ASPIRAÇÃO
(uma reflexão sobre o poder da Aspiração na Transmutação das forças e energias que animam o Ser Humano)
O processo de activação da informação cósmica que vocês trazem dentro de vós, o processo de ignição e activação dos códigos que vos integram às vossas tarefas, começa quando o ser é colocado frente a uma energia, a uma vibração, a uma presença, a um facto oculto, cuja qualidade ele reconhece como vinda de regiões distantes do universo. A ampola de programação supraplanetária que todos estes seres trazem dentro de si, ela é quebrada, de forma a que a informação comece a espalhar-se pelo consciente, essa ampola é quebrada pela nota, pelo timbre, pela precisão, pela perfeita justaposição, entre uma energia - que é contactada pelo indivíduo de alguma forma - e aquilo que ele no seu âmago sabe que veio fazer ao planeta.
Neste momento, na Terra, existem muitos níveis de instrução, muitos níveis de estímulo, muitos tipos de orientação, muitos tipos de inspiração disponíveis... e este Caudal de Luz que está sendo vertido sobre a Entidade Humanidade, nesta etapa, ele realmente está sendo transmitido em todas as frequências possíveis, em simultâneo. Desde as Piscinas Cósmicas instaladas na Terra, as Piscinas de Consciência Crística, os Campos de Consciência Crística instalados na atmosfera terrestre, que estão a despertar os códigos de sintonia Melchizedeck que estão presentes nos discípulos encarnados, até à Walt Disney ..., tudo neste momento está sendo usado. O Espectro vai desde a Walt Disney até aos Campos de Aceleração Invisível que só discípulos avançados podem reconhecer.
E este Espectro Imenso de Estímulo, como é fácil de compreender, está varrendo toda a consciência, toda a autoconsciência disponível na Terra. Todo o indivíduo autoconsciente, com consciência de si, todo o ser individuado, está recebendo a Instrução necessária. A Instrução que lhe corresponde. A vibração que é capaz de o colocar, para além de qualquer argumentação, frente à sua tarefa.
Então, a simultaneidade de Informação e a complexidade dos vários Varrimentos, e o Poder Inspirador, Renovador, este Poder Baptismal que está sendo libertado, derramado, a partir dos Altos Centros da Terra, este Material Puro, directo, Ele vai descendo, vivificando centenas e centenas de instrumentos lúcidos, de forma a poder ser disseminado por todo o planeta.
Então, nós hoje vivemos num planeta que entrou em Instrução directa acelerada.
E os vectores de força, e os vectores de iluminação, que actuavam através dos antigos edifícios religiosos, hoje encontram-se livres na atmosfera. Encontram-se livres no éter. A Palavra Viva, hoje, ela voa em todo o planeta, em todas as direcções. Assim o indivíduo se disponha a se abrir para receber. E esta Palavra Viva, este Agente Libertador que está actuando, Ele, durante mais algum tempo, ainda se irá revestir dos materiais necessários para ser compreendido pelo homem comum.
Daí que, desde a Walt Disney até à escola primária, tudo está recebendo O Alento. O Alento, hoje, está em toda a parte. O Alento, a Respiração do Grande Instrutor, envolve o planeta e adquire as formas que tem de adquirir para se fazer compreender. Desde as formas mais medíocres até às mais sublimes, o Instrutor está activo e presente na Aura Planetária. E o seu impacto amoroso, o seu Amor, está a começar a saturar a atmosfera terrestre.
Em breve, a atmosfera terrestre terá apenas dois códigos vibratórios: o medo e o amor.
E esta separação, esta simplificação, esta síntese do psiquismo colectivo, esta clarificação do psiquismo colectivo em dois grandes sinais - medo e amor - é o trabalho do tempo, hoje. É o fruto do ciclo. É o momento.
E desde bolsas de distorção temporal acelerada, onde a consciência do indivíduo facilmente se reintegra à sua própria existência na eternidade - o que é um nível de instrução altíssimo - até às revisões nos programas de educação de crianças, que são feitas hoje constantemente pela UNESCO, o Grande Instrutor está presente, está actuando, e está preparando o seu advento.
Durante mais algum tempo, O Grande Caudal vindo deste Grande Instrutor, que é o Segundo Raio Solar - O Amor-Sabedoria - emanado pelo Coração do Sol, e cuja entrada directa na Terra hoje se faz não mais apenas através de métodos ocultos como no passado, em que esta radiação estelar era ancorada primeiro em Shamballa, no deserto Gobi, e depois era retransmitida aos Ashrams e aos discípulos encarnados e eventualmente aos Mestres encarnados..., isto não se passa mais assim.
O Segundo Raio, esse Vórtice Sintético de Amor Total, que emana do Coração do Sol e que a nossa Alma instantaneamente reconhece - porque a Alma é filha desse Segundo Raio, a Alma é filha da Entidade Solar, a nossa Alma é uma relação de triunfo entre o Céu e a Terra, é uma dispensação da nossa Estrela local, portanto a nossa Alma reconhece instantaneamente a realidade do Amor, não constitui para a Alma qualquer objecto, não é trabalho para a Alma reconhecer o Amor - este Segundo Raio não mais opera através de um único Centro, mas está operando através de Doze Grandes Espelhos de convexão, de concentração e deflagração do Poder Crístico e do Poder Solar sobre todo o planeta.
Estes Doze Grandes Espelhos estão começando a colocar, a saturar a atmosfera com vibração de Amor.
Em breve, as complexidades vão chegar ao fim. Isto é, a topografia mental vai ser aplanada. E as lixas astrais vão desaparecer. As regiões de fricção astral vão desaparecer. Em breve, o psiquismo planetário irá deixar de ter nuances, ou irá ter cada vez menos nuances.
E a humanidade, quer isto nos agrade quer não, terá de optar entre o Grande Amor e o medo. Ou o Grande Amor e a escola do poder sem Coração.
E esta separação do psiquismo da humanidade em duas entidades, em duas grandes plataformas, é a condição indispensável para que possa haver uma Profunda Libertação da Vida neste planeta.
A Vida do teu planeta encontra-se aprisionada. Ela encontra-se parasitada. Ela encontra-se distorcida. O planeta não consegue transmitir aos seus habitantes a Vida. Ela fica retida nos Planos Internos. Choca contra as camadas da consciência superficial da humanidade. Essas camadas ainda ignoram a Vida. Não estão recebendo esse manancial.
Há muitos níveis de despertar actualmente. Há níveis que são apenas a passagem do sono para a suspeita. Outros estão passando da suspeita para a inquietação. Outros estão passando da inquietação para a situação abençoada de estarem completamente alarmados - abençoada, porque sem alarme ninguém desperta. Como vocês devem reparar, sem alarme, é muito difícil as pessoas despertarem neste momento. Outros estão passando da leitura para o silêncio. É outro nível de despertar.
E o nível que nos interessa, o nível que nos interessa aprofundar, é o momento em que um discípulo começa a desenvolver a técnica de controle. Em que ele começa a aprender a ser controlado pela sua Alma. E isto também é um nível de despertar. É uma mudança de um patamar de vida e de consciência, e de um patamar de expressão, para um novo patamar de expressão.
O processo através do qual um ser é controlado pela sua Alma é o que está à nossa frente começar a trabalhar.
Como nós vimos no último encontro, enquanto o indivíduo tenta viver e resolver a sua vida, mas sem estar fazendo o trabalho de levar o seu melhor - o seu melhor - ao nível mais alto que ele conhece, isto é, se ele se distrai do Sagrado para resolver os seus problemas, e se ele usa os seus problemas como uma forma, como um alibi, para se distrair do Sagrado, então os problemas aumentam.
Os problemas são sempre, sempre, sempre, filhos do estado de consciência de um ser. Eu não tenho forma de criar problemas, se a minha consciência não os fizer. Se a minha consciência não os realizar. Problemas alimentam-se de consciência. Ou melhor, problemas alimentam-se de semiconsciência. Todos os nossos problemas nasceram num momento de semiconsciência. Nós não estávamos plenamente conscientes. Não estávamos usando o máximo do nosso potencial. Estávamos usando uma parte do nosso ser. Todos os nossos problemas são filhos dos nossos estados de consciência. Nada de novo.
Agora, o que está à nossa frente é aprender a nada fazer, isto é, a não mexer uma palha sem trabalhar o alinhamento. Sem trabalhar o ponto, o método, através do qual eu levo a minha consciência àquilo a que nós poderemos chamar a área-de-transferência do poder.
Nós temos uma vasta área - que nesta altura dos acontecimentos é completamente automática - na qual o ego, a parte exterior do ser, detém o poder sobre a vida dele. E esta área consome a nossa energia, a maior parte do tempo.
O trabalho, hoje, implica o indivíduo ficar concentrado o suficiente (e agora vamos repetir o último Encontro) na única vibração que ele conhece dentro dele, em que ele percebe o controle a ser transferido da personalidade para a Alma. Isto significa área-de- transferência.
Área-de-transferência é a região da consciência, raramente visitada, na qual o meu poder é entregue à Alma.
Mas isto já não é uma oração, nem uma meditação. Isto, agora, é uma concentração e uma permissão. Está infinitamente simplificado. Está simplificado: área-de-transferência é aquela região do ser, na qual eu me coloco para perder o controle. E portanto, para ser controlado. E nós usamos a palavra controle, como um substituto à palavra disciplina. Quando se diz que a Nova Era, a Era de Aquário, é a Era de S. Germain, a Era Violeta, a Era da Liberdade..., é a Era da Ultradisciplina Cósmica. Disciplina e liberdade, do ponto de vista Cósmico, são equivalentes. O universo não distingue disciplina e liberdade - por isso é que nós fizemos uma breve descrição de que a Energia de Instrução está actuando em vários níveis simultaneamente: desde a Walt Disney até às Ilhas de Luz, o Grande Instrutor está a usar todos os instrumentos disponíveis.
O nível de Instrução, a que nós temos que chegar hoje, resume-se em levar o ser, a consciência, àquilo a que se chama a área-de-transferência. Quando o ser está abaixo da área-de-transferência, isto é, quando ele não entrega o poder, ele actua erraticamente e de uma forma ineficaz.
É quando eu faço, ao minuto, o trabalho de transferir o controle da personalidade para a Alma, que eu passo a ser (como se disse no outro Encontro) vivido pela Alma - então eu estou sob controle. E quando eu estou sob o controle da Alma, diz-se que eu sou livre. Eu sou livre, porque atingi a condição de estar sob controle. Se eu ainda não sou controlado, eu não sou livre.
Porquê?
Porque tu és sempre controlado!
Se não és controlado por um, és controlado pelo outro! Mas tu és sempre controlado! Não há como não ser controlado! Se eu não estou a ser controlado pela Alma, pelo Operador no Centro, então eu estou a ser controlado por qualquer egrégora minha, ou colectiva. Mas o ser está sempre a ser controlado. O ser está sempre a ser usado. Vocês, nós, nós, em nível de personalidade, não somos nada! Nada!! Vocês não existem, como personalidade! Nós não existimos, não temos nenhuma existência!
Como jogo de forças, como corpos, nós somos veículos de força ou veículos de energia. Não há aqui mais nada! Não há mais complexidade. É isto: ou eu estou sendo um veículo de forças cegas que usam os meus Centros, os meus sete Centros, para me animar - portanto eu sou uma marionete de forças colectivas - ou eu estou aprendendo a entrar no controle, eu estou aprendendo a ser controlado ( que é uma expressão que ninguém gosta de ouvir, por isso é que ela está a ser repetida), eu estou aprendendo a ser controlado pela Luz.
É claro que isto tem regiões, tem transições, é gradual..., não é de um dia para o outro! Mas a escola, hoje, é este momento em que vocês sentem claramente que estão sobre controle.
E quase sempre quando a Alma adquire o controle da personalidade, nada do que a personalidade quer é real. Nada! Não fica nada! Tu és podado!
