vibração.
Quando em Portugal se começarem a observar, em certas zonas, uma equivalência vibratória à pureza do Lago Titicaca, é que se poderá começar a pensar na exteriorização da hierarquia nesta região do mundo.
A mesma lei que diz que depois de um ciclo de vida tu és todo retornado ao centro, a lei da eterna renovação faz com que o indivíduo não se lembre de vidas anteriores. Nós não nos lembramos porque precisamos de trabalhar em claro. Temos as sínteses qualitativas de uma antiga experiência mas não a memória detalhada do que aconteceu.
O mesmo se passa entre a Atlântida e a actual civilização. Não é permitida a passagem de informação, de vibração do ciclo atlante de uma forma directa para o ciclo actual. Trata-se verdadeiramente de uma reencarnação da humanidade.
A Lemúria foi uma encarnação da humanidade, depois a humanidade morreu. Vem “uma coisa”, limpa tudo, faz com que a forma seja dissolvida, no caso individual é o corpo físico, no caso de um grande ciclo civilizacional é toda a civilização e a lei actua entre civilizações. Quanto mais profundo é o ambiente de trabalho menos se fala na Atlântida.
Os meios oficiais correspondem ao consciente da humanidade (arqueológicos, históricos, científicos), à mente da humanidade, enquanto que os grupos esotéricos correspondem ao intuitivo e ao espiritual.
Enquanto que a Atlântida, do ponto de vista da história comum é uma ilha no Mediterrâneo que foi ao fundo com um vulcão, é nesse nível que deve ficar até que a humanidade esteja pronta para assistir à queda do paradigma científico, porque com a revelação da existência da Atlântida a ciência tal como nós a conhecemos termina, ela é obrigada a dilatar-se para outras escalas que já não são exactamente científicas. Não há autorização para que a ciência consiga perceber onde foi, o que é que aconteceu, porque a partir desse momento passamos para outro estado de ciência, chamada ciência metatrónica, porque a nova ciência é ligada ao arcanjo Metraton, actualmente ainda estamos na ciência Einsteiniana.
Quando a humanidade estiver pronta para que o paradigma científico seja dissipado, as coisas começam a surgir por todos os lados.