Então tu sabes que estás a começar a entrar nessa Energia Verdadeira, que estás finalmente a sair do nível teórico, quando te apercebes a ser integrado numa Vibração Majestosa, Vasta, Omni-inclusiva, Amorosa, Quente, Lúcida, Serena, e completamente desconfortável! É quando eu sinto desconforto da vastidão e a temperatura da impessoalidade Divina, que eu percebo que estou a começar a sentir o controle. Porque até lá, eu não me rodei o suficiente para servir a humanidade. Ainda estou a olhar para os Mestres, para a Hierarquia, para o caminho, para os Templos, para as conferências, para as idas, para as vindas, para..., eu ainda estou a olhar para objectos de interesse Espiritual. Para situações de interesse Espiritual.
É quando vocês vivem esta rotação, e em vez de ficarem do lado de cá tentando agradar ao lado de lá, e vocês começam a fundir nesse vértice superior, nesse zénite da consciência, é quando vocês sentem o zénite da consciência bem claro, que o indivíduo começa a servir. É o momento em que ele deixa de se preocupar tanto com Mestres e começa a se preocupar mais com o sofrimento da humanidade. Houve uma rotação. Mas nós já vamos aí.
A área-de-tranferência situa-se sempre no ponto mais Alto de Aspiração - que é para isto não ficar abstracto.
Onde é que fica a área-de-transferência? Como é que eu activo a minha área-de-transferência?
Como é que eu sou controlado? Como é que eu começo a ser um servidor? Como é que a Luz me usa? Como é que eu sou usado pela Luz?
Eu sou usado pela Luz no momento em que permaneço no ponto mais Alto de Aspiração. O tempo todo. E levar a consciência, o tempo todo, para o mais alto nível de Aspiração.
Então, vocês observem: isto não tem fim. Vocês só começam a ser controlados na máxima Aspiração. O cultivo, o culto de uma Aspiração a uma vida superior é a única forma de a Alma ancorar no indivíduo. A Alma não vai ancorar no sono; não vai ancorar no tanto-faz; não vai ancorar na ausência de ritual; não vai ancorar na ausência de disciplina; não vai ancorar na ausência de vontade; não vai ancorar só pelos nossos lindos olhos. Não vai!
A Alma vai ancorar no pico da Aspiração do indivíduo. É no pico, é no zénite da tua Aspiração que a Alma te entende, e tu entendes a Alma. Abaixo disso, é uma lamechisse! É tudo uma lamechisse!
O que é que eu quero dizer com lamechisse? Quero me referir especificamente à ideia mística que as pessoas têm de que Deus trata delas! E de que vai correr tudo bem!
Esta ideia de que acontece o que tem que acontecer, e é verdadeiro o que tem que acontecer, e o que não tem que acontecer não é verdadeiro..., isto só é real para o ser que está trabalhando a Suprema Aspiração. Para o ser que está vivendo na Aspiração a uma Vida Superior. Um ser que vive em Aspiração a uma Vida Superior é um ser para quem a realidade se transforma num símbolo. E num livro. Então, cada palavra é a palavra que tinha que estar à frente dele.
Mas até lá, até lá, há muito trabalho a fazer no plano da Aspiração. Isto é, no plano da reunião dos fogos de um homem em torno da Aspiração profunda. Em torno de uma coisa que sobe. De um núcleo que pede para ser guindado.
É necessário reunir as forças, os fogos, os corpos, a mente, o emocional..., reunir isto tudo num único núcleo. Num único vórtice. E entregar este vórtice lá acima. Como numa oferenda. Porque agora, como vocês devem ter reparado, não há mais oferendas abaixo do próprio indivíduo. Antigamente nós oferecíamos coisas ao Divino. Agora, Ele só aceita uma: que é o próprio indivíduo.
O novo trabalho é, com defeito ou sem defeito, o indivíduo se entrega.
Qual é a diferença entre defeito ou qualidade neste nível de realidade?
Não tem nenhuma diferença! Quer o indivíduo esteja todo aprumado, quer o indivíduo esteja todo desalinhado, desarranjado, psicótico, dissociado..., o Divino não quer saber do teu estado! O Divino quer saber da tua Aspiração! Do ponto de vista Cósmico, estados, estados, são coisas que se resolvem em segundos! Do ponto de vista psicológico, psicoterapêutico, pedagógico, psiquiátrico, o que vocês quiserem..., estados são coisas que demoram anos a resolver. Do ponto de vista Cósmico, estados resolvem-se em segundos! Assim a Aspiração de um ser se una à Ave Branca da sua Alma pairando.
Este novo trabalho, esta conquista de um ponto no qual vocês passam a estar sob controle, implica que o indivíduo, constantemente, leve o seu consciente, o seu pensamento, o seu emocional, o seu físico, o seu etérico, a sua vontade, a um ponto de profunda Aspiração constante. E reunido isto numa espécie de um vórtice, tu tens algo para entregar ao Divino. Não tem que estar bem! Nem curado! Nem alinhado! Ninguém tem que ser um exemplo para se entregar ao Divino! Frequentemente os exemplos são grandes fraudes! Frequentemente! Frequentemente é o outro, o que parecia que não era um exemplo, esse é que estava a fazer o trabalho secreto de Aspiração.
E é neste momento de Aspiração que vocês conhecem, que nós conhecemos a área-de-transferência. É na Aspiração que vocês começam a sentir o que é ser transferido. Viver a experiência da transferência do controle. Aspiração é esta tradução da confiança no Divino. E a capacidade que toda a criatura tem de se dirigir para o Criador. O canal está aberto. Sempre estará aberto.
Todo o ser criado tem um caminho de retorno. Todo o ser criado já tem, desde o princípio, o seu caminho de retorno. E este estado aspirante, este estado de pedir , de colocar a concentração, a atenção, a dedicação, no próximo nível que temos que viver - não nos níveis onde vivemos, mas no próximo nível em que temos que viver - e quando isto se começa a tornar um ritmo, uma respiração, quando isto ganha solidez, quando um indivíduo descobre que mais tarde, inclusive - porque isto como se cultiva - dá frutos. E mais tarde vocês percebem a Aspiração já a viver em nós.
Ou seja, essa Energia uma vez activada, ela ganha uma vida própria. Ganha um ritmo próprio. Depois por momentos, é o próprio fundo do ser que pede para aspirar. E o indivíduo tem que só deixar seguir aquilo que ele já pôs em movimento.
E neste nível, dá-se a substituição, na hipófise, da vontade humana pela Vontade Divina.
Então isto é totalmente pragmático! Não tem nada a ver com misticismo! Ou, então temos que dilatar a nossa percepção do que é que é misticismo.
Esta região aqui (região superior do crânio), é a região da vontade - portanto é a região do controle. Todo o nosso ser, todo o nosso ser, responde a esta região. E quando eu aspiro, eu estou ensinado as minhas células o que é o magnetismo das estrelas distantes. Quando eu aspiro, eu estou a fazer um tratamento magnético às minhas células. Quando eu aspiro, eu estou a purificar os meus canais linfáticos. Quando aspiro, eu estou a equilibrar os vários tipos de energias tal como vocês estudam na Medicina Tradicional Chinesa. Quando eu aspiro, os rins, o pâncreas, o fígado, o coração, os pulmões..., tudo isto reverbera numa nova dimensão.
Quando tu aspiras, o inconsciente profundo recebe por detrás, sem que tu tenhas consciência – da mesma forma que os florais de Bach actuam, sem que o indivíduo tenha consciência – o inconsciente profundo recebe um bálsamo vindo dos Anjos e dos Seres que estão encarregados de curar o teu inconsciente profundo. Ninguém cura o inconsciente profundo aqui, nesta dimensão.
E o que actualmente se pede é que o indivíduo aspire. Porque, quando ele aspira, por detrás da consciência dele, existe todo um bálsamo que atravessa as redes e começa a depositar-se lá no profundo e a transformar as bases instintivas dele. É um outro tipo de trabalho.
Então o que vocês têm hoje claramente aberto, claramente disponível, é este canal directo, através do qual a natureza de um ser vai respondendo ao mais alto polo que ele possa encontrar. À mais alta vibração que ele possa conhecer.
Porquê é que vocês acham que nós fomos informados, nós tocámos uma alta vibração? Porquê? Porque é que tomamos consciência de uma alta vibração? Porque é que uma alta vibração nos é apresentada?
Não é para nos torturar! Não é para nos dividir! Todos nós já fomos tocados por uma alta vibração. Isto significa que todos nós fomos tocados por algo que não é de cá. Não é humano. Nem tem que ser! Nem tem que se adaptar! Adaptar, é outra instrução. É outro nível de trabalho. E há sempre múltiplos níveis de trabalho, onde vocês encontram energia adaptada.
Mas quando o Instrutor, Esse Outro, vem com a Alta, a Própria, a Pura, Aquela que é directa, que não é adaptada, Ele está nos reverenciando, porque Ele está-nos dizendo assim: Isto é aquilo ao qual vocês já podem responder. Eu posso continuar a vir disfarçado de Walt Disney. Eu posso continuar a vir disfarçado de estória infantil, de ética, de Declaração dos Direitos do Homem, eu posso continuar a vir disfarçado do que vocês quiserem, mas se vocês quiserem, eu posso vir nu.
E nu, é quando o indivíduo é colocado perante uma Vibração Sublime! Uma Vibração Superior! uma Vibração que limpa! Uma Vibração que vem das Regiões Cósmicas, onde tudo está resolvido desde a Eternidade! E esta compreensão, e quando tu és colocado perante essa Vibração mais Alta, isto é uma escola de Aspiração. Isto é a forma que o Divino tem de dizer: Está aqui. Esta é a tua meta. Este é o polo a partir do qual, com o qual, tu te axializas. Este é o polo a partir do qual tu te vais aprumando. Este é o polo a partir do qual tu vais entrando na verdadeira imagem e semelhança. Lá, no criado à imagem e semelhança.
É sempre algo que nos parece inatingível. É sempre algo que nos parece impossível. É sempre algo que está, aparentemente, além do nosso alcance. Mas é a Coragem Cósmica – não a coragem existencial, não a coragem dos pioneiros, nem dos exploradores, nem dos aventureiros – a Coragem Cósmica de eu me relacionar com esse Núcleo de Vibração que eu já contactei, e de não me permitir adormecer para esse Núcleo de Vibração Superior, essa coragem, essa frontalidade perante a Força do Universo à minha frente, cura totalmente a personalidade.
E é porque um ser tem uma rotina nesse nível mais alto – que é o nível de Aspiração – é porque o ser retorna a esse nível de Aspiração, é porque o ser se habitua... quando a vida não faz sentido sem ser toda ela um ritual de Aspiração, então eu estou no ponto. Eu estou sob controle.
Quando as pessoas dizem: mas o que é que significa isso de sintonia axial? O que é que significa estar alinhado/centralizado? O que é que significa estar respondendo? O que é que significa o indivíduo aspirar constantemente ao que lhe parece impossível?
É estes seres terem a coragem de se relacionarem com o impossível. É quando um ser se relaciona com isso que lhe foi apresentado..., e o que é isso? Isso é o ponto mais Alto de consciência que o indivíduo consegue manter. É o nível mais Alto de consciência que ele conhece. É para aí que ele vai; ele coloca aí a consciência, fica aí..., e a Mãe Divina cuida do resto. A Mãe Divina cuida de levar os corpos à sua Verdadeira Imagem e Semelhança.
Então, porque é que a vida espiritual não funciona? Porque é que fazer trabalho de conferência não funciona? Porque é que a vida está exactamente na mesma durante anos?
Porque o indivíduo não faz o trabalho de Aspiração. Porque ele acha que alguém vai aspirar por ele. Porque ele acha que é protegido. Porque ele acha que há um guru qualquer algures, que ainda vai lá na jangada, in extremis, salvá-lo. Porque ele acha que não é preciso aspirar à mais Alta Vibração que ele já contactou. Porque ele tem uma impressão de que está dispensado de fazer a única coisa necessária, que é esta Aspiração, é este trazer a vibração do próprio ser àquele ponto, onde tu sabes que se ficas ali três minutos, entras em controle – passas a ser controlado pela tua Alma. Isto pode parecer abstracto para alguns de nós neste momento, mas não vai ser abstracto durante muito mais tempo. Porque estes protocolos de controle, a nível da hipófise, estão todos a ser alterados.
Quando o ser aspira, ele está trazendo todo o seu magnetismo, todo o seu amor, toda a sua vibração, para esta zona (região superior do crânio). Então vocês observam em muitas tradições do mundo, que a relação entre os seres num ambiente de sacralização é feita também através deste gesto – a colocação da energia neste ponto. É claro que agora, já não é para pôr a mão aqui. Não! Nós já não estamos mais na Era de Peixes. Agora é para todo o ser, todo o ser, vir para aqui. Já não é as mãos. As mãos é um Mudra. É outra época.
Foi-te apresentada uma Vibração. Procura-a! Foi-te apresentado um Código, uma Energia Superior. Encontra-a! Ela já está dentro de ti.
Foi colocado um Íman no teu ser. Um Magneto, um Íman, uma zona de magnetismo concentrado. E é porque eu me vou tornando uno com isto, que eu vou trazendo... realmente não há mais nada para dizer hoje. É isto. Eu vou dizer isto trezentas vezes. É porque eu me vou tornado uno com isto, coeso, alinhado, centrado, insistindo neste ponto e retornando... e quando eu não posso ouvir mais isto, continuo a ouvir..., e continuo...., que é para ver se eu saio da outra coisa, para ver se eu saio da coisa normal... acabou, não há mais nada para viver no plano normal... é aqui, é neste ponto, é neste nível aqui, é quando eu consigo permanecer nesse nível, quando eu aspiro, que a minha Alma pode começar a tomar conta da vontade. A transferência é feita nesta zona. Esta é a área-de-transferência. Se tivéssemos que a localizar no corpo, é bem aqui, na região superior do crânio, que é feita a transição entre a vontade humana e a Vontade Espiritual.
E o que é que acontece quando a Vontade Espiritual circula no campo energético de um ser?
Esse ser não mais é capaz de ofender. Começa bem! Mínimo, mínimo: esse ser não mais é capaz de ofender. Porque ele actua a partir de um ângulo que não é dialéctico. Esse ser não está mais interessado em convencer ninguém, em..., é outro ângulo!
Então, quando a Vontade Pura se começa a manifestar num ser, tu tens finalmente o casamento entre Potência e Inocência.
Como vocês observam, a nossa civilização é uma civilização que não sabe minimamente o que é isto: Potência e Inocência perfeitamente justapostos. Perfeitamente equivalentes.
Como é que eu encontro uma Potência Inocente? A Energia do poder é a energia mais fácil de perverter no planeta. Porque esta prova do poder é a última, é a última prova – num certo nível de instrução – é a última prova a que o indivíduo é sujeito.
E se o indivíduo não faz este trabalho de Aspiração constante, ele não sabe lidar com a energia do poder. Sabe lidar com a energia do amor. Sabe lidar com a energia da inteligência activa. Sabe lidar com a estética, sabe lidar com a harmonia, sabe lidar com a cura..., mas não sabe lidar com a energia do poder.
Vontade-Poder é aquilo que acontece, quando eu aprendi a transferir a minha pequena vontade para a Vontade da Alma. Então pode-se dizer que aquele ser é um ser de Vontade-Poder – que são os seres mais raros de se encontrar em pleno, hoje.
E porque é que se insiste de uma forma tão infantil e primária na Aspiração, como eu tenho estado a fazer?
Insiste-se na Aspiração, para que fique bem claro que o encontro com a Alma não é feito nesta dimensão. Não é nesta dimensão. Não é neste tráfego. Não é neste tráfego, aqui em baixo, que o encontro com a Alma é feito. Nem é em meditação. Em meditação, são feitas visitas. São feitos contactos intermitentes. Quando ela acontece!
O encontro com a Alma é feito por uma consciência contínua, por uma Aspiração contínua. É quando o indivíduo apresenta um estado contínuo, uma continuidade de consciência, que a própria Alma pode começar a transferir o poder.
E porque é que isto é importante?
Porque dentro de muito pouco tempo o planeta vai viver uma crise global de autoridade. E um hiato de poder e de autoridade à escala planetária.
E a forma que um servidor tem de equilibrar os hiatos de poder no planeta é tornar-se poderoso. É quando tu te tornas um centro de poder, e não apenas um centro de amor. Centro de amor é um tipo de trabalho. Centro de poder é outro tipo de trabalho. Nós lidamos muito – e então Portugal que é um país de Sexto Raio – lidamos muito segundo uma linha de Amor. O amor é a coisa que está o tempo todo... as pessoas confundem espiritualidade e amor, não sei se já repararam. Há amor? Então, o trabalho está feito. Nem pensar!
Estes seres têm que encontrar um triângulo equilátero entre amor, inteligência e vontade.
Porque basta que tu tenhas um corpo astral de Segundo Raio e que a tua Alma seja uma Alma de Segundo Raio, para já haver uma comunicação entre a Alma e o corpo astral profundamente fluída. Então, aquele ser liberta amor espontaneamente – porque há uma sintonia de Raios entre o Raio do corpo astral e o Raio da Alma. Isto é: se Alma é de Segundo, ou Quarto, ou Sexto Raio e o corpo astral acontece também ser, é perfeitamente natural aquele ser emanar amor. Donde que, dentro da aura do Mestre, ele não representa um problema de amor. Ele representa um problema de luz ou um problema de vontade.
E em Portugal, muito especificamente, a maior parte dos discípulos encarnados não representam um problema de amor. Devido à natureza de Raio do povo, devido à natureza de Raio do corpo astral – é Portugal e o Brasil, caso não tenham reparado – a facilidade com que os seres humanos se ligam, e se aproximam, e trocam energias, é fluída, de uma maneira geral. Depois as coisas começam a não correr bem. Porquê? Porque o Universo não é amor. O Universo é algo muito mais profundo. O Universo é amor, luz e poder. Ou seja: Vontade Divina.
E nós trabalhamos o amor, abrindo o coração e aprendendo que a guerra terminou. Se eu acho que a guerra não terminou, então a guerra não terminou. Eu não sou um fantasma para a guerra e a guerra não é um fantasma para mim. Qual guerra? Toda! Toda esta confusão que este planeta é há milhares de anos. Se eu acho que não terminou, então eu vibro num nível que eu alimento em algum nível; eu estou-me a defender e os seres que se defendem, cedo ou tarde têm justificado o seu instrumento de defesa, os seus aparelhos de defesa. Como se inconscientemente ele precisassem de atrair algo que justifica a defesa. E como o inconsciente tem uma força tremenda, então lá vem o projéctil para justificar que ele deve estar à defesa.
E como é que se trabalha o coração?
Aprendendo a abrir isto com base na consciência de que não há mais guerra. Se eu não vibro mais no nível do conflito, então o conflito é um fantasma para mim e eu sou um fantasma para o conflito. Nós não estamos mais na mesma dimensão. Se eu não vibro mais no nível do conflito, eu sou um ponto onde a Terra se encontra resolvida. E como o nosso coração foi feito para estar aberto, não foi feito para estar fechado, como o coração nada sabe acerca de estar fechado... tanto que quando nós fechamos depois começam as complicações... O nosso coração realmente nada sabe sobre estar fechado. Isso para ele é estranho. É profundamente ofensivo. Ele não sabe o que é. É uma agonia, viver com o coração fechado. As pessoas ficam cinzentas. O nosso coração sabe é de florir, é de emanar o seu perfume, é de encher o mundo de pétalas. Isso é o que o coração sabe. Isso é o que ele faz. Isso é o que ele quer fazer: chuva de pétalas. E trabalha-se esta capacidade de emanar a chuva de pétalas, desistindo totalmente da ideia de que vamos ser agredidos.
Se eu vivo em Aspiração constante, eu tenho de partida a Aspiração. Isto é, vontade de me unir ao meu Centro de consciência.
Que espécie de hiatos é que saem daqui? Que espécie de acção se liberta deste ser? Que espécie de transmissão acontece através deste ser? E porque é que eu deveria aspirar?
Porque o teu amor jamais estará completo sem a vontade. Se eu continuo a trabalhar exclusivamente segundo a linha do amor, eu faço um jardim, mas não um Templo. Templos manifestam-se em plena triangulação. É da triangulação que nasce o Templo. Para que isto ande para a frente, eu tenho que aprender a encontrar o meu triângulo. O meu equilíbrio: vontade, amor e luz.
Os mecanismos através dos quais tu és puxado para baixo têm sempre a ver com flertar, têm sempre a ver com sedução. Ou o servidor seduz os seus irmãos para a Luz, ou é seduzido para a inércia. Isto é simples: há um efeito de rampa, há um diferencial energético. Ou o servidor seduz os seus irmãos de caminhada para a Luz, ou é seduzido para a inércia.
E quais são as formas de sedução mais comuns?
É quando a família acha, ou começa a emanar a ideia de que o outro – que está alinhado e vive em Aspiração – acha que ele é superior. Ou seja, é quando eles lá em casa dizem: tu convenceste-te de que és superior, por estares a fazer isso, por viveres dessa forma.
Quando vocês ouvem a família a criticar um ser que está a fazer o trabalho interno, porque se está a isolar, ou porque já não é o que era antes, ou porque acha que é superior, vocês têm aqui alguns dos métodos, através dos quais toda a matriz de controle usa a própria família do indivíduo. Isto significa que eu tenho que começar a olhar para a minha família, não tanto através dos laços emocionais comuns, mas através de uma clareza, através de uma nova lucidez. Eu tenho que ver – e isto é extremamente difícil de ver para a maior parte das pessoas – que forças actuam através dos meus familiares. Isto é: tu dás um beijo no familiar e já estás te desligando do que ele está a dizer. Porque se não dás beijo não te podes desligar, porque ainda estamos aqui num processo que o amor não entrou. Mas eu preciso de estar completamente em harmonia no plano astral. No plano emocional. No plano de sentimento com os meus companheiros de caminho, mas estar completamente desligado de ter que agradar ou desagradar.
Nós no outro dia definimos que pureza é o indivíduo ser influenciado. Isto é, ele receber a influência do Divino e nada mais. Agora vocês observem as redes de influência que chegam até nós o tempo todo e vamos compreender de uma nova forma o que é que é o Trabalho de Purificação. Trabalho de Purificação não é mudar de vitaminas, ou mudar de método de distender o corpo, ou fazer um trabalho sobre a alimentação. Isso são coadjuvantes.
Trabalho de Purificação é o ser aprender a ser influenciado pelo Divino. É o indivíduo ser cada vez mais influenciado pelo seu Centro e cada vez menos pelo que vem de fora. Senão, não há pureza! Existem teses acerca da pureza! Mas a pureza realmente é esta influência directa do Divino sobre a consciência.
E estes seres com quem nós convivemos o tempo todo, no momento em que um ser – isto é muito importante em termos de engenharia de Ascensão – no momento em que um ser, numa família se eleva, ele criou um diferencial energético. Reparem, isto não tem a ver com o ser querer ou não querer. É uma Lei. É uma Lei. Se tu vives em Aspiração, tu estás a criar um diferencial energético. Um diferencial energético pressupõe um movimento de energia. Como dois pólos. Se pressupõe um movimento de energia, ou a energia média daquele ambiente sobe na direcção da Aspiração que tu estás a propiciar, ou produz uma resistência.
Então se eu faço um trabalho de Aspiração Profunda, todo o meu grupo kármico, todos os teus irmãos, começam a receber uma energia mais alta.
Isto significa que estamos sempre em grupo. Estamos sempre trabalhando de mãos dadas. Pareça ou não pareça, estamos sempre a trabalhar de mãos dadas.
Tu sabes que estás sob controle, porque tu vives de novo o estado de criança.
A sequência é: Aspiração Profunda e, no pico da Aspiração, a Alma começa a controlar a personalidade. Não na Aspiração sonolenta, enquanto não chega..., não! Na Aspiração Profunda, e no pico da Aspiração, lá no ponto fiel, límpido, em que eu realmente, sinceramente, estou pedindo para ser controlado pela minha Alma – porque se eu não peço para ser controlado pela minha Alma, então é outro trabalho – eu preciso de começar a pedir para ser controlado pelo Eu Superior. De forma a perceber a minha mão parar a meio e voltar para trás. Porque a metade do gesto foi feito pela personalidade distraída, e a outra metade já foi feita pela Alma. Então tu ias fazer algo que não era real e paras a meio do acto. Ser controlado vai a este nível. Tu estás constantemente a perceber uma Entidade mais Profunda a organizar os teus minutos, e a criar um sentido cada vez nobre e cada vez mais eficiente, falando em termos de energia, dos teus minutos.
E quando é que eu sei que estou sob controle? Quando o ser retorna à infância.
É quando este ser retorna a um estado de entrega e abandono e confiança na vida equiparável à infância. Então quando tu tens a criança, o poder pode descer. Sem a criança não há poder. Vocês nunca vão conhecer o que é Poder Divino sem se transformarem em crianças primeiro. É pela emergência da inocência – e o que é a inocência? – quando o controle da Alma substitui o controle da personalidade, nasce a inocência.
Então a Aspiração tem esta importância: ela começa por pegar num ser que está cheio de si, e vai esvaziando, vai esvaziando, vai esvaziando..., até que se dá a morte. Depois da morte, ele entrou na área-de-transferência através da Aspiração. Entrando na área-de-transferência através da Aspiração, dá-se uma Renovação. Desce o Poder da Alma que começa a controlar na hipófise e ele começa a ter a sua energia toda substituída nos corpos da personalidade. Uma vez feita esta assunção, há um renascimento. Quando o ser renasce, ele é uma criança.
E esta sensação, esta experiência de ser criança outra vez, de não ter nenhum controle pessoal sobre os acontecimentos, é a LIBERDADE.
A criança é a Suprema Disciplina. Porque a disciplina é um ritmo que nos vai integrando a uma Vontade Maior. Supramental. Supra-astral.
Quando se deu a substituição das vontades, quando tu já não sabes o que queres, quando tanto te faz, quando tu já simplesmente tanto faz! Quando tu entraste noutra, definitivamente, (claro que isto tem que passar pelos vossos filtros) quando tanto faz, então o indivíduo começa a sentir a criança a nascer dentro dele, a aproximar-se. E quando a criança se instala, tu estás disciplinado. E quando tu estás disciplinado, tu és livre. É muito simples.
Este circuito existe dentro do homem, porque o homem foi criado com a pré-figuração energética de todas as Iniciações. Vocês têm dentro de vocês todos os diagramas que a energia tem que percorrer que correspondem a todas as Iniciações. Estas coisas eventualmente fazem sentido (eu não sei, vamos ver se fazem ou não), mas estas coisas eventualmente fazem sentido, porque dentro de nós, isto já foi construído em Luz. Agora só falta viver. Isto é: nós não fomos educados para isto nesta encarnação – ou em três ou quatro encarnações anteriores. Mas ao seres criado, isto é colocado na Matriz da Existência. Está lá, no teu Ser Profundo. Ele sabe muito bem do que é que se está a falar.
Então, nós trabalhamos o Amor pela superação do medo. Na proporção em que o medo vai sendo dissipado, o coração automaticamente abre. Trabalhamos a Luz pelo amor à Verdade. Não há como um ser irradiar Luz, se ele não ama a Verdade. E trabalhamos a Vontade pelo amor ao Poder.
Agora, como é que se põe um grupo de Segundo Raio – como é o caso deste grupo, que é um grupo todo de Segundo Raio – a amar o poder? Porque, como vocês sabem, isto é uma frase extremamente... se isto é entendido em nível humano... Porquê? Porque nós só sabemos amar o poder em nível humano. Eu preciso de amar o poder em nível espiritual. Porque, é quando o poder se instala em ti, que tu deixas de ser um transmissor de ideias e passas a ser um transmissor de realidades. Sem poder, tu não transmites realidades. Transmites ideias. É o poder que transmite realidade.
Qual poder? O poder que se instala no ser após longos períodos de Aspiração a se unir ao Pai. Ou seja, o poder da Alma exprimindo-se através da personalidade.
E a forma mais simples que um núcleo deste tipo, um núcleo de Segundo Raio, tem – que é um núcleo de Amor-Sabedoria – a forma mais simples, que um núcleo de Segundo Raio tem para compreender como é que se ama o poder, é perceber que sem poder o amor é ineficiente.
E quando se fala do poder, é que quando o poder da Alma se começa a instalar em ti, a aura que tu conténs dissolve, dissipa esses elementais de baixa vibração.
Então aspirar é fundamental, porque sem Aspiração tu és uma vítima. Senão é feito esse trabalho de Aspiração, uma vez que o Segundo Raio está fortemente dinamizado, os seres passam o tempo todo a atrair forças involutivas. E como não têm contacto com o poder da Alma – porque não aspiram, porque não vão para a área-de-transferência – o resultado é passarem o tempo todo transformados em almofadas para alfinetes.
Então, nós estamos neste chamamento para a Aspiração, não apenas porque sem Aspiração constante tu não te moves para a frente, mas porque o campo não pode ficar estável sem um trabalho de Aspiração. Não há estabilidade de campo sem uma Aspiração constante.
A chave evangélica é: Aquele que se ajoelhar será exaltado. Esta é a chave de contacto com a energia do poder. Ajoelhar traduz-se, no contexto deste encontro, por Aspiração. Por Adoração e Aspiração. Aquele que se ajoelhar será exaltado. Ou seja, aquele que se ajoelhar receberá o campo luminoso mais potente. O campo que fará com que ele possa servir até ao nível da destruição. Ou da dissipação de força.
Para que Alma verdadeiramente se exprima através de um ser humano, esse ser humano deverá trabalhar estes três aspectos em grau equivalente. Sabendo que, quanto mais encontra este triângulo, mais sai do Segundo Raio planetário e entra no Segundo Raio Solar. Então tu estás sempre a trabalhar na linha do amor! Sempre! Este triângulo é Amor!
Quando eu começo a viver o controle, quando eu começo a perceber que sou controlado pela Entidade mais Profunda, eu começo a perder toda a pressa de fazer seja o que for, de dizer seja o que for..., eu deixo de ter motor próprio. A vibração não se organiza a partir da personalidade. Quando eu trabalho dentro do controle da Alma – e como nós vimos, eu trabalho dentro do controle da Alma se eu aprendo a aspirar profundamente. É automático – quando eu trabalho dentro do controle da Alma, eu perco toda a ansiedade por fazer, dizer, falar, exprimir, conquistar, arrumar, comprar, vender, insistir..., tu deixas de ter qualquer motor excêntrico, centrífugo dentro de ti. Não há mais velocidade centrífuga. Tu ficas neutro. Alinhado. Exacto.
Então o indivíduo sofre, porque ele não aspira! Vamos tirar esta trave dos nossos olhos! Todos nós! O indivíduo sofre, porque ele não aspira! Porque no nível Profundo de Aspiração não há sofrimento! Olhem bem! Lá na Aspiração Profunda, o sofrimento não entra! Nenhum sofrimento! Se eu fico na aspiração superficial, eu aspiro e sofro!
Mas quando o indivíduo entra no Grande Circuito e quando ele percebe o que é esse Dom que o Supremo colocou no nosso ser, quando ele percebe que Dom é esse, o sofrimento não permanece. Porque a Aspiração vai começando a tomar conta do corpo astral, e o corpo astral não pode vibrar coisas opostas simultaneamente.
Então este sofrimento existencial das pessoas por não encontrarem plenitude em nada, é a forma que o Pai tem de dizer: acabou o tempo de brincar com os meus brinquedos no jardim. Eu estou te chamando para o Templo.
Belém, 7 de Dezembro de 2001
(Transcrição por Emília Simões)
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O Caminho
Enquanto os níveis humanos de um ser pertencem à superfície da terra e aprendem os assuntos e as metas vibratórias estabelecidas pela escola que corresponde à superfície do planeta, enquanto os níveis humanos de um ser pertencem à superfície da terra, o teu nível interno, a tua vastidão interior, a tua vasta, oceânica existência, desconhecida além do consciente..., esta esfera de Luz que reside em nós e dentro da qual nós existimos (é uma ambivalência do ponto de vista espacial, mas é assim: é uma esfera de Luz imensa, dentro da qual nós existimos e, porém, numa primeira fase temos que a procurar dentro de nós), esta Mónada, ao se autodoar à evolução planetária, ela é integrada a uma civilização oculta da Terra. Então, nós não somos apenas seres multidimensionais, mas somos, igualmente, seres multicivilizacionais.
O Eu Consciente é a parte do nosso ser encarregada das coisas da Terra, das coisas da superfície da Terra. Mas os níveis Profundos, esses níveis da Vastidão Interior, a eles pertence o Reino da Terra Oculta, o Reino Interno da Terra. Então, nós em nível consciente, isto é, em nível sub-cerebral, aquilo que em nós está abaixo da estabilização neurológica produzida pelo cérebro, em nível consciente, nós somos terrestres de superfície. Mas em nível supra-cerebral, nós somos todos, para começar, Intraterrenos. E, em nível Cósmico, todos nós somos, como é óbvio, como é sabido, Filhos das Estrelas!
E, um trabalho actual, um trabalho pioneiro, um trabalho novo, uma egrégora que vise apanhar o fulcro, o ponto onde o Logos está iniciando uma nova instrução sobre a sua humanidade, onde o Logos está iniciando uma nova educação da sua humanidade..., um trabalho actual, é o trabalho que nos dignifica nos níveis Profundos; é o trabalho em que nos é proposto um olhar além do que nós somos, como habitantes da superfície da terra. É um trabalho em que o ser tem oportunidade de vibrar acima da vibração comum terrestre e fazer isso em uníssono com outros seres. Donde que, um trabalho actual, isto é, um trabalho que não tem como vocação substituir-se aos trabalhos de nível psicológico, psicoterapêutico, astrológico, analítico, mental ..., (embora reconheça a utilidade do trabalho de todos esses níveis), é um trabalho, que tem como aspiração ir com o vento! Um trabalho que tem como aspiração mover-se pelo vento! Ou seja, contribuir para perceber qual é o estímulo consciente mais Alto que um ser humano pode receber em equilíbrio, em crescimento, em expansão, sem que esse estímulo mais potente, mais profundo, mais alto não colida com o seu equilíbrio psicológico, não colida com seu equilíbrio psico-afectico, mas um trabalho que realmente busque apanhar o ponto em que o Logos deste Planeta está a tentar beijar a sua humanidade, está a tentar tocar a sua humanidade e levá-la para um novo patamar. E isto chama-se ir com o vento.
Um trabalho que vai com o vento, é um trabalho no qual os seres perdem massa, os seres perdem gravitação, os seres perdem bagagem, os seres perdem fórmulas, perdem fórmula, os seres perdem previsão, planeamento..., e, contudo, nunca o ambiente desce a níveis inframentais, isto é, nunca o ambiente se permite tocar o supersticioso.
Um trabalho que vai com o vento, portanto, um trabalho que tem como ponto de partida o Intuitivo, a todo o momento, pela qualidade vibratória, ele dignifica a mente. Ele honra a mente, ele dignifica o emocional, ele honra o equilíbrio psicoafectivo das pessoas. Simplesmente, é um trabalho que precisa de perder bagagem, bojo, perder lastro, de forma a que a ambiência como um todo, seja a de crianças leves, descalças, transparentes, que estão no mistério, na descoberta, na atitude prospectiva (não retrospectiva), aprendendo a amar o toque da Luz no momento em que ele acontece.
E a Lei, para que um grupo se estabilize no nível Intuitivo, é ele não ficar criando vibração, agitação, interesse, depois da Luz ter tocado. É um trabalho, saber ser tocado pela Luz e já está indo..., e é tocado e já está indo ..., e é estimulado e abençoado e já está superando-se a si próprio. Isto é: é um trabalho que, constantemente, deixa para trás o que correu bem no dia anterior. É um trabalho que não faz escola. Que não pode ser sistematizado. Não, no sentido em que a palavra sistematizado é utilizada.
Ir com o vento, que é uma expressão que classifica o nível Intuitivo, não significa que o indivíduo fique a apanhar sol à espera que o Anjo da Guarda dele lhe traga um pergaminho... Significa que este ser tem os seus níveis humanos bem arrumados, ou arrumados quanto possível, mas que está aprendendo a se desapaixonar dos seus níveis humanos, está a aprender a entregar os seus níveis humanos a Quem sabe mais, a Quem sabe mais acerca do homem, em Quem conhece mais o segredo, a chave da harmonia humana, mais do que o próprio homem. É um ser que está aprendendo a entregar o homem em si, ao Divino em si. E, é porque eu vou aprendendo a entregar a minha parte processual, a minha parte dialéctica, a minha parte de contraste e reacção ao meio ambiente e a tudo o que vocês já sabem..., é porque eu estou aprendendo a entregar essa parte, a Quem sabe mais sobre o homem, que eu tenho direito, que a Lei me permite ficar estabilizado no nível Intuitivo do Ser. E, ao mesmo tempo, eu vou sentindo esse toque da Luz, esse toque da Clareza, esse toque da Leveza, esse toque inexprimível do Ser Interno!... E o toque acontece, e eu sou transformado pelo toque, eu sinto esse toque, esse insight, essa realização súbita, essa iluminação pequena, rápida, profunda e súbita, e já estou soltando aquele insight, já estou largando..., porque vem mais...
Isto são duas chaves importantes, para que um grupo aprenda a estabilizar-se no nível Intuitivo:
Primeiro, ele tem que perder carga, perder bojo, perder carreirismo, perder noção planificada, perder projecto... Um grupo Intuitivo é um grupo que não tem projecto; é um grupo que não sabe para onde vai - sabe para onde não vai, mas como é um grupo Intuitivo, não tem a mínima noção porque é que está ali. Porque, se tem alguma noção, é um grupo mental superior, é um grupo filosófico... É um grupo filosófico de alta qualidade, mas é um grupo filosófico! Um grupo Intuitivo não sabe, não vê, não escuta... (é como aqueles três macacos...) O grupo Intuitivo está neste nível de vibração. Este é o nível de vibração em que o grupo é levado pelo vento, e não pelo cristal mental, e não pelo organizador mental. Nós podemos ser profundamente anciãos, em termos de experiência terrestre, até ao mental superior; nós podemos, mesmo, ser anciãos: nós podemos ter netos, podemos ter património, podemos ter formação, podemos ter maturidade, podemos ser já seres batidos pela existência..., o que vocês quiserem ... Mas isto pára, no mental superior.
Porque, quando eu entro no nível Intuitivo, eu sou só posso ser uma coisa: um menino, uma criança! Ninguém sabe nada no nível Intuitivo. O nível Intuitivo é comparável a uma membrana feita de Luz, que vibra acima do cérebro o tempo todo, e a que se chama o Plano Causal, e que é claramente representado, nas iconografias tradicionais, pelo Cálice. Por essa antena parabólica encarregada de receber.
O nível Intuitivo é totalmente feminino. Eu posso ser um herói épico até ao mental; porque, todo o herói épico, todo o capricórnio, todo o que sabe, todo o sábio, chega ao nível Intuitivo e, ali, é uma menina de seis anos de idade! Toda a gente! Toda a gente fica menina com seis anos de idade no nível Intuitivo!
Isto é, o ser e o grupo a que ele pertence, têm de desenvolver uma qualidade totalmente feminina em termos subjectivos, em termos internos... Ele pode ser completamente activo, yang, masculino..., o que vocês quiserem no nível processual, no nível operativo, perante as forças do mundo, e perante, até, o savoir faire do que vai aparecendo, à medida que os dias passam ...
Mas, no nível Intuitivo, não há nenhum esquema, não há cristalização. É o gotejar constante de um orvalho que precisa de ser deixado inominado, inclassificado, para poder vibrar sobre nós! Precisa ser deixado sem palavra, sem definição, lá, livre, no seu próprio plano!... E, aqui, todos nós somos crianças de cinco, seis anos de idade!...
Esta é a mensagem!
Quando grandes Entidades Cósmicas insistem em passar informação através de crianças, pastores analfabetos, como o que aconteceu em Fátima, em Garabandal, em Lourdes, etc., o que eles nos estão a dizer, não é que eles estão a mitificar a criança, ou que a criança é o caminho, que vamos ter que ficar infantis ... Eles estão a dizer, que é no Plano Causal que se recebe a Verdade! Não no mental. É isto que significa a Virgem falando aos três pastorinhos. É no Plano Causal, isto é, é onde nós somos sempre crianças e é onde a vida é fresca, é onde a vida não pode ser repetida, porque nasce nova a cada momento..., é neste nível, que nós podemos saber o que é verdadeiro a cada minuto; o que é real a cada minuto. Claro, que isto implica, falando do ponto de vista da parte terrestre do nosso ser, isto implica um desbloquear dos centros, uma abertura do coração..., aquilo que os terapeutas falam o tempo todo.
Mas o trabalho é eu aspirar a viver nesta parabólica, nesta antena receptora sobre a minha mente. O trabalho é eu estar neste nível, como uma criança, brincando ao calor do Sol da minha Mónada! (Só espero que isto não vos pareça demasiado poético, porque isto é mesmo assim!...) Eu preciso ficar este ser leve, transparente, despojado, totalmente confiante, porque há um Pai que olha... E se eu faço apenas um trabalho mental, eu vou viver com sentimento de desprotecção, porque a protecção não está no mental! E se eu faço apenas um trabalho emocional, eu vou viver com um sentimento de desprotecção, porque não há protecção no emocional! E se eu faço apenas um trabalho físico-etérico, o que hoje já seria uma coisa um bocado Lemuriana, eu continuo com sentimento de desprotecção.
Para que esta angústia, de um indivíduo se sentir exposto e desprotegido, seja removida, eu necessito de fazer um trabalho Intuitivo, eu necessito ir para o meu nível Intuitivo. Eu tenho que ter todos os dias um momento em que eu não sei NADA. Porque, se eu não tenho, por dia, cinco minutos de total ignorância, eu não aprendo a vibrar no Intuitivo. Eu fico prisioneiro no mental. Eu fico prisioneiro no emocional. Eu fico prisioneiro no físico-etérico. Eu necessito de ter uns minutos por dia - cada um terá a sua medida - em que eu não sei nada!! Eu preciso de ter o sabor de não saber coisa nenhuma!... E de não reagir a coisa nenhuma!... Eu preciso de encontrar esta ignorância em mim. Porque, se eu não encontro esta ignorância básica, esta ignorância fundamental, não há acesso ao nível Intuitivo. Isto é, se eu não encontro estes cinco minutos de profunda ignorância, não há Sabedoria. (É claro, que esta palavra “ignorância” tem que passar pelos vossos filtros todos, com as aspas que vocês entenderem.) Eu fico na ignorância mental, eu fico na ignorância humana, terrena, que é toda sábia, mas não é a Outra Sabedoria. Eu preciso de ter esta experiência de criança, surpreendida, por uma Entidade Cósmica em cima de uma oliveira. É isto que eu preciso trabalhar na minha Consciência Profunda.
Um grupo, um núcleo de trabalho precisa de chegar a esta ignorância, isto é, a esta abertura, livre de samskaras, livre de sementes mentais, livre de vibração intencional, sem ter nenhuma intenção, senão a de ser um Vaso do Verbo. Esta é a única intenção admitida no nível Intuitivo, no nível supramental. Chama-se a isto, espiritualmente, ser como uma criança.
E quando é que eu sei que estou a fazer bem o Trabalho Intuitivo?
Eu sei que estou a fazer o Trabalho Intuitivo, quando me sinto completamente seguro para além de todos os meus receios. É quando tu não encontras mais o medo, que tu estás estabilizado no plano intuitivo. E, tu sabes que estás a fazer um trabalho de contacto com o nível intuitivo, isto é, que estás a deixar-te levar pelo vento, no dia em que aprendes a viver sem medo. No dia em que o medo não pode vibrar mais no teu campo energético. Não há medo acima do mental! Quinze centímetros acima do nosso crânio ..., e não há medo! São só quinze centímetros!...
E, é quando o ser aprende a viver fora da sua cabeça, fora do seu crânio, que ele descobre esta realidade aqui em cima, onde a Paz é tão sólida como um diamante. Sem fissuras! A fórmula perfeita! O comando! E, para que um grupo possa viver uma realidade Intuitiva, para que um grupo não se deixe prender numa realidade mental, emocional, física..., ele precisa de viver para além do crânio, para além da cabeça, para além daquele nível de saber... É quando o grupo chega ao estado de não saber, minimamente, porque é que está ali. É quando ele chega ao ponto de ficar completamente entregue, sem saber o que vai acontecer nos próximos cinco minutos. É nesta vibração que nós estamos realmente a navegar. Aqui, tu começas a sentir o Vento! Aqui, tu começas a sentir um Alento, uma inteligência autogerida, que não é uma inteligência mental! É brisa doce, eléctrica, das coisas Internas. Esta brisa, doce e eléctrica, que vem dos mundos Internos, vai renovando o Prato da Parabólica, vai sempre introduzindo uma Verdade Maior..., vai sempre sendo substituída, uma Pérola por outra Pérola... Porque, quando a mente percebeu uma coisa, aquilo já não é real no Plano Interno. Quando vocês, aqui em baixo, percebem: Ah, a tarefa é fazer um hospital espiritual para crianças com leucemia... vocês perceberam a tarefa aqui em baixo, ela é real aqui em baixo, mas ela já não é mais real nos Planos Internos! Os Planos Internos já estão a preparar outra coisa!...
A tarefa é o que não é, a tarefa é o que tu não apanhas, a tarefa é o que passa entre os dedos, a tarefa é o Vento... E tu sentes a vida a regenerar, quando a tua personalidade é descongestionada, pelo facto de tu teres atirado a tua consciência bempara fora do crânio, bem para fora da pessoazinha, bem para fora disto aqui ... É quando eu jogo a consciência no Infinito, que a minha personalidade começa a descongestionar-se. Porque, enquanto eu estou interessado na minha personalidade, ela está congestionada..., eu tenho uma lente que está a fritar os meus próprios veículos!
A lente de um iniciado, a consciência de um iniciado e a consciência de um discípulo, não foram feitas para estarem viradas para o próprio ser. Se tu já estás tendo a lente tornada transparente, não a vires para o próprio ser! Porque, se tu viras a lente Crística para o próprio ser, queimas os corpos! Saturas os corpos com mais energia do que eles precisam. Os teus corpos já estão a receber toda a energia que precisam! A lente da consciência tem que se lançar para o Outro, para o Homem, para a Humanidade e para o Infinito!... Esta lente precisa de ir para além dos próprios corpos, para além da preocupação consigo mesmo. Isto é simples: eu preciso jogar a minha consciência para longe de mim, para o alto. Eu preciso de explorar o funil, até eu chegar ao oceano. Senão eu afunilo e, quando eu afunilo, os corpos congestionam: a coluna não funciona bem, o sangue envenena, o sistema nervoso acelera, a mente não pára... Como é que a mente vai parar, se tu ainda achas que há alguma verdade na mente?Como é que queres que ela pare?... Como é que esta mente vai parar? Porque depois, as pessoas fazem meditação... claro, vivem o tempo todo a achar que há uma verdade mental e depois fazem meditação, para ver se acontece qualquer coisa... Enquanto eu achar que a minha mente contém alguma verdade, os meus corpos congestionam.
A mente pode conter soluções para situações mecânicas, situações logísticas, situações semânticas, situações linguísticas, situações didácticas..., é tudo material, é tudo matéria!... A nossa mente é óptima para logística. Para mais nada!
Eu preciso de ter claro, que a minha mente não tem verdade nenhuma. Que ela não sabe o que é a Verdade. Ela bem procura, mas não encontra. Eu preciso ter claro, que o meu emocional não sabe o que é o Amor. Ele bem procura, mas não encontra. A mente procura a verdade o tempo todo, o emocional procura o Amor o tempo todo, e não encontram. E depois o indivíduo põe a lente da consciência sobre os corpos..., e aquilo ainda aumenta mais..., e frita... E frita porquê?
Porque um ser, que está em contacto com o Eu Superior, é uma lâmpada, é um calor, é uma intensidade..., vocês são uma intensidade! Vocês são uma intensidade, vocês são térmicos, vocês são consequentes, vocês são radiação, vocês são palavra viva, vocês são Evangelho VIVO!... Vocês são intensidade, mas não para vocês mesmos! Eu sou intensidade, mas não para mim! Eu não tenho que me autointensificar! Eu não tenho que ficar nesse nível! Eu tenho que aprender a projectar o meu ser bem para longe dos meus corpos!... Eu tenho que me desabitar, eu tenho que me doar, eu tenho que me entregar, eu tenho que criar um espaço habitável – um habitáculo, para a Divindade residente tomar controle.
Eu preciso de explorar a forma, como eu permito ser-me controlado...
Então, nós estamos a usar esta expressão, o indivíduo lançar-se para longe, para além dos seus corpos, não para as pessoas ficarem alienadas e a bater com a cabeça nos candeeiros... Porque há sempre uma parte de nós que acha que é isso: eu lanço-me para fora dos corpos... fico num estado beatífico e bato com a cabeça num candeeiro... Tu lanças a consciência para fora dos corpos, porque o indivíduo está a aprender a Amar mesmo!... O que é Amar? É ser tudo! Ser tudo, é Amar!... Isto não vai produzir miopia, nem falta de navegação, nem falta de navegabilidade, aqui na terceira dimensão!... Nós não estamos a falar de fenómenos ópticos e objectivos, porque uma pessoa vai detectando a forma como as nossas mentes reagem ao que está a ser dito. Porque a mente quando ouve dizer uma coisa destas, entra um bocado em pânico...
O indivíduo precisa de se lançar, como um pássaro, para além da sua localização, da sua mente, do seu crânio, do seu local... Ele precisa de conquistar o espaço, à volta dele, acima dele, ao longo dele, para além dele... Isto é tão verdade, quanto o facto de que o próprio corpo físico está dentroda Mónada, não fora! Quando vocês entram numa escola mística o instrutor diz: Procura dentro de ti! A Mónada está lá no fundo... a Centelha está lá dentro, lá bem dentro... Quando se diz, Procura dentro de ti, isto é, procura numa dimensão Superior! Com o passar do tempo, à medida que o ser avança, tu começas a compreender que não há dentro, nem fora, que o próprio corpo físico, espacialmente falando, está dentro da Mónada, não fora. O nosso corpo vive in Mónada, no UNO, dentro da vibração Una, dentro da Mónada! Por isso é que, quando as Curas Espirituais começarem a acontecer, a sério, para além dos centros onde elas têm acontecido até hoje, como Fátima, Lourdes, Garabandal, etc., quando as Curas Espirituais começarem a acontecer, a sério, é quando o indivíduo compreender que o corpo está dentro do Espírito! Não é o Espírito que está dentro do corpo! Esta inversão é fundamental! Que é para eu começar a voar! Dizer que o Espírito está dentro do corpo é a antiga coisa, é outra instrução. Eu preciso de perceber, que nada existe fora do Espírito!
As Escolas de Cura Cósmica, que é um assunto que tem muito a ver com o nosso trabalho, são escolas que activam a percepção de que o corpo está dentro do Holóide, do Veículo Supremo, do Veículo Divino, da Merkabah. O corpo está dentro do Holóide, não fora! Isto significa que o espaço à nossa volta é Divino! E que pode ser activado, Divinamente! E há uma Entidade/Identidade Cósmica que nos envolve, inclusive, o corpo físico. A partir daqui, até à Cura Cósmica, é um passo!
Claro, que eu ainda vou trazendo energia de cima, passando energia com as mãos..., claro, porque isso faz parte da aprendizagem! Mas, quando o indivíduo percebe, que o corpo dele está DENTRO do Divino, está dentro da sua própria Mónada, não são precisas mais antenas transmissoras de energia! Aqui é uma realização do UM para o UM! É quando o indivíduo vê isto!
Um núcleo que está aprendendo a vibrar no plano Intuitivo, é um núcleo que funciona como um barco. Há um leme, há uma tripulação, há um casco, há um meio - um fluído no qual esse se move. Mas o vento é sempre apanhado numa direcção que não se conhece..., e tu não sabes, mais uma vez, quando ele sopra. Mas a atitude do núcleo, é manter a vela bem limpa, e estar a postos! Manter esta vela bem limpa, bem sem nenhuma intenção, sem nenhum projecto, nem nenhuma figura de estilo, sem nenhuma estrutura formal..., manter a vela limpa! Ou seja, o grupo encontra a sabedoria, quando assume a ignorância. É quando o grupo não faz ideia nenhuma, porque é que está ali, e porque é que magneticamente persiste, e porque é que descobre, e aprofunda, e cresce, e se desenvolve, mas sem saber porquê... É quando o núcleo está neste ponto, a que eu chamei ignorância, (por conveniência dialéctica minha, porque nós não sabemos se isto é ignorância...), é quando o núcleo está neste ponto, que começa a soprar o vento! E o núcleo é tão mais inspirado, quanto se conseguir manter assim, sem saber..., ir sendo..., ir vendo acontecer..., e ir observando o que só pode ser daquela forma..., e mantendo-se fluído, flexível, ágil... Não inerte, ágil! Então, estes dínamos do Intuitivo, a que as pessoas chamam Os Mestres Ascensos, estes dínamos do Intuitivo, vão passando as suas aragens e os seus centros de baixa pressão e alta pressão ..., e o grupo, pode-se dizer, que é um grupo Inspirado! Ele é inspirado, porque ele soube ir deixando para trás as vibrações mentais, as vibrações comuns. E soube erguer a sua aspiração, e manter a sua aspiração alta, ao ponto de receber esse combustível invisível que o leva para diante.
Eu não sei se isto se aplica necessariamente a este núcleo aqui. Isto é um trabalho universal; é real para os grupos em geral.
Antigamente, aquilo a que se chamava Iniciações, era algo que acontecia de uma forma diacrónica. A primeira Iniciação antecedia a segunda Iniciação; a segunda Iniciação antecedia a terceira Iniciação; e, assim, sucessivamente. Hoje, já não é assim. Actualmente, a preparação para as Iniciações e as Iniciações podem dar-se em simultâneo. Isto é, um ser pode estar a receber a primeira, a segunda e aspectos da terceira Iniciação ao mesmo tempo. Um ser pode viver aspectos da segunda e da terceira Iniciação simultaneamente. O que é que isto significa? Isto significa que um ser pode estar a nascer, a ser baptizado e a ser transfigurado, tudo ao mesmo tempo!
Recapitulando as Iniciações: Aquilo a que se chama a primeira Iniciação, o Nascimento, o Filho na Gruta de Belém, 25 de Dezembro..., aquilo a que se chama a primeira Iniciação, é quando tu sentes, pela primeira vez, que és vivido pela Vida. Que não és tu que vives, mas é a Vida que te atravessa! Em que tu te sentes expropriado da vida, sentes que não tens mais posse sobre a vida que te habita. Que a vida que te habita, que a vida que tu és, não te pertence. E, a parte consciente do ser, percebe que ele é vivido, que ele é respirado, que ele é atravessado, que ele é animado... É quando ele passa a ter, pela primeira vez, consciência de que é uma Alma! Consciência de que é Divino! Consciência de que a parte exterior nada sabe! Vida é esta pulsação dentro do ser! É tu sentires-te pulsado, vibrado, sem saberes como!... Isto é vida! O resto é coisa orgânica.
Nós estamos a falar de Vida! De tu sentires um Fogo no Centro do teu Ser, e este Fogo Sabe, e Vê, e Vibra, e Vai! Isto é Vida! Vida é o Fogo que vai! E o Fogo que sobe! Do qual nós somos instrumento! Certo. O Fogo Cósmico vestiu-se de homem. Pronto. O Fogo Cósmico vestiu-se de homem! Então, nós temos o Fogo Cósmico vestido de homem!... Mas é preciso um indivíduo não se impressionar muito com isto! É só o Fogo Cósmico vestido de homem!... Não és tu! Não és tu!... É o Fogo Cósmico vestido de homem!! É quando o indivíduo percebe, que ele é Fogo Cósmico, vestido de homem, que ele nasce. E, isto, chama-se a Primeira Iniciação! E afecta todo o físico-etérico. É quando o indivíduo percebe que ele é algo (nós estamos a ter cuidado em não adjectivar demais...), é quando tu és Isso, vestido de aquilo, então fala-se de Iniciação. Tu tens que aprender a ser Isso, não a ser aquilo. E isto faz-se por paixão! Por libertar a Luz e o Fogo de dentro de nós. Isto não é para uma elite... Isto é para todos os seres com capacidade para se apaixonarem! É para todos os que sabem o que é Paixão! Não é complicado. Desde que eu saiba o que é Paixão, eu sei o que é Iniciação... Simples! Se eu associo Iniciação à ideia de iluminação, subtracção, perca, sacrifício, anulação... aí, é outro registo: estamos no registo medieval... Eu preciso de perceber, que Iniciação, é quando eu elevo a Paixão ao mais Alto nível. Porque há uma Paixão alta - temos que falar um pouco geograficamente, se estamos a seguir os chakras. Assim como há uma paixão abaixo, há uma Paixão acima! O indivíduo só tem que redimensionar a ideia de paixão. Mais nada. Então, este indivíduo, que tem capacidade de se apaixonar e sabe o que é paixão intensa, tem capacidade de se Iniciar, de ser Iniciado. Porque, o amorfo não sabe disto. O puritano não sabe disto. O bloqueado nada sabe sobre estes assuntos. Só o homem de Fogo, o indivíduo que sabe o que é Paixão, é que pode alguma vez perceber o que é Iniciação. Estão completamente ligadas. Como?
Este Fogo que existe dentro de ti e, neste caso, o Fogo no tórax, não foi feito para ficar aprisionado. Porque nós temos Fogo em três pontos: no cóccix, no tórax, e no centro da cabeça. É aí que nós somos feitos de Fogo. Aí habitam Fogos. O Fogo da Mãe Divina habita o cóccix. O Fogo do Filho habita o tórax. O Fogo do Pai habita a região oculta, misteriosa, no interior do cérebro, ligada à pineal. Estes Fogos não foram feitos para ficarem aprisionados. Estes Fogos foram feitos para serem libertados. Mas, para serem libertados geometricamente, não para serem libertados de uma forma alienada. Eu preciso de ligar o cóccix ao coração, o coração ao centro da cabeça. Eu preciso de fazer este triângulo.
E feito este triângulo, regressamos a Santo Agostinho. Santo Agostinho dizia: Ama e faz o que quiseres! (Não é extraordinário, para um teólogo Católico?...) Ama e faz o que quiseres! Isto tem a chave da Paixão!
Eu necessito de me responsabilizar de que os meus Fogos são expressões de Amor! E são expressões de Vontade e de Inteligência! E são expressões de Intensidade! Sim! E é preciso ter consciência desta tripa realidade: Intensidade coccígea, Amor torácico e Vontade, no alto da cabeça. Senão, eu ando de roldão. Em vez de eu ser levado pelo vento, que não sabe de onde vem nem para onde vai, eu vivo de roldão, como os seixos debaixo da água com as marés. Que é onde a humanidade ainda se vai divertindo ultimamente. E este estado de ligar o cóccix ao Centro Oculto no tórax e à Vontade/Poder do Pai, este triângulo que nós estamos a aprender a fazer, liberta-te para a Paixão Profunda.
Então, este Amor que está dentro de ti, Ele não foi feito para ficar escondido. O Amor que vive dentro de ti, não foi feito para ficar escondido, para ficar guardado... O Amor que foi colocado em ti, Ele existe, não para ti, nem para a tua família, nem para o teu amante, nem para o cão, nem para o primo... O Amor que foi colocado dentro de ti, tu não sabes para que é que Ele existe! Porque, se tu sabes para que é que Ele existe, então voltamos para o nível humano. Eu tenho que entrar num nível de concepção, no qual eu sinto Amor e nada sei Dele. É neste nível que o Amor se liberta do karma, dos remendos humanos e começa a elevar-se. É quando eu não faço ideia para onde Ele vai! É quando eu começo a libertá-lo de mim, sem me preocupar com consequências. É quando eu liberto o Amor que existe no meu peito, sem estar preocupado com nada. É claro, que isto não se liberta, fazendo woodstock. Woodstock é outra fórmula. E também é uma fórmula razoável, mas não é esta fórmula. Esta fórmula é o indivíduo largar o medo de Amar! Renunciar ao medo! Porque o Amor não é uma coisa que tu queiras, não é uma coisa que tu faças. O AMOR é uma coisa que eu permito! Porque Ele já cá está todo! Eu só permito, ou inibo! A parte humana do ser não tem nenhuma hipótese de fazer o Amor! O Amor vem do Outro, vem lá de Cima! Vem do Divino em ti! E eu tenho que aprender a permitir o Amor: Eu permito que o Amor exista em mim! E uma vez permitido, então, Ele começa a libertar-se. Isto é uma coisa secreta, discreta, invisível, low profile, que se faz na quietude, que é aprender a permitir que esse Amor se vá libertando.
E quando o ser vê, que aquilo que era uma bica, que deitava um bocadinho de água no princípio do ano, a meio do ano já é uma fonte, e três anos depois é um caudal! Então, tu começas a perceber que estás a ser vivido por Energias de Raios, por Energias Cósmicas. Porque o Amor que foi depositado em ti, este Amor que foi depositado em ti..., porque é que Ele está aí? Vê lá!... Tenta lá perceber: o que é que ELE está aí a fazer? O que é que o Amor está aí a fazer? O que é que vamos fazer com isto? O que é que nós sabemos disto? Isto é nitroglicerina, isto é uma coisa perigosa!... Tenta perceber esse Amor! Sente!... Está aí!...É preciso não sofismar isto! Está aí..., sente o Amor no centro das tuas omoplatas!... Isto, nós não sabemos o que é!... Não sabemos!... E, é isto aqui, que o indivíduo percebe, que é vivido! É quando tu percebes que isto flui, e pulsa, e é independente... Isto são Energias ligadas à primeira Iniciação. Que é quando o indivíduo sente que é vivido, que é habitado, que é usado por Energias Cósmicas. E só há primeira Iniciação, quando ele desiste de fazer seja o que for, com o Deus que o habita. Porque, se ele ainda acha que cura, e que passa instrução, e que é uma Sacerdotisa de Lys, e que é o braço direito de Ashtar Sheran ..., se ele ainda acha estas coisas, a coisa pára. Eles têm que parar um pouco, para ver se o indivíduo se esquece destas coisas. O máximo que eu posso fazer, neste nível de consciência, é permitir! Permitir!... Eu posso inibir..., ou permitir... E todo o Amor que tu permites, atrai mais Amor. E o canal dilata... vai-se expandindo...
Assim como nós temos acesso a realidades da primeira Iniciação, temos acesso a realidades da segunda Iniciação – o Baptismo. A primeira Iniciação tem a ver com este nascimento no centro do tórax. Tu sentes que és vivido! Isto não adormece mais! E, a primeira Iniciação propriamente dita, é quando a coisa rompe de tal forma, que o indivíduo não faz nada que aquela coisa não permita. Isto é a primeira Iniciação completa. Terminada. Isto não está longe... Não está longe! Mas, é como uma chama à chuva. É como uma vela à chuva. Eu tenho que ter cuidado com isto. Eu tenho que ir ao encontro deste núcleo de Luz e alimentá-lo com a minha atenção.
A primeira Iniciação começa no discipulado. Não naquele dia. Não, quando o indivíduo é levado durante a noite à presença dos Mestres. A primeira Iniciação é o nascimento de uma Luz em ti, que pulsa! E tu sentes que Ela pulsa. E tu sentes que tu és essa Luz. E aquilo que até então chamavas “eu”, não é mais. Tu deixas de ser um aquilo e passas a ser um Isso. É quando eu me sinto um Isso, que eu começo a sentir o que é Vibração Iniciática.
A segunda Iniciação chama-se Baptismo. E, antigamente, as pessoas viviam a primeira e depois viviam a segunda. E, actualmente, está-se a viver ao mesmo tempo a primeira, a segunda e a terceira Iniciação. Simultaneamente. Isto é novo. Esta informação é relativamente nova. Os indivíduos estão a receber a primeira, a segunda e já há aspectos da terceira a serem preparados. Nós começávamos a primeira Iniciação, não na noite da Iniciação exactamente. Mas meses antes. Anos antes, às vezes. Durante o discipulado. Isto significa que eles estimulavam a chama da Alma dentro de nós. Estimulavam o Ser Psíquico e a sua Chama Orientadora. Uma espécie de Luz-Piloto dentro de nós. Eles estimulam-na e vão verificando como é que eu, humano, respondo a essa estimulação. Eles estimulam num grau; e depois, esperam seis meses para ver como é que um ser responde àquela estimulação. Se ele vai ao encontro Daquilo que ele descobriu Vivo, dentro dele, Eles estimulam mais. Se ele não vai ao encontro, Eles param a estimulação, até que o indivíduo se tenha tornada assíduo, fiel à vibração que ele descobriu dentro dele. Isto é preparação para a primeira Iniciação.
Portanto, é um indivíduo não perder tempo a julgar actos humanos. É ele não perder tempo a fazer de juiz dos outros. É ele não perder tempo a olhar para o lado, e usar a energia do dia, que é preciosa para ir ao encontro dessa Vibração Nova, que nasceu dentro dele. E ficar ali..., consciente, vibrando, respondendo, cuidando... E, aí, é como uma vela à chuva! Durante essa etapa. Uma vela à chuva, significa que a chama pode apagar-se ou diminuir gravemente. Então, precisa de protecção.
Esta segunda Iniciação - o Baptismo - é um processo de lavagem completa do corpo emocional. Chama-se Baptismo, porque um indivíduo recebe as Águas que correspondem à vibração do sentimento de Deus. Recebe-as no alto da cabeça, continuando com o ritual de S. João Baptista; ele recebe essas Águas no alto da cabeça, como um Nome. Daí Baptismo. O Verbo vem até ale como Água, como Amor, como Sentimento. E isso traduz-se no corpo emocional, através da Energia da Paz.
Do ponto de vista do dogma Católico, o indivíduo é reintegrado ao Edifício Original da fundação da Escola Terrestre. Isto, no Baptismo físico, no Baptismo do ritual Católico. E, quando a Igreja Católica estava ligada à Energia Cósmica (e esteve), aquela água era imantada com uma vibração Supraterrestre e, ao ser vertida sobre a cabeça, activava certos códigos, que reintegravam todos os veículos do ser a um determinado Veículo de Ascensão Colectiva, que era regido, e era mantido estável, pela Aura do próprio Cristo. Agora, não é mais. Não é por tu levares com um pouco de água na cabeça que a coisa acontece.
Este Baptismo, hoje, diz respeito a um ser começar a receber no seu emocional a energia da Paz. No Emocional. Não é estar em Paz. Não tem nada a ver com o estar em Paz. Tem a ver com SER PAZ! O emocional busca profundamente esta Paz. Toda a dinâmica emocional é a dinâmica de uma parte de nós, que parece não estar completa e que busca completar-se através de alguém. Até ao dia em que recebe a Paz. E isto é que é Baptismo. Baptismo é quando uma vibração Solar, vinda da nossa Estrela local, é trazida pelos Anjos e é depositada como uma Água purificadora no corpo astral! E o corpo astral conhece uma Paz Profunda! Baptismo é quando tu deixas de sentir o vazio. A mente pode continuar, mas o emocional já se aquietou. Claro, que eles são interdependentes. A mente pode desestabilizar o emocional e o emocional pode desestabilizar a mente.
Mas, na segunda Iniciação, no Baptismo, o que desce é o Amor de Deus de uma forma tão profunda, tão perfeita, no nosso emocional, que a resposta do emocional é a Paz. Paz para sempre! Um iniciado de segunda Iniciação é uma pessoa que irradia Paz o tempo todo. Quer queira, quer não queira. Já não faz parte de um exercício consciente dele. Não há mais meditações para ficar em Paz. Isto não tem nada a ver com antistress, nem conforto psíquico. Isto aqui, é o fim do emocional. Como é que se chama a morte do corpoemocional? PAZ! Quando o emocional é absorvido na Alma, a experiência é a experiência da Paz. Quando o físico-etérico começa a entrar em ressonância com a Alma, a experiência é de seres habitado. Tu sentes uma vibração pulsar em ti. Na estabilização da primeira Iniciação, é como se essa pulsação no centro do tórax, (que é o tal menino que nasce na caverna) um dia, não vá mais embora! Fica totalmente estável! Esta primeira Iniciação é quando tu sentes este Bebé nascer em ti, e o indivíduo não quer viver sem sentir isto. E antes, tinha que haver esta rotura, muito forte; e, portanto, esta Iniciação, em que o indivíduo criava espaço e o Divino se instalava (por isso é que há provas iniciáticas, para ir observando se o indivíduo cria espaço para Aquele que vem), o Divino instalava-se e passava-se à segunda Iniciação - que era transformar o corpo astral.
Ou seja: o elemental Água no teu ser, as emoções, eram integradas, fundidas, à vibração da Alma. Hoje, está-se a fazer as duas ao mesmo tempo. Isto é: vai haver muitos seres, especialmente os que têm tarefas para assumir à medida que a situação planetária se deteriora, que vão receber a primeira e a segunda Iniciação em simultâneo. E alguns vão receber a segunda e a terceira Iniciação em simultâneo. Depois, a partir da terceira é diferente. Isto é, eles sentem que são habitados, sentem uma vibração a pulsar e, de repente, um dia, o emocional é absorvido numa Paz que não tem retorno. Chama-se Baptismo, quando tu recebes uma Água que vem do Alto, isto é, esta Paz total, que absorve as oscilações emocionais. E, é quando um indivíduo, um dia, acorda e sente esta Paz a anunciar-se, que ele sabe que também há preparativos ligados à segunda Iniciação. Isto é: quando ele sente que algo o transcende e pulsa nele, ele começa a perceber a primeira Iniciação. E quando essa Paz total começa a anunciar-se, ele percebe a segunda Iniciação - O Baptismo.
Então, um grupo, um núcleo, serve para nos ir libertando de toda a bagagem que auxilia estas descidas, estas estabilizações vibratórias, estas revelações dentro de nós. E, actualmente, as Iniciações vivem-se em grupo. Não individualmente. Actualmente, Eles fazem passar por essas mudanças vibratórias, grupos de 50, grupos de 100, grupos de 200, grupos de 20, grupos de 10..., todos ao mesmo tempo. E eu preciso de compreender que, quando se fala de segunda Iniciação, portanto Baptismo, e se diz que a vida astral/emocional é absorvida na Aura da Alma, é absorvida no campo vibratório da Alma, eu preciso de compreender isto, como a chegada da Paz.
Agora, a pergunta é esta: Tu estás pronto para a Paz? Ou a Paz ainda te assusta e tu sentes necessidade de a repelir? Eu tenho medo da Paz? Eu aceito a Paz? Eu aceito viver em Paz? ...
Porque isto não pode ser uma violência. Isto não pode vir como uma violência, vocês entendem? Não pode vir como uma coisa que interfere na nossa liberdade... Eu estou preparado para a Paz, ou a Paz , de alguma forma, me angustia? Porque o Outro pode chegar e dizer: Eu Sou a Paz, Eu dou-vos a Minha Paz, fiquem com a Minha Paz... E nós pregamo-lo numa Cruz, não é?! Então, é porque nós não estamos preparados para a Paz. Então Ele volta. Ciclicamente. E agora, o segundo Raio, Esse Amor Total, que é o que vai, no fundo, curar o nosso corpo emocional, Ele vem e diz outra vez: Eu Sou a Paz, fiquem com a Minha Paz... E o problema é: Como é que eu me relaciono com a hipótese da PAZ TOTAL? Como é que eu me relaciono com isto? De não mais sentir o universo a partir da fricção? De não mais sentir desejo, mas apenas aspiração? E de perceber uma Paz maciça, compacta, descer no meu corpo emocional? Eu estou preparado para a Paz? Em que grau é que eu me abro para receber a Paz? Ou será que, como é no caso de algumas pessoas, eu, inclusive, tenho medo da Paz? Porque o que nós gostamos, é de alternância, contraste, telenovela...
A Paz é como um deserto! Será que nós estamos preparados para o deserto? Para a Vastidão, para a Majestade, para a Solenidade, para a Quietude do deserto? Isto, é: será que nós estamos preparados para a segunda Iniciação? Porque o ser diz: Ah, eu quero, mas eu não consigo ... A pergunta, aqui, é outra! Não é se tu consegues, ou não! A pergunta aqui é, se tu estás preparado, ou não! É outra pergunta. É se um indivíduo aceita essa plenificação do emocional, a partir do Centro Psíquico, como uma floração luminosa, branca, que toma conta da sua vida emocional. Ou seja: será que eu realmente quero a Paz, ou ainda estou pedindo mais uma voltinha no carrossel? Será que realmente eu estou preparado para ajudar o Cristo? Será que realmente eu quero ajudar as Hierarquias Cósmicas Superiores? Ou ainda preciso de mais algumas experiências, contrastes ..., porque isto parece insípido?...
Quando a Paz vem, tudo o que é palato emocional começa a achar a coisa um bocado insípida. Porque nós temos o hábito emocional da fricção, o hábito emocional da discussão, o hábito emocional da guerra... Porque o Marte, no indivíduo em Paz, esta energia astrológica, ele é transferido para um nível muito interno. Uma forma simples de perceber se eu estou preparado para a Paz, ou não, (o que eu vou dizer é um pouco demagógico; filtrem...), uma forma simples é eu fazer um jejum de televisão durante três meses. E aí, o indivíduo vê se está preparado para a Paz, ou não. Vê bem o que sai da tua vida! O zoológico que sai da tua vida!... Agora, eu posso não quer viver sem zoológico!... Então, eu não estou preparado. É óbvio, por isso é que eu disse que isto era demagógico, porque é óbvio que, não é porque um indivíduo pôs a televisão de parte, (até pode fazer isso por ambição...), não é por aí, que tu vês se estás preparado para a Paz, ou não. O processo é muito mais interno. Mas, ao renunciar uma série de contrastes e aceleradores do astral, (porque nós não temos uma televisão muito mental, caso vocês tenham reparado... É uma televisão eminentemente emocional), se eu posso fazer o exercício de não ter aquele acelerador astral durante três meses, então, provavelmente, eu tenho uma certa abertura para a Paz. Em nível Profundo. Dito isto, a televisão não tem importância nenhuma. O exercício da televisão em si, não tem importância. Só que isto é dito para o indivíduo perceber o que é que significa PAZ! E é perceber, até que ponto, ele está viciado em induções de adrenalina vindas de fora. É perceber, até que ponto, é que ele está viciado em contrastes para sentir que existe. Até que ponto, é que ele está viciado em lutas, em conflitos, em conflitos radicais, em extremismos, para sentir que existe. Até que ponto, é que ele está viciado em informação que ele simplesmente não processa. Informação, que ele não pode processar, porque é informação a mais. E, quando o indivíduo está a processar o que vem de fora, não está a processar a informação que vem de dentro. A maior parte das vezes.
É quando eu olho para um deserto que não tem oásis, mas que também não é escaldante, que não é dramático, mas também não é insípido...., é quando olho para um vasto deserto branco, cuja vibração é totalmente plena, e cujo o toque em mim é de uma serenidade estável, de uma serenidade ultralúcida e estável, que promove uma generosidade afectiva, proporcionada à realidade de cada momento - nem excesso, nem defeito - a vibração de Amor que cada momento precisa, é quando eu aceito este deserto de equilíbrio, sem cor, sem pedrinhas coloridas, sem nada para brincar... Como é que tu queres ter Paz, se um indivíduo ainda confunde brincar com Liberdade? Depois, vem o Brincar Cósmico, Sim! Mas, este pequeno brincar, não é Paz! É brincar!... É quando o indivíduo aceita este vasto deserto de Paz, e aceita que chegou ao fim da caminhada como guerreiro..., porque é assim: estar em guerra é produzir ruído com o emocional! Não precisas de ir para a guerra, lá, para a outra guerra. Basta eu produzir um ruído com o meu emocional e eu já estou a contribuir para a guerra terrestre!
Paz, do ponto de vista Cósmico, é quando eu vibro de acordo com a Alma. O tempo todo. E portanto, a Vibração que sai de mim, Ela é proporcionada, ajustada ao que cada momento verdadeiramente necessita. Não o que ele necessita segundo o meu mental. Não. O que ele necessita de Dentro, vindo de Cima. A realidade Cósmica para aquele minuto. Isto é que é estar em Paz! Se eu aceito este deserto, este deserto de serenidade, que cria estabilidade, mas não tem cores, não tem cores a mais, não tem brinquedos..., é a vastidão apenas..., então, eu estou preparado para a Paz. Preparado para receber a segunda Iniciação. Nós não vamos receber a segunda Iniciação, enquanto repelirmos a Paz de nós. Enquanto eu repelir a Paz de mim, eu não posso receber a segunda Iniciação. Agora, eu preciso de perceber o quanto, por hábito, por condicionamento genético, por cromossomas, por ADN..., o quanto eu, ainda, tenho em mim que repele a Paz. E o ponto aqui (eu preciso de insistir nisto), não tem a ver com o facto de eu achar, se sou capaz, ou não! Porque isto aqui, não és tu que vais fazer!... O que é que eu sei sobre a Paz? Se eu não sei nada sobre o Amor, menos ainda sobre a Paz!... O que é a Paz? O que é a Paz?... É eu estar de bem com o meu vizinho, no bairro? É eu estar de bem com a minha família? Isso não é a Paz. É não ser agressivo? Isso não é a PAZ!...
PAZ é o 13º Raio, é a Síntese dos 12 Raios, é Energia Cósmica de Órion, é o Portal de acesso aos Universos Filho, à Energia Melchizedeck! Pax-Alfa-Ómega é o código de contacto com a ordem de Melchizedeck! Esta Paz não tem nada a ver com o estar de bem com o outro e não ser agressivo! É claro, que se eu sou agressivo, esquece! Então, é outro mundo. Esta Paz é uma outra realidade. E é esta realidade, esta vibração vinda dos níveis Melchizedeck, dos níveis de Instrução do Universo, que quer descer, através do canal Psíquico no centro das omoplatas, e espalhar-se pelo teu corpo! É isso que acontece na segunda Iniciação.
Agora, a pergunta persiste: Eu estarei preparado para ser traccionado para dentro das Piscinas Cósmicas de Paz? Para ser integrado à Lei do Hexágono? Para ser um Holograma do Adão Kadmon? Eu aceito um deserto sem contrastes em nível emocional? Um deserto que é só Amor? E que tem, obviamente, a sua ecologia, tem as suas texturas, tem as suas realidades subtis..., mas não tem nada a ver com o jogo de forças, que nós chamamos vida emocional! Não tem nada a ver! Por exemplo: se eu estou fascinado com o facto de estar triste, se eu vivo obcecado pela minha tristeza, se eu vivo enclausurado no meu drama..., será que eu estou disposto a renunciar à minha tristeza? Vê bem, o quão fascinado tu estás pela tua dor!... Será que eu estou disposto a entregar o meu drama e deixar de sofrer?... Vocês sabem que as pessoas não gostam de deixar de sofrer!... Enquanto elas tiverem a identidade da dor..., nem pensar! É como um bilhete de identidade. Será que eu estou preparado para isto? Para renunciar ao meu drama e finalmente me equilibrar? Aqui, é uma renúncia: renúncia à alegria, renúncia à tristeza, renúncia à dor, renúncia ao prazer, renúncia ao possuir, renúncia ao ser possuído, renúncia ao comprar, renúncia ao vender, renúncia ao apontar, renúncia ao ser apontado, renúncia ao insultar, renunciar ao ser insultado... Eu preciso renunciar a isto tudo!... Senão, nunca saberei o que é a Paz! Eu ficarei no nível de uma pulsação dentro de mim – primeira Iniciação. Mas este carrossel, esta ópera que nós fazemos com a nossa vida o tempo todo... Porque se um indivíduo não tem drama, ele acha que não existe! Se um indivíduo não tem tristeza, não tem lágrima no olho, ele já acha que não existe! E o problema não seria a lágrima no olho, porque a lágrima até pode ser Iniciática, como vocês sabem. O problema é este gosto, este prazer, que as pessoas têm, este deleite que as pessoas têm nas suas tristezas! É o prazer perverso que as pessoas têm no seu drama, no seu problema! É eles não perceberem, que tudo o que tu vives, no Plano Cósmico foi uma escolha. Aqui em baixo, não sei. No Plano Cósmico foi uma escolha.
Portanto, começa a pôr-te de pé e a assumir o teu lugar no Plano! E a sair desta condição infantil do querer ser feliz! Porque, enquanto eu quero ser feliz, eu nada sei da Bem-Aventurança. Enquanto eu quero ser feliz, eu estou em nível de felicidade, não estou em nível de realização Cósmica, não estou em nível de Bem-Aventurança! Enquanto eu quero ser feliz, eu não sei o que é a Alegria, com um A grande!
E é quando o ser faz isto com a mente, é quando ele renuncia à sua coisa..., é quando eu saio deste mecanismo, de que a razão dá-me algum direito, sobre seja o que for..., é quando eu entrego a mente, que eu vivo a terceira Iniciação!...
Isto não significa que ele vai ficar obtuso, nem que deixa de ter razão. Significa que, a expressão da sua razão, não é mais fundamental na sua vida. O que passa a ser fundamental na sua vida é a expressão da sua Energia Oculta! Isto é que passa a ser fundamental na sua vida! Portanto, é quando eu entrego a mente que eu vivo a terceira Iniciação. Esta é mais Alta! Ainda vai demorar um bocadinho a perceber o que é que isto significa. Em princípio. É quando eu me desinteresso pela minha mente.
E como é que eu me desinteresso da mente? Percebendo que a mente pode produzir um argumento e o seu argumento contrário. Em simultâneo. É argumentar os dois ao mesmo tempo. É quando tu consegues pensar estruturadamente um assunto e o seu oposto. Um argumento e a sua coisa oposta. E isto toda a gente faz.
A terceira Iniciação é quando tu recebeste a Paz Total no emocional e a mente recebe a Iluminação. Então dá-se uma Transfiguração.
O físico está transformado pela Presença. Está vibrando numa outra estabilidade.
O emocional aceitou a Paz. Aceitou a Paz! Renunciou aos contrastes estimulantes da vida humana. Eu posso receber a Paz que sela a minha vida emocional.
A vida emocional termina na Paz. A vida mental termina na Luz.
É quando um indivíduo olha para a mente e não vê lá mais nada! Nem uma ideia, nem uma palavra, nada! E, contudo, nesse nada, ele pega numa caneta, senta-se, e escreve três mil páginas!... E é um Tratado!... Iluminados escrevem Tratados! E, obviamente, se desce Luz, sempre que tu vais escrever, falar, comunicar o que quer que seja, o vocabulário vai sendo atraído pelo Magnetismo da Luz Interna.
Quando estas três Iniciações acontecem, então chegamos àquilo a que se chama a Transferência do Controle. O Controle Total do Ser passa da personalidade, do eu positivo, consciente, para a Alma. Tu passas a ser controlado pela Alma.
Totalmente Controlado pela Alma...
UM ENCONTRO COM ANDRÉ
Belém, 21 de Dezembro de 2001
(Transcrição por Emília Simões)
QUANDO BUSCAMOS UMA VERDADE MAIOR, ALGO VEM AO NOSSO ENCONTRO, ABRINDO-NOS AS PORTAS DO CAMINHO ETERNO.